domingo, 25 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS


Desejo a todos os meus amigos e leitores BoasFestas
Feliz passagem do ano e suave entrada em 2012.
VossoAmigo Kaka Barboza

domingo, 4 de dezembro de 2011

Tera de Aberações 7

Meu caro amigo atordoa-me ter de conviver com "labregos crioulos, aqueles que sons" por isso repasso este teu artigo para ecoar o mais longe possivel. KB. Ps Sairei à tua procura para 1 dedo de palavra.

“VÃO PARA A VOSSA TERRA”…

De passagem breve por Lisboa, aproveito para contactar com amigos - alguns deles cabo-verdianos - e, nesta semana que se inicia, tenciono, inclusive, visitar uma associação de imigrantes do arquipélago [a Unidos de Cabo Verde] com a qual colaborei durante alguns anos e onde deixei amigos que ficaram para a vida, pessoas que escolheram Portugal para viver, muitas delas participantes activos nesta sociedade, dos sindicatos às autarquias, do associativismo aos partidos políticos. Gente que conheci numa altura em que a extrema-direita procurava levantar a cabeça e, com o discurso alarve de sempre, berrava histérica: “vão para a vossa terra”.

Como percebo o que estes meus amigos sentiram então. É que, não raras vezes, durante a minha estada em Cabo Verde, venho sentindo o mesmo discurso… E, aqui, permito-me transcrever o comentário de um leitor à minha crónica da semana passada, naturalmente – como acontece com bazofeiros e cobardes -, refugiando-se no anonimato: “Pelo nome, deduzo não ser o gajo caboverdiano. Sendo assim, não tem, outras ladeiras e outros políticos seus em quem malhar? Acho que na sua terra tem tanta conspurcaçaõ e tantos conscurpados que se ativesse a esses nem sequer daria conta das coecas do Orlando Dias. Antes de focinhar na vida de Zé Maria procure e descubra o seu rabo e os dos seus”. Assinada por um tal “Berdiano”, que além de imbecil tem fraco domínio da língua, a baboseira, com insinuações sobre “rabos”, para além de revelar preconceito e uma vida mal resolvida, faz transparecer a ignorância de quem não entende que Cabo Verde sobrevive fundamentalmente à conta da ajuda estrangeira – ou seja, dos tais que devem estar quietinhos “noutras ladeiras” – e das remessas dos emigrantes cabo-verdianos que, legitimamente, escolheram outros países para viver, não raras vezes sujeitos aos “Berdianos” lá do sítio que bolçam “vão para a vossa terra”.

Mas, perguntarão os leitores: “para quê publicar comentários desta natureza?” Precisamente porque a sua exposição pública permite-nos perceber que o preconceito, a imbecilidade e o ódio étnico não são exclusivos apenas de uma nacionalidade, uma cor de pele, ou um quadrante político. E porque, torná-los públicos permite, de igual modo, tocar a reunir aqueles que defendem – como eu – que este mundo é de nós todos e que a nossa terra é onde nos sentimos bem. E eu sinto-me bem em Cabo Verde. E por me sentir bem e amar o País é que assumo com toda a legitimidade que na minha terra não sou cidadão a meio tempo, nem permito que qualquer imbecil pretenda inibir o meu direito a opinar e a minha obrigação de participar. Estamos entendidos?!

O caminho da democracia é uma estrada larga e longa, ela não se estabelece por decreto ou disposição constitucional, é uma caminhada permanente, uma luta incessante pela afirmação de princípios e valores que não se inculcam por transplante. Por isso é que o ataque insano ao pensamento divergente adquire em Cabo Verde contornos preocupantes que trazem, por arrasto, a compra de consciências, a submissão e reverência aos poderes, o sectarismo político e a diarreia verbal que se conhece e se traduz na – cada vez mais falsa – divisão da sociedade em tambarinas e ventoinhas. Como se cada homem não pudesse ser ele próprio, legitimamente portador de pensamento individual, protagonista do seu próprio destino. Como se os cabo-verdianos fossem propriedade privada de partidos e de caudilhos.

Se há coisa que a história recente do país nos ensina é que o tempo dos caciques, dos líderes incontestados, do “cem mil vezes Zé Maria “ e outras tretas insanas está a chegar ao fim. E que, cada vez mais, os cidadãos querem pensar pela suas cabeças e agir segundo as suas consciências. Quem, na política, não perceber isto, está tramado e não tem futuro. O mundo já não é o que era… desalmada, a liberdade está a passar por aqui.

ANTÓNIO ALTE PINHO

sábado, 19 de novembro de 2011

Deslivrei-me do FB

Entrei FB influenciado pela minha filha. Compreendendo melhor a coisa e as consequencias tive de me retirar muito rápido, apagando tudo o que dizia respeito ao meu perfil, as publicações e a amigagem que por mim passava sem um único alou. Foi um trabalhão, mas consegui... e por isso bebo pela minha tranquilidade.

domingo, 25 de setembro de 2011

O Amigo Disse por Mim



25 Set, 00:15h

Crónicas da Inquietação

ATÉ SEMPRE, ARISTIDES!

Andando pelas ruas, falando com o povo, percebendo o seu ser mais profundo – ali onde ele habita e não nas esplanadas pejadas de “políticos de bancada” -, podemos perceber a dimensão humana desse homem que há poucos dias nos deixou. Refiro-me a Aristides Pereira, uma personalidade que marca indelevelmente a vida política de Cabo Verde e do continente africano.

É um desses raros exemplos de coerência, simplicidade, honradez e dignidade que podemos encontrar na História da Humanidade. O seu corpo frágil transportava um homem que soube estar à altura do seu tempo e interpretar os ventos da História.

Os seus detractores, com o simplismo alarve de quem não vê para além do seu pequeno mundo, poderão sempre – e têm-no feito – atirar-lhe com a lama do partido único e dos injustificáveis anos da ditadura, conquanto alguns deles fossem, à época, os mais ferozes algozes, os mais seguidistas militantes, os mais abjectos perseguidores de opositores…

Aristides Pereira viveu numa época complexa, num pós Segunda Guerra Mundial onde a partilha do Mundo era dividida a meio entre “libertadores” de leste e oeste. Uma época marcada pelos “ismos” e a geoestratégia desenhada a régua e esquadro. No entanto, no pós-independência soube manter equidistância, desenhando uma estratégia internacional de afirmação de Cabo Verde como país independente, extirpando o drama das fomes endémicas do regime colonial e garantindo o essencial para a subsistência do povo de um Estado-Nação em que poucos acreditavam.

De igual modo, é reconhecida a elegância com que sempre tratou os adversários, não alimentando rancores e pautando a sua vida pela humildade e simplicidade. Não fez fortuna, apesar de ter estado 15 anos no poder. E soube retirar-se com dignidade quando percebeu que os ventos da História não lhe eram favoráveis e a sua visão do mundo havia sido derrotada pela dinâmica social.

Depois de Amílcar Cabral, é a grande referência da luta contra o colonialismo e da independência de Cabo Verde, mas também da ética na política, do primado dos ideais sobre os interesses mesquinhos do poder pelo poder. E é por isso que, para os cabo-verdianos - desde companheiros de partido a adversários políticos -, é uma figura indiscutível da História e da mundivivência de Cabo Verde.

Terá sempre a manchá-lo os 15 anos de partido único, é verdade. Mas se analisarmos a História com objectividade e sem paixões mesquinhas, perceberemos que, de algum modo, Aristides Pereira foi refém de uma época em que o Mundo parecia mover-se a dois tempos e onde não sobrava muito espaço para grandes ousadias. Fez o que soube e pôde e, no momento certo, soube retirar-se com a dignidade reservada às grandes figuras. O que é de difícil compreensão para figurinhas e figurões…

Aristides Pereira foi um dos heróis africanos da minha adolescência, juntamente com Amílcar, Luís Cabral – que conheci e com quem convivi algumas vezes -, Mandela, Mondlane, Samora – que também conheci pessoalmente -, Steve Biko…

Foram figuras de referência, entre outras, para o meu crescimento como homem e cidadão. Se ainda penso como então? Claro que não, mas continuo a ver em todos eles uma janela de esperança na verdade e na autenticidade da política, de prevalência dos ideais sobre os mesquinhos interesses pessoais!

ANTÓNIO ALTE PINHO
jornalista
privado.apinho@gmail.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Coisas do Guita

Três irmãs, de 90, 88 e 86 anos de idade viviam na mesma casa.****




Uma noite, a de 90 começa a encher a banheira para tomar banho; põe um pé

dentro da banheira, faz uma pausa e grita:

- Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?

A irmã de 88 responde:

- Não sei, já subo aí para ver!

Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:

- Eu estava subindo as escadas, ou descendo?

A irmã caçula, de 86, estava na cozinha tomando chá e escutando suas irmãs,

balança a cabeça e pensa:

-"Que coisa mais triste! Espero nunca ficar assim tão esquecida".

Prevenida, bate três vezes na madeira da mesa, e logo responde:

- Já vou ajudá-las, antes vou ver quem está batendo na porta.

Agora fiquei com medo!

Eu estou enviando este e-mail ou recebendo?

sábado, 17 de setembro de 2011

Téra de Aberações - De Poder em Poder

Foto da esplanada da praça central da Praia, Alexandre Albuquerque
que virou Amilcar Cabral e que revirou Alexandre Albuquerque.

O que está a matar a nossa terra aos bocadinhos é essa coisa de cada poder que sobe ao poder nas Câmaras Municipais mandar pintar os seus feitos com as cores que julgam ser do seu partido para darem a entender que as obras lhes pertence e que fizeram um grande favor à cidade e às pessoas que pagam impostos, mostrando que o seu dinheiro está bem gasto. Porra que coisa! 

Mas a coisa vai ainda mais longe. As empresas que ganham os concursos de concessão são sempre aquelas que apoiaram as campanhas ou meteram dinheiro ou ainda combinaram repartir lucros de exploração, quando os chefes não são donos ou sócios.

Claro que o "decorador" em conluio com o dono da obra (estado neste caso) manda vir mobiliários de cor condizente, assim como as paredes e os uniformes para o pessoal, coisa muito bem planificada. Aconteceu com a anterior Câmara e agora com a do Ulisses Silva (MpD). 

Porra! Mindelact é em Sâo Vicente. Concorram! Porra! Terra do caraças. Olha só. "Vida cultural ao Platô", "atração turística", "requalificação da praça A.A" emfim devolver Riba Praia um património (antigo) e sempre desejado por todos. Claro que está tudo claro.

Poema para Longe

Foto de Xan Conceição na Lusófona


Quando vires não estarei

Minha retirada já ensaiei

Para onde ainda não sei

É meta que nunca sonhei.

Talvez no voo de arrasar

Montado cego todo no ar

A deambular sem parar

Até outro qualquer lugar.

Quiçá na face de uma flor

Ou na borda dum plangor

Onde tudo é imprevisto

Onde mora o sem motivo.

Onde a ida deixa sua luz

Onde Ela, Diabo e Ele

Mais eu na mesma cruz

Duramos de cravo na pele.

Coisas do Guita

Eu disse a ela: “Posso não ser rico, não ter dinheiro ou condomínio ou

carros ou empresas como o meu amigo John… mas amo-te e adoro-te”.

Ela olhou-me, com lágrimas saindo dos seus olhos e abraçou-me como se

não existisse o amanhã e disse bem baixinho no meu ouvido: “Se me

amas, apresenta-me o John…”

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Coisas do Guita

JUDEU A CONVERSAR COM DEUS PELO TLM NO MURO DAS LAMENTAÇÕES





Judeu: Deus?

Deus: Sim!

Judeu: Eu posso lhe perguntar algo?

Deus: Claro, meu filho!

Judeu: O que é um milhão de anos para você?

Deus: Um segundo.

Judeu: E um milhão de dólares?

Deus: Um centavo.

Judeu: Deus, você pode me dar um centavo?

Deus: Espere um segundo...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quem lê com atenção os comentários que os liberais democratas cristãos fazem nos jornais online da praça facilmente enxerga o calibre das vísceras que possuem dentro, facilmente deduzirá que não nos comparamos de modo nenhum. 
Quem se alimenta do vil é pior que víbora, é Sujo fingindo-se gente.



Téra de Aberações – Da ignorância à Inoperância



Era sábado de manhã na cidade de Milton – Mass. – USA -. Estávamos na garagem a arrumar coisas eu e o meu cunhado enquanto um som distinto e agradável aproximava-se do lugar. Questionei. O meu cunhado respondeu: Queres gelado. É o ding-dong. Carrinho dos gelados. Aos fins-de-semana passa para servir a meninada do bairro.

Lentamente o som da viatura esboroava-se na distância sem aborrecer ninguém. Ali é uma zona pacata. Ninguém incomoda o outro com música, barulho, vozearia, enfim selvajaria. Acontecendo, o incomodado avisa a polícia. Claro que ali a cidade, as regras e as autoridades funcionam.

Aqui, lamentavelmente, no meu bairro, em casa, nas esplanadas, nos parques, nas ruas e mercados, no trabalho, quem repousa, quem se diverte com amigos ou estiver concentrado em seus afazeres é confrontado com a brutal sonoridade gerada pelos veículos de propaganda que fazem das ruas, dos bairros o local de despejo dos anúncios aparvalhados, pedindo comparência do povão nas paródias musicais e outras extravagâncias de fins de semana. É o culto do barulho na rua. Já tinha dito isto. Aqui á rua não é espaço de lazer. É rua no olho da rua. Porque não usar a TV, folhetos e a Rádio? Porquê esta forma bárbara de difusão de eventos e paródias musicais?

Claro que a Câmara autoriza. Mas a Câmara autoriza tudo e mais alguma coisa. Todo o espaço que aparece é para os quiosques que começam em refrigerantes e acabam em cervejas e grogues e confecção de bafas e batizado com vozearia e música ferrenha até altas horas da noite.

Claro que os cidadãos, cidadãos não, as pessoas não merecem respeito algum porque calam-se.

Claro que elas são tidas por alimárias, alimárias a nutrir-se deste tipo de selvajaria imposta por aqueles que se acham no direito de corromper a cidade e os bairros e os lugares em nome do seu negócio devidamente visado pela Câmara Municipal. Receitas municipais ou clientes políticos para as futuras eleições?

Claro que o silêncio, o resguardo, o respeito pelos outros, a civilidade é coisa de COPU LETI.

E mais do que claro ... garrafon di sfregon ki sta manda. Praia, a cidade das tropecidades onde tudo pode acontecer, onde o estímulo à degeneração é prática tolerada em nome da demokrança instalada, onde o poder é refém da ignorância e da inoperância.

Voz di poeta é voz di profeta: Txota ta spantadu padja runhu ta mondadu pa ka inpata lugar. KB

Poema Para os Corvos


MILHO

I


Luzentes pela cor do milho

Os arranjos da sementeira marcham

Para o único mês do calendário

Que a pequenez do grão dilata o chão.



Não inocente é a música do lavrador:

Inventa o molhado que não se tem,

Luz o rumor do pau na boca do pilão

Esverdinha o sol que lambe a terra

E dorme o pão à sombra do balaio.


II

O milho é como um pássaro

Que voa dentro de nós a renúncia

Ao seu próprio ninho.

É como um barco que de manhã aporta

E à tarde devolve-se à longa jornada.


Fosse a ilha um barco

E o milho a bússola:

Outras rotas,

Outras viagens,

E outros destinos

Teriam as nossas manhãs.

(Terra Dilecta - KB)


Bom Rir Cedo


Um pai compra um robot detector de mentiras que dá chapadas nas pessoas quando mentem. Decide testá-lo ao jantar "Filho, onde estiveste hoje?"

"Na escola pai" O robot dá uma chapada no filho.
"Ok, vi um dvd em casa do Zé!"

"Que dvd?"

"Toy Story" O robot dá outra chapada no filho.
" Ok, era porno" choraminga o filho.

"O quê? Quando tinha a tua idade não sabia o que era porno!"diz o pai. O robot dá uma chapada no pai!

A mãe ri-se "ahahaha! Ele é mesmo teu filho" O robot dá uma chapada na mãe!
(Email de um amigo)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Coisa Inédita

Aconteceu na Namíbia.
Um cão pariu um filhote humano.
Obtido de um email a mim endereçado.

O JURAMENTO

JURO PELA MINHA SANTA MÃE QUE ESTÁ NO CÉU QUE NÃO FAREI COMENTÁRIOS ACERCA DO ZONA, ARISTIDES, FILÚ, ZEMA E A UNTURAGEM.
BEIJINHOS, BEIJINHOS
NO STRESS

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

No Coments 2

No Coments

                                                                     12-09-24/20-01-73
                                                                           12-09-2011

Téra de Aberações - O Eixo do Desleixo

Eram dois eixos fundamentais que davam a cidade da Praia dos anos 60 um cunho particular, o painel do Cachito e o do Liceu Adriano Moreira, hoje, Domingos Ramos.
O jogo animado das cores, os contrastes, as omissões, os movimentos, os personagens, faziam destes paineis obras míticas da cidade. Cada um de nós, estudantes desse tempo, levávamos o outro as nossas descodificações em que a noite colonial, as desigualdades, o novo sol, a luta pela liberdade, emfim uma série de coisas presentes e o porvir da terra faziam parte do imaginário de muitos.
Trouxe para aqui este painel do Liceu Domingos Ramos, esta relíquia maltratada, para justificar a minha verdade quando digo que somos uma terra de aberrações.

Com a democrança nas escolas e nos liceus as coisas viraram de cabeça para baixo dentro dos estabelecimentos de ensino e em muitos lugares na nossa terra, inclusive, o que tem valor, desvalorizou-se,  o certo e o errado, o bem e o mal feito por gente que sabe ou por gente ignorante vem dando na mesma, enfim o passado real é preterido por um presente virtual sem sentido e sem significação nacional. Aqui neste pelado património não tem valor pátrio porque ...

Ao longe este painel parece cuidado e respeitado, mas na realidade não é. Cartazes, dísticos e cartolinas foram colados para ilustrar as palestras, dando cabo do quadro que, segundo soubemos, nenhum artista plastico aceitou a proposta de se refrescar o painel e com muita razão, ideia da direcção do Liceu. E a sala e o painel estão lá como meninos orfãos. São os eixos dos desleixos da democrança instalada para o bem ou para o mal desta Téra de Aberações. KB

domingo, 11 de setembro de 2011

Téra de Aberações - Do Milho ao Arroz


O milho da terra ainda é grão para a panela de alguma população periférica. Ora é cachupa de pobre, outras vezes é cachupa rica do abastado e vezes raras é cachupa da cidadania na mesa dos hotéis estrelados da praça. Diferente é o milho importado que é unicamente para o gado ou melhor para a ração animal. É curioso isto: caiu a bandeira da espiga do milho e com ela o antigo prato base dos crioulos. Subiu a nova bandeira e com ela o arroz, actual panela base dos crioulos.

                Saibam, com este apontamento, que as duas empresas que importam e comercializam o arroz nesta praça só mandam vir arroz da primeira qualidade ou seja Arroz Grade B - de 0 a 5% Brocken - e o arroz perfumado cujo preço nos supermercados varia entre 97$ a 160$ o quilo. O caboverdiano não aceita e nem curte o arroz que é consumido no Senegal ou na Guiné-bissau cuja qualidade varia entre 25 a 100% brocken de preço a quilo muito mais barato. Há bem poucos dias uma das empresas desta praça reexportou para um país africano próximo de nós, 4 850 toneladas de arroz de primeira qualidade, algo denunciador da boa vida que o crioulo leva na sua terrinha. Não sei o que os outros acham do facto de 194 mil sacos de arroz de primeira qualidade - Viet e American Rice - terem sido rejeitados pelos crioulos, indo parar a um outro mercado africano.

Estou convencido de que nesta terra não existe o tal pobre propalado por certa gente partidária, coisa que acaba por induzir as pessoas de menos posse a serem mais pobres do que na verdade o são, gerando oportunismos de várias categorias. É o mesmo pobre a dizer que o arroz quebrado é para o Mandjako e que o inteiro ou seja o arroz de primeira é para a sua mesa seja qual for o preço.
É de se dizer que esta é uma terra de aberrações. Pobri kontenti é sima santxo na mandiokal. KB


sábado, 10 de setembro de 2011

Téra de Aberações - Verron

Wikipédia diz:

O arquipélago de Cabo Verde está localizado na zona sub-saheliana, com um clima árido ou semi-árido. O oceano e os ventos alíseos moderam a temperatura. A média anual raramente é superior a 25 °C e não desce abaixo dos 20 °C. A temperatura da água do mar varia entre 21 °C em Fevereiro e 25 °C em Setembro.

As estações do ano são fundamentalmente duas: as-águas e as-secas ou tempo das brisas.

A estação chuvosa, de Agosto a Outubro, é muito irregular e geralmente com fraca pluviosidade, em especial nas ilhas de São Vicente e Sal, onde tem havido vários anos seguidos sem chuva. As ilhas mais acidentadas, como Santo Antão, Santiago e Fogo, beneficiam de maior pluviosidade.

A estação mais seca, de Dezembro a Julho, é caracterizada por ventos constantes. A chamada bruma seca, trazida pelo vento harmatão das areias do Saara, chega a provocar a interrupção dos serviços nos aeroportos. (Wikipédia).

Estranha-me muito o facto de as entidades oficiais, as escolas e a comunicação social que costumo apelidar de complicação social, aceitarem impingir-nos a radiosa ideia de que em Cabo Verde existe o verão, ficando de fora as outras estações do ano, como se o tempo quente e húmido de Agosto e Setembro significasse o badalado Verron. Veja-se os horários de verão, festas de verão, discos de verão e outras verronicidades que mais não significam senão drageias alienantes que acabam por embrutecer em vez de esclarecer.


De notar que os passeios de verron em São Francisco matam meninos todos os anos levados pelos seus professores ou seus pais, que o mar de verron em Quebra Canela faz o mesmo todos os anos justamente por se apelidar o período das águas, em que o mar muda de têmpera, de verão, estação das praias, que, no nosso caso, com as cheias tornam-se em areais depósito de lixo e merdas deitadas nas ribeiras.

É li ki si ta bira ka si – já o tinha cantado em Txon di massapé. KB

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ChãoTerra MaiAmo

Porquê...


Os animais fingem-se distraídos

e como eles não são os homens fingidos?

Porquê...

Certos homens fingem-se decididos

e nos animais sequer há vestígios?

Estarão, mesmo, a mais certos animais?

KB.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Poema Fim do Mês

             São como traças estes couros gulosos
Clássicos vermes assaltantes e desalmados.
O instante chegará e o saco desbambar-se-á
E de novo elevar-se-ão os altos desígnios.

São como carrapatos estes parasíticos calos.
Autênticos seres com o diabo pactuados.
O instante chegará e o saco desbloquear-se-á
E de novo revitalizar-se-ão os ânimos.

Empanque algum reterá a hora da corrença
E como finados incinerados abismar-se-ão.
É a minha dura crença.

O instante não tardará marcar a sua presença
E como lagartos hibernados sumir-se-ão
É a minha forte crença.

 (KB - ChãoTerraMaiamo)

domingo, 12 de junho de 2011

Duas Portas Abertas

                   DOMINGO OU DIMINGU

O domindo é para mim como chaveiro de muitas portas e por assim ser vou abrir apenas duas portas para os meus amigos olharem para dentro.

1 PORTA. Faço-o há montes de anos. Hoje vou preparar o almoço assim: Sopa de salsa para aliviar os orgãos internos e tirar as gorduras de ontem do esqueleto.
Estufado democratico de cabeça de peixe (diversas cabeças), banana madura frita, manga com sal e malagueta, tomate e alface e massa fininha, regado com vinho do Fogo, isto é, Manecom por ser doce.

         2 PORTA.  Acabo de terminar o livro CLAROS D'ALMA & SOLOS de cerca de 250 páginas. Um antigo professor meu vai lê-lo e rever a escrita e abro com esta nota:

"A estada de dois anos e dois meses em Assomada a trabalhar na Câmara Municipal de Santa Catarina estimulou e ajudou-me a recuperar memórias, a revisitar os lugares, os sítios, as ribeiras, inclusive a reavivar relações com as pessoas conhecidas no passado, algumas delas próximas da casa dos meus pais. As noites de grilos, as madrugadas friorentas e o peso do silêncio também ajudaram bastante na síntese das notas tomadas na agenda de bolso e em pedaços de papel ao longo de vários anos.  Quis com esta obra contemplar aspectos e momentos simbólicos vividos em Santa Catarina, Boa Vista e São Vicente, espelhando sentires e vozes do meu espírito, mas também ilações tiradas das andanças pelos caminhos vicinais da vida, onde o paisagístico, o humano, os factos, as lendas, as crendices e vivencias se evidenciam e se intercalam naturalmente e onde a prosa se confunde com a alma da terra.

           Repetindo o já dito no texto: «Na vida nada sucede ao acaso. O que dela resulta vem de provaçôes, estágios e motivações». Assim, ao tornar público o conteúdo deste livro, pretendo que, no acessório, ele seja tido como uma simples dádiva, a minha fácil dádiva aos que dela queiram tirar algum proveito, esperando ter reabilitado heranças testadas vez única na vida justamente por ocorrerem em espaços e lugares outros, com gentes, crenças e cultura também outros, e ainda em tempo e conhecimentos bem outros. " BK

sábado, 11 de junho de 2011

Notas de Fim-de-Semana


             Duas notas de fim-de-semana

1.  Todos os dias às sete e meia da manhã a voz do chefe de obras chama pelos trabalhadores. Entre os doze ou treze homens nenhum é caboverdiano. Eles são da Guiné. Num falar rápido (português provinciano) ele dá as instruções do dia. Ao meio da manhã o chefe aparece de novo para controlar o andamento do trabalho. O falar alto dele é denunciador de  que as indicações dadas não foram cumpridas.

 De forma discreta perguntei ao encarregado e os outros se entendiam bem as instruções que lhes eram transmitidas. As respostas foram estas: “Não entendo tudo mas apanho qualquer coisa”. “Não consigo entender tudo, mas entre colegas desenrascamos”.“Ele fala rápido e se a gente perguntar algo ralha-se connosco”. Pareceu-me que: Politicamente as províncias ultramarinas eram portuguesas e humanamente nunca o foram por razões de óbvias.

2. O encontro de ontem, dos homens da música com o Sr. Ministro da Cultura, foi bom e as ideias lançadas e as propostas assim como estão delineados são curiosas e podem produzir grandes efeitos se levados à prática.

    Do meu ponto de vista há a considerar o seguinte: uma coisa é as ideias, outra coisa é as deliberações e outra coisa ainda é a realidade material e humana que as suportam e as dão sentido e significação prática. Aqui nesta terrinha não faltam sonhos, ideias e desenrascanços, mas é onde também muito boa gente não se apercebe que a magia do discurso cria nela a ilusão do já conseguido como se o anúncio de uma decisão é ter o cobiçado boi na corda.

    Às vezes, decidimos num sentido enquanto a realidade corre noutro sentido. Não quero, de modo nenhum, desfazer-me da muita coisa boa dita no referido encontro de músicos, mas a meu ver há questões básicas que têm a ver, primeiro com a aquisição de gestores aptos, práticos e de qualidade, capazes de cumprir as regras definidas e fazê-las cumprir juntos dos interessados,  segundo com a coerência e a confiança que deve existir entre os que comungam dos mesmos sentires e ambições, e terceiro com o associativismo das classes urbanas. 

    Não me causa espanto nenhum o facto de na nossa terra as regras firmadas, em muitos casos, não passarem de bonitas decorações jurídicas, sem que na prática ajudem a moldar opiniões,  posturas e sobretudo o cumprimento dos deveres e as obrigações entre as partes interessadas.

    Ser-se cidadão culto e apto não basta um Adão astuto avistar o paisagístico e residir na cidade, assim como fazer ou criar cultura não é vogar no jorro das modas e avassalar apoiantes de rua. Por mim, enquanto o culto da cultura não passar pela aprendizagem didáctica, muito do que existe e faz-se não passam de frenesis onde a curtição prevalece sobre o que de direito à cultura devemos dar e dedicar com respeito.  (KB)

domingo, 8 de maio de 2011

A Mulher que Marcou a Minha Vida


                     CISMA DE MÃE  

As nossas mães ilhenhas são seres deveras inimagináveis que nenhuma sabedoria conseguiu ainda decifrar a marca do bálsamo que derramam sobre os filhos, para os fortalecer e engrandecer, não importa a idade, o estado e a distância que os separa. Elas agem como sondas de comprido alcance que de longe detectam as suas inquietudes, e animam, ao mesmo tempo, como uma angra acolhedora do aventureiro esgotado. A minha mãe não foge de pertencer à dose rara de mulheres vindas à luz do mundo para serem deveras mãe de filho. Sim, mãe de filho de verdade que só se compara a uma pura lançadeira que tolera todas as linhas com que a compaixão é embainhada.

Com a idade que tenho o que ela ainda faz por mim só estando no sigilo da sua alma, para se avaliar quanta bondade corre em cheia na sua condição de mãe. Dificilmente crê que não passo precisão, que não padeço de assistência e coisas do género. Não por me julgar imaturo ou querer me amparar desnecessariamente. É cisma de mãe. Sempre que vou visitá-la diz a desafiar-me: «fosse só por mim, não saías desta casa». Estando ela avisada da minha visita o pratinho de comida sob a toalha era coisa sagrada, a roupa autêntico enxoval de um príncipe e aquela amabilidade e o doce riso ascendente no seu olhar não era simples regalo, era significação pura da benquerença que nenhum saber era capaz de dissecar.

Eram oito horas da manhã de Sábado quando apareci para cumprir o que tínhamos combinado na antevéspera entre nós os dois. Passar o fim-de-semana junto. À porta, ela mais o Bala, nosso cão, filho de cão de raça, estavam à minha espera. Ao ver-me, o animal lançou-se veloz ao meu encontro. Festejou tanto que só faltava confessar tudo o que vinha guardado na sua cabeça. Tempo em que eu levava a partilhar abraços e beijos com a mãe, as patas grossas dele buscavam magoar-me de tanto querer também me abraçar. Este airoso cavalheiro de pêlo pardacento empregava tamanha força que as suas brincadeiras pareciam estupidez. Não admitia gente mal trajada nas proximidades da casa quanto mais à sua frente. Buscava pô-la sob cautela. Um dia pondo-se em fuga pelo portão embateu duro contra as laterais de um automóvel em marcha, tanto a sua dona e o dono do veículo ficaram sem saber o que dizer um ao outro. Felizmente o pior não tinha acontecido. Após vagabundear um bom bocado, coxeando ligeiramente o bicho deu entrada no quintal indo acomodar-se no lugar de costume, a respirar ritmado com a língua de fora e as orelhas a bambolear feito cata-vento, como se pretendesse captar se os comentários lhe diziam respeito.

                À mesa da sala de jantar sob a toalha estava o binde de cuscuz de canela, bule de café ainda quentinho, omeleta de linguiça de terra, o canecão de leite dormido, queijo de leite cabra e carne assada de porco. Um café de lorde. Aos fins-de-semana o café da manhã era mesmo assim. Mesa recheada, melhor dizendo, comida à vontade no dizer da tradição da terra é para contrariar a má-língua – panela justu é bokadu kontadu – (panela à justa o bocado é contado). Sentámo-nos à mesa. A meu lado, a mulher sentia-se bem. Não se queixava das dores lombares nem de coisa nenhuma. Esquecia-se de tudo inclusive do tubinho de diazepan que rigorosamente trazia na algibeira do avental oferecido por mim no dia dos seus anos. Enquanto comíamos, conversávamos cada hora uma coisa, a sorrir e a troçar um ao outro.  

PS. Se por um um lado fiquei amputado de algo inexplicável com a morte da minha mãe, por outro lado conforta-me o facto de ter partilhado com ela vezes sem conta a minha escrita, momentos inesquecíveis em que a atenção dela parecia reviver a vida dela  junto a nós, os filhos.
Eterna saudade. Kaka Barboza

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Se Deus é amor!..
O que é o desamor?
Por se amar irar-se amando pecado é?

Baixem o patamar do tornozelo
E calmamente caminhem por esta magra courela
Compenetrada no silêncio de um gosto irado de tanto amar.

Quem o suor vertido do abrigo do corpo-chão seu
Lavar a tola dos deslavados aceita?

No amor é nada viril
O atino do não se pecar por ira.

Cavem aqui companheiros e provem o sal-i-sucrato
Deste gostirado de tanto amar.
KB

sábado, 30 de abril de 2011

desMaios em Poesia


Se sou! Não me dá calor
Hoje áspero sal ou ainda fel.
No peito cedo demais
Escaldou-se meu ovo de amor.
Amarelo da cor do caju a gema era
Fundiu-se claro com clara
E desmaiou.
Incolor apodreceu e derramou-se. 
Mas já houve tempo em que fui mel.
Aprendi a amar claro o destemor
Amigo grato imposto
Ungido por línguas de fogo.
Tange-me hoje outro amor.
Importava nada que certos deles
Couros sem serventia e de vontade reles
Arrebatados fossem por um endiabrado vento  
                             E de vez
Se revezarem no seu paladar grotesco
Que ilegitima o sossego do tempo
                            E de outros homens
                            E
                   Se conjuntamente tiver de ir
                    Partia p’ra os atiçar fresco
                             No sótão a pique
                            Fundo e refundo
                                 Do inferno.
                                          KB


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Poema em Silencio



Oblata à Mãi Maria      


Rendido no secado terral silencioso
Meu palpitar deslizava vacilante 
Sobre os deuses que dispõem dos seres.
Curvado no teu jazigo grandioso
Meu palpitar resvalava hesitante  
Sobre o tempo que o silencio enobrece.

Em volta dos abertos braços negros
Do lenho que Abril a lápide enlaça
Há cânticos, flores e mil segredos
Há preces ao alto Céu por ti Graça
Da Maria mãe que á luz filhos destes
Que vindos não para fenecer de “graça”.

Se na tumba imóvel jazem fervores    
Que no canto e na poesia revivificam.
Se em tua glória repousam brancores   
Que o sadio e o falso da vida lenificam.
Deste peito varão incapaz de vacilar   
Irrompe a flama para teu nome louvar.    
   Kaka barboza
Praia, 29-Abr-2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ANONCIO DE CANDITATURA


Para os duvidios enfeitos tenho a hora de comunicar vocês todos e o poblicu caboverdiano dentro e fora das ilhas maternas que decidi agora mesmo cantidatar-me para a carga de alto manistraido da noção.
Vários actiores colturais e outras figuras da acidadania altiva me tive precisionado nestas últimas horas do dia para me colocar publicamente à discizão perante os aleitorados do na chão inteira para alinhar na corrida ao Palácio em cima da Praia.
Não pensei duas ou tres vezes perante os mails de conteúdo graciosos e favorável dos tocadores, cantadores e cantadeiras, corneteiros músicais de todas as manifestrações e tendencias e quadraturas do nosso universo coltural incluindo ouvidores de música, Didjeis, produtores e vendedores de Cds pirata.
Os apoiadores da área musical meus apoiantes sem reservas:
Daniel Rendall, Africano, Manel di Candinho, Kim Alves, Tó Alves, Jorge Netu, Tei Barboza, Txeka, Júlio, Djoy Amado, Constantino Cardoso, Vlu, Hernani, Djoska, Txenta, Silvio, Pé di Galo, Tey Batarista, Leonel, Lura, Mayra, Djinho, Albertino, Zeka Kouto, Kizó, Angelo, Raul, Bau, Voginha, Dany Mariano, Rosa Mestre, Talentos de Santa Cruz, Rapazes di Porto Riba, Pó di Terra, Bawtukinhas, Nhela Spencer, Adão, Eduino, Balila, Bityina Lopes, Diva, Antero Simas, Mirri Lobo, Xiomara, Iza Pereira, Celina Pereira, Malta Zé Lovi, Betu Dias, Grace Evora, Xando Gracioza, Princezito, Rapazis Sem Juiz, Azaias, Zé Cabra, Bino Barros, DJAN KANSA.

Apoiadores da área Liturária: Prefiro pôr os Sócios da Associação de Escritores Cabo Verdianos, Os Sócios da Sociedade de Autores Cabo Verdianos, os rabiscadores de poesia e ensaidadores de escriturações.

Jor nalistas Radio, TV e Papel: Desconfio do seu apoio total embora a Rossana, Júlio, Elisangelo, Santos Nascimento, João Pires manifestaram o seu indectiavel apoio.

Apoiantes emsur dina: Muitos, visivelmente Jorge Garcia, Monteirinho, Pedro Rodrigues, Raul e Ana.

Apoiantes desca rados: Maria Regaia.

Apoiantes di versos: Familhas.

Preocupações do Cantidato: Acabar com as bogigangas nas lojas china e aumentar o consumo da cultura musical nacional verdadeira e agriculturar música de qualidade.
Limitar o circulamento e auditoria de músicas pimba, nas Radios, TVs, Hiacis e carros de passeio. Tudo com dinheiro do kan-kan di dimóni.
Kb

sexta-feira, 25 de março de 2011

De Peregrino ao Peito





Canta violão, canta comigo.

Estou de volta para teus braços

Num abraço de braços amigo.


Trouxe-te a voz das pedras mansas

O sol do Lá da azágua

E o Mi das floriparidas margens.


Um jardim sem áleas nem canteiros

O fôlego do Fá quente sem mágoa

E o Si da loucura dos festeiros.


Cantar-te-ei o canto inédito

Que dá sentido aos teus olhos

Que limpa as tuas feridas doídas

Que abriga o teu peito carente

Que restaura o chão da alma

Sem palavras vazias e cansadas.


Canta violão, canta comigo.

Estou de volta para teus braços

Num abraço de braços amigo.


KBarboza

Nota: Este poema prefacia a decisão de brevemente entrar no estúdio para gravar as minhas composições.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ao Mário Matos

Adoro as pedras mansas da minha ribeira.

Parecem crâneos mirando a vida nas margens.

Adoro suas cores de ovo cinza em cachoeira

Cabeças eternas sem saudades nem viagens.

Na poesia e na música são ombreiras

Das minhas miragens.
KB


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Puema di sirkunstansia


POEMA DI SIRKUNSTANSIA



Pertu ó longi, dentu terra, ó spadjadu na mundu

Ómis, mudjeris, juventudi, verdianu di tudu idadi

Alenu tudu konvokadu pa klaria nos ora grandi

Alénu na poial di koragi odju na odju ta djuga djogo

Alenu rosto linpo ta tenpra condison di manhan

Pa sol manti marelo verdiano na linha orizonti

Pa strelas kuluri firmamento di nos nason global.



Ómis, mudjeris e juventudi, verdianu di tudu idadi

Serena konsénsia bu sukuta verdadi povu:

Kem ki faze kodjeta ten ki skodje gran di simenti

Ken ki kre ten simentera ten ki kóre lugar só manenti

Obi voz di transformason na agu di labada ta rende

Ta alimenta sonhos y resposta pa novos tempos

Obi voz di fundu di alma terra ta txomabu bu nomi

Pa bu kudi na pontu sen y tuntunhi na ora sertu

Pa bus ânsias e bus sonhos torna realidade.


Ómis, mudjeris e juventudi, verdianu di tudu idadi

Xinti txon di KauVerdi más Kauverdi dentu bó

Xinti son di KauVerdi más Verdianu dentu bó

Ta subi vertiginozu ku suor di bu trabadju

Xinti valor di terra kretxeu lapidu na bu petu

Xinti briu di juventudi fri ta gurgunhau korpu

Ta lavra futuru, ta kustura kondison di manhan

Pa otramanhan bu podi tem tudo na bu mon

Más oportunidadi na vida. Ganho tudu é di bó.


Ómis, mudjeris e juventudi, verdianu di tudu idadi

Pustadu na grandeza di bu orgulho kriolu

Finka bu sinal sertu na kuadradu strela negru

Bu ranega galáfris denti ferru, spada sukundidu

Ranega di bez língua venenozu ta símia falsidadi

Barbaridu alês ta rabata, ta lâmia dignidadi dómi

Pa ês bó é finingui na rabadidja di matxu seladu

Pa ês bu valor é moeda, é pasto, é sola sapatu bedju

Alês rostu fingidu, láguas di pobri na lanbu di ipokrizia.


Ómis, mudjeris e juventudi, verdianu di tudu idadi

Pertu ó longi, dentu terra, ó spadjadu na mundu

Alenu tudu konvokadu pa reafirma nos konpromissu

Ku terra mai, ku kunpanheru, ku nos futuru

Pa Áfrika, Europa, Merca, Ásia, mundu intero da konta

Pa es xinti valor di nos siênsia y valor di nôs dignidadi

Di por amor a terra ti más kabuverdi na mundu

Nu manti firmi y konfianti na nos mé y na nos kapasidadi

Konfianti na futuru di nos terra y di nos mosinhus

Pabia nes kaminhada nu ten um komandanti

Ómi ki ten forsa moral e sabedoria pa orientanu

Na realizason di nos sonhos, sonhos di nos tudu

Di tudu kauverdianu dentu y fora di txon di nos pátria.


Ómis, mudjeris y juventudi, verdianu di tudu idadi

Pertu ó longi, dentu terra, ó spadjadu na mundu

Nu manti djunto, oji, manhan y pa tudu tenpu.

Ah kauverdi.


Poema improvisado às 17H30 de 5-2-11
para o encerramento da campanha do Paicv no Largo da Várzea

Kaka Barboza

Kuaze de volta

Poemas do Litoral

ESPELHO D'ÁGUA EM ARCOS DE PEDRA Dois retractos do antigo Dezembro à janela do presente mirando o desmoronar do tecido verde das ...