domingo, 8 de janeiro de 2017

EM DOMINGO DE POESIA



(...)
b
sem mestre e nem contramestre
indo e arrepiando o caminho
vagueiam os corvídeos
iludindo suas ânsias
no canto afeiçoado da morna

os corvos chegam nunca a enxergar
a idade do ovo ainda menos a das crias
 gravitam e nem dão cavaco
ao que decisivamente importa

na fábula do antigamente
os corvachos vestidos de piedosos
quando descobertos e apanhados 
esperneavam e vomitavam furiosos
mentiras falsidades e clemência

c
sequiosos estes viciados bardinos 
insistem de forma sedutora e insidiosa
no terreno da vida querendo nele descer.

mercenários.
fabulosos deprecantes.
disfarçando as suas ânsias e perversas ressacas.

gananciosos milhafres dentes de ferro.
campeões do desprezo pela paciência
e o suor dos outros.
estão e não são nem cão nem demão

(...)

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