domingo, 11 de março de 2012

Registo do Dia



Estive presente na gala CVMA e gostei da organização do evento e da forma como se trabalhou nos bastidores e tabém da assistência. Houve muito profissionalismo. Sejamos claros. As partes importantes do evento contou com o saber fazer de um grupo de profissionais portugueses que levaram a coisa a sério e à risca.

Na minha opinião isto é que os caboverdianos têm de aprender de vez se quizerem dar o salto. Não é só projectar, programar e monitorar de ânimo leve o decurso dos papéis de cada responsável. É orientar e zelar para que cada coisa feita tenha o acabamento final de excelência. Esteve-se impecável porque o público esperado sabia-se exigente. Parabéns a CVMA, os seus mentores e a prestigiada assistência.

Não posso deixar de acrescentar que, neste caso, o que foi feito e da forma como o foi, embora está-se a dar os primeiros passos em actos desta grandeza, esta Gala da Música foi um grande momento nacional causador de impactos positivos nas pessoas, na sociedade, na economia e na cultura do país e com fortes incursões além fronteiras porque transmitida em directo para o mundo pela nossa televisão nacional. Foi um espectáculo muito emocionante, muito digno e respeitoso.

Temos de poder trabalhar mais para se elevar ainda mais os patamares de qualidade a que esta grande festa da música chegou, dando os compositores, os músicos, os interpretes, os produtores, os comunicadores, os críticos e estudiosos da música e bem assim os consumidores, a oportunidade de se mostrarem e de avaliarem melhor o quanto vale a pena trabalhar a sério, mostrar qualidade e capacidade criativa, sendo tudo isso um desafio grande em que todos estamos engajados e que impõe educação, aprendizagem constante, disponibilidade e sacrifícios.

Podemos e temos a obrigação de poder chagar lá, a níveis superiores de realização dos nossos sonhos.  Viva a música.
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sábado, 10 de março de 2012

Bai Palavra = Vai Palavra


Venho por esta via manifestar o meu contentamento pela realização do programa celebrativo do Dia da Lingua Materna, mantido e levado a efeito pela UNIV-CV.

Há uma vintena de anos atrás atrevi-me a acreditar que era possível celebrar na nossa língua nativa a palavra oral e escrita de forma digna e respeitada.

E aí está ele, o dia sonhado, o dia da Lingua Materna que transitada da simples oralidade e da oralidade da escrita para o patamar moderno isto é da sua escrita convencional, assente em um alfabeto próprio, para uma literatura convincente, estando na sua base o seu ensino, cá nossa terra, assumido de forma categórica pela nossa Universidade Pública, onde as aprendizagens e as abordagens se processam adentro dos parâmetros científicos.

Por tudo isso, junto-me a todos vós organizadores que decidistes enaltecer o dia, o trabalho feito e a contribuição dos utilizadores da língua materna nos seus escritos, composições musicais e outras impressões gráficas. Bem hajam.

Obrigado pela oportunidade que me foi dada para apresentar a minha experiencia na mesa redonda sobre - Literarura em Lingua Caboverdiana -.

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domingo, 4 de março de 2012

Ladainha aos Bardinos CV



C



Sequiosos estes viciados bardinos

Insistem de forma sedutora e insidiosa

No terreno da vida querendo nele descer.


Mercenários.

Fabulosos deprecantes.

Disfarçando as suas ânsias e perversas ressacas.


Gananciosos milhafres dentes de ferro.

Campeões do desprezo pela paciência

E o suor dos outros.

Estão e não são nem cão nem demão.



D


Nos retratos do seu vazio mental

É como se o palpitar dos maus presságios

Jubilosos gritos aos céus dirigidos fossem.


É como se clamar pela bandoria

Assinaláveis oblações merecessem.

Quedam-se no entanto alegres

Como se fossem donos de algum poilão

E sonham consumir o tino dos outros

Como se pocilga palco fosse para baião.


É enjoativo fingirem-se depurados.

É arrepiante o grasno vil de suas goelas.


Quanto pejorativo é arvorarem-se

Em varrascos

Estes daninhos superlotados de má-fé.

Outrora... os morcegos eram vampiros

Mas as gralhas quedaram-se corbichos.

(Do livro terra Dilecta) KB



Poemas do Litoral

ESPELHO D'ÁGUA EM ARCOS DE PEDRA Dois retractos do antigo Dezembro à janela do presente mirando o desmoronar do tecido verde das ...