domingo, 26 de agosto de 2012

Sepultura CV2

O MpD através da sua maliciosa agência liberalonline nunca pararam de violentar Angola, país amigo de Cabo Verde e dos caboverdianos, o MPLA, os seus dirigentes e o próprio presidente José Eduardo dos Santos.
A forma como o mpd trata os caboverdianos reflete na como o faz aos angolanos, a começar pelo tratamento que dão e deram a Pedro Pires, convidado a participar na supervisão das actuais eleições gerais naquele país irmão, caluniando-o de DITADOR, LADRÃO E CORRUPTO que vai ajudar o seu amigo José Eduardo dos Santos na fraude eleitoral em Angola.
Mas o diabo é que o mpd/liberalonline ao protegerem os seus aliados e supostos aliados não dão conta que estão a desproteger a maioria dos caboverdianos em Angola, país onde trabalham, ganham a vida e vivem bem.
Angola é catorze vezes e meia maior que Portugal continental, portanto, dentro dela cabe toda a Europa incluindo a sua crise, enquanto que Cabo Verde inteiro, incluindo veículos, gado e aves não prenchem a cidade de Benguela. O Mpd e os seus escribas, já o tinha dito antes, estão a cavar cada vez mais fundo a sepultura do actual presidente Jorge Carlos Fonseca, supostamente seu refém, os seus dirigentes e toda a geração emepedina, com sérias implicações nas suas relações futuras com Angola e com a África. Servir de caixa de ressonância dos interesses estrangeiros em Angola é perigoso para para um movimento politico (MpD) que aspira o poder num país como o nosso que nem pasto dá para o gado que tem e nem espaço tem para albergar em condições os que fora dele vivem.
Espero que o MpD-Liberalonline continuem nesta mesma linha de interferência e de calúnias a Angola, o MPLA, o PAICV e seus legítmos dirigentes, plagiando os seus aliados, que o futuro será brilhante, mais luzente que diamante.
   

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Kê da Arte


Prefiro compor o meu caldo de peixe que comentar o Talento Strela 2. Nem a chuva que está para vir serviria para apagar o incendio da semana caso eu falasse. Viram tudo? Todo Mundo Canta era de longe superior. Mais trabalho, mais música, mais talentos, mais qualidade, melhor júri e mais público.

sábado, 18 de agosto de 2012

Txuba Txôbe

Comemora, chuva!

Bate, bate e jorra abundante
No bornal dos meus ombros.
Dissipa o estigma lancinante
Na tapada dos meus olhos.


Comemora, chuva!
Encharca toda a sementeira
E apalpa o secreto da inópia
Escorre densa pela artéria
Alaga os gabiões da invídia.


Comemora, chuva!
Goteja do teu ventre biplume
O afoito grelo no rego da vida
E revigora de tapume a tapume
O verde da verdade combalida.


Comemora, chuva!
Abunda e inunda a arrogância.

(Da coletânea ChãoTerra Maiamo - KB)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Assim Estamos

A promoção da mediocridade liga-se ao défice do debate frontal 
a vários níveis do instituido como sociedade civil e política.  

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Mania Do Verron




O Jornal a Nação escreve:
ÉPOCA BALNEAR: PRAIAS DA CAPITAL: ENTRE O PERIGO E O PRAZER
Com a época balnear no máximo, a procura pelas praias aumentou, da mesma forma que aumentaram os eternos problemas como a segurança, a poluição (ambiental e sonora), etc.

Com a ajuda da Complicação Social, digo, Comunicação Social - imprensa neste caso - muita coisa está de cabeça para baixo e assim vai continuar até o fim feliz de tudo isto.
Já me tinha referido a isso no ano passado. Que estamos no tempo quente e húmido afectados pelas monções do sul que proporcionam chuvas, portanto, estamos no período das águas. Se tivermos a sorte de chover em terra o que basa no mar é cheia em cima de cheia a correr nas ribeiras cancelando as ditas praias balneares. A chamada época balnear é falsa nesta altura. Ela existe noutra altura do ano que não esta em que o mar é revolto e sujo e a sulfatar os detritos (lixo, cócos diversos, derrames e outros mais) deitados no leito das águas. Todos os anos nesta altura o mar adoece e leva meninos e gente grande à morte porque o "VERRON" enganador da propaganda assim o dita.
Querendo nadar entre o perigo e o lazer siga a época balnear do Verron Crioulo -.
KB

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mãi Maria

           A forma de estar de um espírito que me legou generosidade e caboverdianidade. 
Esta mulher, senhora minha mãe, Maria da Graça Barbosa Amado, hoje, em mim, fez 91 anos de idade e triste está por o chão das ilhas não estar molhado e as plantas mais animadas. Azágua está atrasada. Voz que ainda ecoa nas rochas do meu pensamento.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cabo Verde e Brazil Aragens do Mesmo Mar


Ontem à noite o Cometa brilhou o quente Agosto duma Praia carente de bons encontros surpresa e da boa conversação.
A brazileira artista plástica Thais Lino Costa, na fotografia, ocupava uma mesa na ala direita do astro do meu bairro, o Cometa - Esplanada, quando de repente bati com os olhos na apresentadora do Talento Strela, simpatia, que me fez aproximar logo das senhoras sentadinhas à conversa. A amizade instalou-se logo porque a arte de conversar foi o facho a encandear o encontro, "encontro de primeiro grau", plagiando o meu irmão Djinho.
Poesia, música e pintura, enfim, a arte de comunicar sustentaram a mais de meia hora da troca de palavras a explicitar as nossas ambições e os projectos artísticos que abraçamos.
Parecia estar á nossa frente um álbum de dizeres concebido para nesta noite ser presente.
Que momento rico. Que tempo bem gasto. Que encontro feliz. Que noite intensa de luz e de cores. Que data inesquecível e que surpresa agradável. Bem hajam as divindades que promovem estes milagres. KB   

Sobre A Lição

Tá lááááá. É o professor de história? Chove por lá? Ameaça! O tempo é de ameaças. Olha muita bosta, desculpa-me, há-há-há, aposta, queria eu dizer, naquela lição do último dia.
Foi... sim, foi espectacular.
Ouve meu caro, viver nesta terra torrada nem bosta de burro, ter a minha idade e ainda por cima aturar os imbecis que andam por aí à solta é pior que pancada em cima da queda. Não é assim que se costuma dizer. É lixo. Lixo mesmo o que muitos têm na cabeça. Gente boa! Cuidado han! Gente boa mesmo! Não estudam e se o fazem tiram patavina do que lêem. Viste em quê que ficamos?  Pôxa! Ai luze konekxon. Comunicar é bronca! KB

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bilhete ao Professor de História

                                                              Para o Professor de Históra do Caboverdiano
A esperança querendo se dependurar
Que o faça sem deduções nem lamúrias.
O meu boi, último a morrer, resistirá
Na pele do corpo da memória
Cheia de sonhos e folguedos do tempo de azágua.

Sob o Piku Ntóni nasceu o berço dos sentires
Sob as árvores da Bolanha o ninho da liberdade
Sob o som dos grilos e da folhada o mister
Dos poemas e as músicas da minha inocência.
E foi o meio do mundo a gerar os caminhos
Os mitos, as lendas, as bruxas, a expectativa
Em mim cativa na vida que ainda vive.

Pelas lutas
Pelas crenças
Pelos caminhos
Pelos louros e fragores, lacrimejarei jamais.
Nem pelo fim da esperança.
Fá-lo-ia pelos velhacos da terra
Cuja esperança é último a desaparecer

Hoje,
Sentia-me feliz se a velha esperança pendesse
No madeiro desta idade que ainda caminha
A terra pelo mundo impossível de agarrar.
Que o faça sem vaticínios e sem lamúrias.
O meu boi, último a morrer, resistirá
Na pele do corpo da memória
Cheia de sonhos e folguedos do tempo de azágua.

Kaka Barboza

domingo, 12 de agosto de 2012

Profecia 3,7


Esta fotografia foi tirada pela minha neta de 4 anitos no dia em que me doía a perna esquerda, tomada por dores reumáticas, e, tá claro, para ficar quentinho pus a farda de apóstolo e comigo os meus arranjos. Tinha e tem lógica esta foto no contexto hophipofalando.
1º Fiz um grande favor á jornalista de o Nação respondendo às suas perguntas sob uma matéria que ela diz ter investigado, e, que, quanto a mim, não passa de constatação de um facto antigo.
2º Fiz outro grande favor à rapaziada rapista e hiphopista que tiveram a oportunidade de dizer da sua justiça sobre o assunto, mandando para cima de mim como se eu fosse uma ameaça aos seus sonhos, incluindo, promovendo uma boa lição rebuscada algures na net, tudo por causa da minha ignorancia ao chamado movimento hophipal crioulo, e achado XINGUA o ruído musical palavreado.
4º Eu estava certo quando um dia cantei no tema Txon di Massapé, gravado pela Guty Duarte e orquestrado por Kim ALVES. É li ki diabu perdi si fé/ é li ki Djon móre pa sissi..., dizia, eu estava certo, por isso, ficou gravado para não mais apagar.
5º Lá porque o meu filho se converteu ao islão deram para cima de mim como se eu fosse Maomé. Até de terrorista fui apelidado.Em certos círculos santiaguenses quando opino sobre civismo e diversidade cultural das ilhas, nossa riqueza natural, sou tomado por Sampadjudo quando não é COPO LETI.
6º Quando não aceito imposições sou rebelde.
Quando primo pela humildade e contenção passam por cima.
Quando digo o que penso prometem-me porrada por ser estranha a cultura que me querem impor e a todos nós, porque moderno e universalista é aquele que aceita e opera a favor da lixarada que as editoras e os midias das potências exportadoras da chamada cultura urbana global, como se aqui o povo caboverdiano não existisse e não exercesse a sua cultura original e tradicional, prova-o o talento strela ontem findo e o conteúdo cultural ali trabalhado. 
7º Não me parece, não. Há mesmo uma certa juventude armada em especial e radical que só agora parece ter desembarcado nas ilhas e chegado aos seus bairros de nascença para ali fundar os guetos, os gangues, os limites territoriais, registando-se como soldados da justiça, admitindo e excluindo os que não cabem na sua escola de actos e de costumes, autoproclamando-se em reivindicadores de causas sociais e portavozes fieis do povo na tentativa de se erigirem como "abridores do olho do povo" Já que este anda com os olhos fechados sem saber de si e das suas legítimas aspirações e onde poderão reclamar os seus direitos. Parece haver a ideia de que a propaganda altera a condição de ser-se pobre. 
8º Eu já tinha advertido, em conversa privada, ao meu inesquecível visinho e poeta Mario Fonseca, já falecido, que vivíamos numa espécie de miradouro maritimo sem dar-nos conta da fragilidade do azul que nos rodea. Isto é poético. Disse-me, ele. Respondi-lhe profético. 
9º País aberto ao mundo, sala, quarto, ventanas, janelas, portas, portões, quintal e curral, Cabo Verde, trilha com sucesso, em tudo, o perigoso caminho do plágio de modelos em nome do modernismo. Não é que a moderna formação que se faz e se dá à juventude actual é para satisfazer a sobrevivencia, alimentando pouco ou nada as raizes da sua àrvore identitária.
Alguém, alguma vez, ouviu o comum caboverdiano chamar pátria a Cabo Verde. BK





Poemas do Litoral

ESPELHO D'ÁGUA EM ARCOS DE PEDRA Dois retractos do antigo Dezembro à janela do presente mirando o desmoronar do tecido verde das ...