quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Alou gente...
Exactamente, a 30 de Dezembro, num dia como hoje, às 23:15 esta árvore paria, solenemente, o SonDiVirason, para o bem ou para o mal dos meus delitos.
Porque nunca parti a árvore e nem eu para o fundo das suas raízes não falo do regresso.
Pois, quem partirá um dia destes para o inferno será o larapiador da minha caixa de ferramenta. Minha estimada caixa de ferramenta. O Son esteve em crise mesmo antes dela ser amada pelos magnatas, esses sabichões que fiéis a Deus criam falências em série para animar o mundo.
Bem! Que dizer mais… Porra! Aqui eu vou merdiar as crises todas!
Cá estou eu para déru ú ki diviéru, repetindo Nho Francisco de Achada Galego.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio é Meu



Imagens do dia 26 de Abril de 2008
Sou aniversario hoje. Porra...blog fika para depois.. e voces todos também. Estou feliz no meio deste mato de gente que vive longe, mas bem longe das fofokices do kafé sofia e doutras lenga-lengas capitalinas. Oh João tomei café malgóz = margozo hoje de manhã. O 10 não se lebrou de mim, mas sim do pássaro. Nada a ver. Estou bem, robusto e sem necessidade de me Viagrar.

domingo, 13 de abril de 2008

O Cantor de Pombal Venceu


Nhonhô Hopffer venceu uma nova etapa ao se lançar em público cantando o disco Nhara Santiago que já vai na segunda edição. Venceu porque os amigos e convidados compareceram em massa enchendo completamente a sala do Auditório Jorge Barbosa. Venceu porque cantou com humildade, como se estivesse numa tocatina em sua casa rodiada de amigos, venceu porque soube estar consigo próprio em palco, diante de um público apoiante.
O cantor de Pombal venceu porque realizou o seu sonho. Digo-te, sinceramente, valeu a pena, pois, o investimento que fizeste e o empenhamento que puseste neste projecto.
Agora, sou eu a dizer-te... Viva a música. Kb

Lindo, lindo é sempre


Esta menina do meu bairro, esta moça da minha amizade, esta linda mulher e de linda maneira, de linda voz e de linda carreira, tornou o mundo crioulo mais lindo e mais querido. Segura, segura bem o trofeu da música que o Peregrino há-de cavar o Sol em Si para te dar a cantar os seus improvisos. Vai o meu e o abraço de nós todos daqui do Txon di Massapé. Kb

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Cantor de Pombal

NhoNho Óffer é daquelas criaturas que gosta imenso e curte as coisas belas da vida.
O melhor não podia ele escolher... ser arquitecto e cantor.
Um grande contributo deu à nossa doiscografia.
Um dos bons discos de de 2007.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Principe dos Picos


Há praticamente um ano que este veterano de Santiago, mais concretamente este querido filho e amigo dos Picos inaugurava frente à sua casa, a rua com o seu nome - Rua Orlando Loff Brito.





Na altura disse-me: «Este rapazinho (João Batista Pereira) vai longe.
Ele é inteligente e muito cordial. Muito trabalhador também».



Orlando Brito, Principe dos Picos como eu o chamava, morreu com festas de São Savador do Mundo à Porta. Diz o ditado popular que: «gente que morre em dia de festa amanhece na glória». Contemporâneo do meu falecido pai, Orlando Brito, era natural dos Picos, ilha de Santiago, onde ele criou amizades e deixou marcas inapagáveis. Em sinal de reconhecimento o município atribuiu a uma longa e bonita rua o seu nome. Finda a inauguração ele convidou-nos a entrar, para o lanchezito que tinha mandado preparar (café, pasteis de milho, carne de porco assada, linguiça da terra e um groguezinho). «Gosto de oferecer coisas, pequenas prendas às pessoas». «Antigamente eu vinha mais vezes. Não passava os fins de semana na Praia. Era Picos. Os meus amigos sabiam disso e vinham cá ter. Domiam e voltavam no dia seguinte. O teu pai Bebeto, o Táta Lubrano, esses vinham sempre». Ele gostava e adorava as coisas belas da vida.
Achada Igreja, Picos e Assomada e Santa Catarina, nós todos te louvamos e dizemos-te adeus.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O Casal Alves Em Festa

Foi assim que os filhos prepararem a festa do casal que faz anos no mesmo dia - 6-4-08. Foi neste mesmo dia que há cinquenta e cinco anos chegou à Praia o pedreiro violinista, fundador do grupo musical Pai&Filhos, sendo os filhos todos músicos. Morador antigo da Achada Stº António que tem muitas e muitas histórias para contar. Fez ontem 83 anos e toca com a mesma arcada de sempre. Foi muito bonita a festa que contou com muitos familiares e amigos do casal.


















sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ensaio Nº 4


Lá naquele ponto gordo no centro da ilha é Assomada, antigamente, Pilorinho para os nativos, a praça da minha infância e juventude. Ninguém armado em pacifista deve pretender ser mais pacífico e ordeiro que os santacatarinenses. Passa pela vossa cabeça o que poderia ter acontecido no dia 29 Sábado, em que um movimento politico ocupou à revelia das autoridades um espaço que não lhe estava destinado... pensam que a coisa foi simples.... pensam que o discurso do líder da oposição não foi incendiário?? Estão enganados.
Burro é na txáda... na ladera é adaptação do Zé Maria. É banal e corriqueiro por estas bandas. No vernáculo é: burro é na txada, sen sela, sen rabitxi pa é da koxi sima é krê.
E se vos disser que o Djô Santos chamou-nos e a mim de vândalos, vou cruzar a lingua. Não!
Ele vai ouvir o que sei produzir com as armas que possuo. Ele cobou os badius de Santa Catarina. Tirem as vossas conclusões que as minhas já as tenho na cachimónia.
Burru la pundi ki é da-bu kôxi da-l ku pó... é o adágio popular aqui no planalto. O resto é água de outra caçarola.

Ensaio Nº 3


Foi assim que começou a era da FRAUDE eleitoral em Cabo Verde. Tudo pelo PODER.
Aqui, vê-se a rapaziada armada e com dinheiro no bolso, convidada pelos rabidantes politicos da malandragem ventoinha, para promoverem os distúrbios.
Em Santa Catarina é o que a malandragem faz no periodo das eleições.
Instigam os delinquentes, dão grogue, dão dinheiro e mandam-nos insultar as pessoas.

Ensaio Nº 2


É li k'é txon di massapé
É li ki ten pon ki xúxu mássa
É li ki si ta bira ka sí
É li ki diabu perdi si fé
è li ki Djon mórre pa sisi
É li ki andadu na fiu di faka

Ensaio Nº 1


Nhu Jota Santxu ta bá greja?
- Módi!! Bexu... é sima burru.
- Igreja minina?
- Úúú! Santxu... spéra siiiii!

Burrindadi na Pulitica


Este homem insultou Santa Catarina, insultou Assomada, insultou Pedra Barro e insultou-me a mim próprio, portanto, temos cabra na purga. Daqui de Santa Catarina onde estou a exercer funções políticas neste momento no quadro das atárquicas de 2008, na hora certa ele será por mim homenageado pelos seus dotes de burrindadi.
Odio, malcriadeza, nervo na batalha política... ka ta dâ... ka ta dâ. Pa dianti ki é kaminhu.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Exercitar a Paciencia


De todas as virtudes socialmente estabelecidas (temperança, lealdade, coragem, compaixão, honestidade, responsabilidade etc.) a que eu mais admiro é a paciência.

Porque essas outras todas que estão aí entre parênteses são moleza, é só ser minimamente bom carácter. Não tem muito esforço envolvido. Mas a paciência não. Como é difícil ter paciência. Tá aí a minha virtude-meta.

Paciência é um exercício, e como tal exige disciplina. É preciso trabalhar, moldar a sua paciência. Principalmente com pessoas deseperadas. E mais ainda com pessoas desesperadas por quem você tem carinho e afeição. Sabe aquela pessoa que faz tudo errado? Que quer te ajudar e atrapalha muito mais? E que você não sabe mais como tentar ajudar?

E com a constância da situação, a coisa vai te irritando, dando aflição, vontade de sumir... Aí que entra ela, a paciência. Quando você percebe que, sim, trata-se de um ser hopeless, e a sua paciência terá de ser eterna. E-ter-na. Muito esforço, viu? Mas olha, me sinto um ser humano muito melhor.

É Verdade Isto??


terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu Não Sabia Isto


Dia da mentira
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário ries. gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisante
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Coisas Incríveis


Aconteceu em Boa Entrada quando se queimava palha junto à fornalha de Poilão de Baixo.

Gente Virou Porco


Um indivíduo foi tatuado à noite e a manheceu assim dentro do quarto.
Aconteceu em Rubon Chiqueiro

O Incrível Aconteceu

Fot. Kb - Stª Catarina 31-03-08
Aconteceu mesmo.
Havia dinheiro, cerca de cinco mil contos, guardado em saco de plástico e
enterrado ao pé duma casa algures em Santa Catarina,
quando o dono voi vereficar encontrou o que estão a ver.
Há pessoas que em vez do banco preferem guardar o seu dinheiro,
enterrando-o num lugar seguro, para não darem nas vistas.

domingo, 30 de março de 2008

Fim de Março


QUERO FINDAR O MÊS DE MARÇO OFERECENDO DROPS E BOLO A TODOS OS LEITORES E COMENTARISTAS, ESPECIAMENTE ÀS MULHERES BLOGUISTAS E FREQUENTADORAS DO SON DI VIRASON.
EXIGIU MUITO, MAS FI-LO COM MUITO GOSTO.
CONTINUARÃO A ESTAR NA ALÇADA DO VIRASON.
ÀS BLOGERAS-CV A MINHA FORÇA.
Vem aí Abril, o mês de mentiras.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Katxás Senpri Katxás




Katxás, u líriku di son gaitadu na viola


Di gaita ki fazedu

Di ferru ki trazedu

Nanse funaná



Fu di fundu di alma

Na di natureza-l korpu

Na di navegânsia skravu

Á Minha Mulher


VAMOS HOJE MULTICANTAR OS AMORES DE HÁ 35 ANOS

Poesia na Lua 3


SONHETO

A flor gingava alaranjando a fama
Vibrando no rebento da sua idade
Não admirava a divinal dádiva sua
Que pura vivia no encanto da fada

Pés de seus ritmos tocavam leais
As caras sinceras da calçada lisa
De olhar cravado no céu da carne
Pescando intangível o doce odor

A mulata enchida de si e enfunada
Doida ansiava a hora e o momento
Que peneiras suas fossem vencidas

Lisonjeadas por oferendas e adornos
Errando a bonina sua ansiosa e ávida
Sonhando com os sentidos excitados

Retalhos de um Conto


(Da Colecção - Kontos de Kastelu Kondi - O Meu Amor pela Joia - em preparação)
........ O caso da menina resolve-se de outra forma: - disse-me categoricamente a dona da mercearia. A hora do jantar interrompeu-nos a conversa que vinha se tornando meio chata.
Não aguentei mais sentado ao lado dela. Pedi licença, e refugiei-me no meu quarto. Aquela noite parecia ter ficado inchada com o esmiuçar do assunto, mas não conseguia tirar da minha cabeça o gozo e o encanto do encontro tido com a menina dos meus sonhos. Sondava, porém, no silêncio, o vozear da minha mãe lá dentro, sendo que o meu regozijo roubava uma parte da sua impetuosidade e significação do que ouvia.
Sentia-me grato ao silêncio da noite que me trazia a voz oculta do amor, recitando dentro de mim frases inéditas, frases de abater o coração de qualquer mulher: «Jóia, Minha querida, deusa do meu profundo coração. Ao pegar desta singela pena para depositar nas folhas em branco deste aromático papel, a primeira coisa que senti foi a voz verdadeira do meu coração, anunciando em palavras doces e carinhosas o som do teu nome Jóia, este lindo nome teu, qual pedra brilhante nas mãos de uma princesa bem-aventurada, qual paraíso montado no céu, qual jóia nas mãos de reis absolutos ou de ousados corsários e piratas. Jóia, nome de ninfa no sonho de um pescador de certezas, de quem na verdade respira o real fogo do amor, de quem ama e se castiga amando, de quem tem forças para amar, sendo, que sou homem são e de muito afecto, para te amar só a ti, porque descobri que o meu fundamento está em poder amar-te desta maneira, eu sem ti e tu sem mim o mundo é paradeiro de ninguém. Jóia sonho um novo sonho para ti e para mim, um sonho de um mundo cheio de nós e dos nossos cheiros. Jóia, amor e alma da minha alma, creia-me com sinceridade, escuta este cordeiro louco que busca em ti a razão de continuar a existir. Teu eterno apaixonado. Luciano Vaz. Até sempre.
Da porta de batentes, entreaberta, vinham na fresquidão cânticos de cigarras e o estrilar de grilos, autênticos bálsamos que não se atrasaram em despachar para a sonolência os meus cinco sentidos.»

No dia seguinte, mesmo antes do café da manhã, de papel e lapiseira na mão, tentava, tentava, mas não conseguia me lembrar da metade do que na noite anterior planejei escrever. Tempo em que rabiscava o papel à minha frente, senti alguém bater á porta. Quis saber. Uma moça entregou-me um envelope, afstando-se de seguida, correndo que nem um pardal em fuga.
Abri, estendi o papel. Eram cinco linhas em tinta azul: «Amigo Luciano. Eis a resposta solicitada. Semear em pó é ventura. Certo, é no molhado. Nada mais. Jóia».
Sentei-me na borda da cama, lendo vezes seguidas o que tinha vindo das mãos de quem eu amava perdidamente. Sem querer relacionava o seu conteúdo com o que me tinha sido dito pela “botadera de sorte” naquele dia.

Pôxa! Nunca a minha cabeça viu-se tão despida de miolo. Parecia rolar: ladeira-riba, ladeira-baixo, enovelado em um passado que insistia em estar sempre presente. Não perdi a cabeça, mas dentro parecia não ter limites. Olhei para fora, e saí. Do pessegueiro, em parafuso, folhas caducas caíam uma atrás da outra como quem desmantelava a razão de viver. Entrei. Sentei-me na borda da cama. Da carteira tirei o papelinho já com sinais de desgaste. Enquanto o lia, relacionava o conteúdo com o que tinha sido dito pela “botadera de sorte” no dia em que nos topamos.
Pôxa! Nunca a minha cabeça viu-se tão despida de miolo, rolando ladeira-riba, ladeira-baixo… só por causa do meu amor pela Jóia. Terá salvação o meu amor por ela?

Poemas do Litoral

ESPELHO D'ÁGUA EM ARCOS DE PEDRA Dois retractos do antigo Dezembro à janela do presente mirando o desmoronar do tecido verde das ...