segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

RAPIZIUS

Eu insisto que não temos comunicação social, mas sim complicação social.
Como é que Cabo Verde pode estar a imitar e a repetir o que a imprensa portuguesa elabora e divulga como sendo verdade para todos.
Porquê considerar o partido ganhador das eleições na Grécia, radical?
Radical em quê?
Os eleitores são radicais em quê?
Não ser conformista e subserviente é radicalismo?Bolas! ...
A Janira e o PAICV deviam radicalizar certas questões.
De tolerância Nevista a CV Landia está cheia.
Por exemplo:
Radicalizar a verdade, radicalizar a qualidade, radicalizar a conduta e os procedimentos, radicalizar a militância e a democracia, radicalizar o trabalho e a produtividade.
Aquele que não serve tem que procurar o seu destino, os bajuladores fora, os branqueadores da realidade fora, os preenchedores de cargos que emperram os serviços e as instituições de funcionar destituidos, os incumpridores penalizados, os esbanjadores pagam pelos prejuízos causados etc. etc..
Assim devia ser o PAICV de esquerda não para agradar a imposição do ocidente, mas, sim, para por a terra no caminho do trabalho e da justiça social, para pôr os festeiros da terra a pensarem no trabalho e não na festa à custa dos impostos nossos e dos outros povos. Isto é que e o que devia acontecer já amanhã, E se a complicação social não serve para educar e informar como deve ser...fechar a antena.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Mindel Mind


 
 
 
O África, os calcinha preta, o milhão de gente, o vereador, a Câmara de São Vicente, o dinheiro que sempre há, o próprio Mindelo em peso, são desaforos contrapondo às Crónicas Desaforadas de João Branco.

 Não existe desaforo maior que esta gíria puramente mindelense....depôs de sab morrê é ka nada... só há uma coisa a dizer: txá kagá

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

RAPIZIUS


 

Morreu o Comandante - JOÃO JOSÉ LOPES DA SILVA - a 15 de Janeiro de 2015, Dia das Forças Armadas de Cabo Verde, o destemido JJ, o guerrilheiro Professor de Matemática, que nas matas da Guiné-Bissau, juntamente com os seus companheiros, deu o seu contributo valioso para a libertação da Guiné e Cabo Verde.

Quando ele chegou a São Vicente, onde eu era militante de base do PAIGC, fui conhecê-lo na sede do partido e estavam juntos, Jota Jota, Tchifon e Toi de Suna. O Jota mais o Tchifom traziam consigo a fama de destemidos, o misticismo do guerrilheiro que fustigava as hostes inimigas com as  suas armas, mas sobretudo o guerrilheiro convicto de que cada “ bala disparada ó mãe, e sacrifício de nos vida, no ta fazel na certeza que un dia no ta ser feliz” – letra de Abilio Duarte, outro ilustre combatente.

Certa vez estava um barco á descarregar milho a granel em São Vicente e os estivadores recusaram-se trabalhar por considerarem milho carga suja, ou seja, o salário hora devia comportar mais 50% do valor quando se tratava de carga que produzia resíduos tóxicos. Eu estava nos Sindicatos. A reunião com os estivadores não estava sendo fácil e estavam renitentes. No entanto chegou o Jota Jota e começou a falar com os trabalhadores. As coisas não corriam bem, mas o Jota Jota insistia que devíamos todos aceitar o sacrifício que a terra exigia porque não havia dinheiro na altura para as reivindicações, sendo a carga um donativo ao povo de Cabo Verde. Foi então que Jota Jota subiu na carroçaria de uma carrinha tirou a camisa e mostrou aos presentes a ferida no peito e nas costas provocado pelas balas da guerra colonial. E aconteceu. Os mais conscientes aceitaram trabalhar e o resto não. No segundo período os militares das FARP, mais os estivadores mobilizados pegaram no trabalho até o fim da descarga.

Tal era a minha admiração por este combatente, pelo Comandante, pelo melhor aluno da matemática no seu tempo de liceu e na Universidade onde estudou, o militante convicto e o Presidente a ACOLP com quem trabalhei os últimos tempos da sua vida na concepção do guião de transformação da ACOLP numa entidade respeitada e mais visível aos olhos da juventude e da sociedade caboverdiana. Morreu o combatente ficou a glória dos seus feitos.

Que aluz supernal o faça brilhar na constelação dos grandes vultos da nossa história. Haja glória e respeito aos nossos mortos veneráveis.
Paz à sua alma.
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DOIS CASOS DE AMOR


     AMOR POEMADO

 
Quero, hoje, voar o destino
Na mais secreta asa do sonho
Pleno do teu corpo desnudo
No lençol flanela do momento.
Quero, hoje, voar o desejo
No mais airoso leito do amor
Pleno do frenesi do teu beijo
Ontem á janela botão de flor.
Quão fértil e totalmente belo
É ver transitar sobre a pele
O gesto canela dos teus lábios
Ungidos de deliciáveis labelos.
Quão fértil é sondar teu corpo
Inegavelmente desenroupado
E não deixar fugir uma só gota
Do santo suco que dele brota.
Ó d’oiro cálice do vinho amante!
Ó gosto canela corado de laivos
Do mel salsa marejado de suor!
Ó sólida fonte da água bramante
Dá-me a sorte de ser eu o falcão  
Solto nos ais dos teus segredos.
KB




OLHAR CRUZADO

Como um pássaro receoso
Estavas à janela da noite
Quando meus olhos viram os teus.
Logo voei no sonho de querer saber
A cor do céu que em ti existe.
Asa de vidro saí à tua procura.
Eramos dois pássaros  
No doce vogar da noite
Em tímidos voos em redor da janela.   
Logo virou minha a tua e tua a minha.
Parecias tudo o que eu sempre quis
A mão de querer no meu ombro
O rio da vida no meu sangue
Dei-te outro nome e um lugar
No mais belo que o sentimento tem.
Lavuska! Olhar cruzado
De dois pássaros à janela.
KB
 

RAPIZIUS


RAPIZIUS
 Há mesmo corrida da liberdade se a liberdade é a própria corrida PARA O HOMEM SE FAZER E SENTIR-SE LIVRE??.
 Corrida maior é aquela que nos permite livrar dos rabidantes políticos e da dimocrança instalada, dos rostos demagógicos, das mãos da corrupção, dos pés da tolerância doentia e da conspurcação da nossa mente com festejos e trofeus na mesa azul da indiferença.
Haja inferno reciclante de tudo isso.
 Muitos lobos precisam ser corridos da corrida desportiva do povo para a sua liberdade plena, para a conquista da dignidade e da autenticidade, da luz para todos.
 É nojento o punho de seja lá que escritor pago para branquear incompetências e fazer dos broncos paladinos da liberdade e da dignidade humana. Enjoa os Xarlies crioulos que sobre o muro esperam saltar para o conveniente na hora xis.... Carafu nhafu nho!
 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

DESABAFO

A bagunça social que assistimos hoje em dia em todo o lado é porque o homem deixou de ser simples e distinto na sua maneira de ser.
Simples é ser nobre e humano e Distinto é ser respeitador e ser respeitado.
Enquanto a ambição desenfreada de uns pretenderem subjugar a humildade de outros haverá discórdia, luta pela justiça e pelo respeito, persistindo o mal estar o corolário é a confusão e a guerra e não a propalada paz e amor e fingimentos de todo o tipo.
A luz tem de ser igual para todos.
  





domingo, 11 de janeiro de 2015

RAPIZIUS


 
 
 
Morreu José Francisco Monteiro Baptista , mais conhecido por Zé Kubala, menino da Rua Sá da Bandeira, com quem joguei a bola de meia no passeio de Dona Belinha mãe da Dudu Gonçalves, nos idos anos 60. Morreu o rapazinho educado pela JAACV em Cuba, Escola Nacional de Arte - Havana, onde se formou na música, na guitarra clássica mais concretamente, o primeiro a fundar escola de música para adolescentes após a independência nacional.
Numa manhã, nas instalações do Gimno desportivo de Chã de Areia, ele dava-me a conhecer a ideia da fundação do certame musical “ Todo Mundo Canta” e, ali, com ele alinhavamos o primeiro guião que viria a ser o seu projecto que marcou definitivamente o processo da valorização da nossa música, dos autores, dos intérpretes e executantes músicos. Dias depois ele mostrou-me o programa com a indicação do local, mês e dia e o regulamento do concurso. Como participante e amigo convidou-me a participar como músico e interprete no certame para dar mais visibilidade ao projecto, proposta, logo aceite por mim. A primeira realização contou com algumas vozes importantes na altura como Calu Bana, Fátima, Bia Rendall, Falecido Tek, Regina de Doia (professora) e suportado pela banda Sinbodiana que integrava entre outros Vavá de Santinha na viola baixo.
Após três sessões, em três fins-de-semana, estive na final com Calu bana em 1º Lugar e eu em 2º lugar. A partir dali, participei em todas as mesas de júri enquanto durou Todo Mundo Canta, juntamente, com Ano Nobu, Sr. Tuna, Sr. Pipita, Sr. Benoni, Professor Djik Oliveira, Dona Fernanda Fontes, Kim de Santiago, Ney Fernandes e vários outros.
Isto para reafirmar que devemos a Zé Cubala a idealização do maior evento cultural na vertente musical jamais feito em Cabo Verde, realização que serviu de palco de consagração dos nomes mais sonantes na arte de interpretar a musical nacional. São muitos que passaram pelo crivo de Todo Mundo Canta e que hoje continuam a dar-nos a graça da continuidade da obra de Zé Cubala.
Honra e glória à sua alma. Que a luz maior do universo o tenha no seu grande foco, fonte de emanação dos grandes espíritos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

RAPIZIUS


TERRA DE ABERRAÇÕES
O debate que está sendo feito sobre segurança no país peca por ser um debate politizado, quando devia ser um debate técnico e baseado em evidências. A conversa decorre sob o já sabido - politicamente correcto -, tanto por parte da posição, como da oposição. Não se fala em crise de autoridade em várias esferas do poder (entenda-se poder como exercício e intervenção dos actores políticos e agentes institucionais), dizia, não se fala no sistema de corrupção que estimula a bandidagem do colarinho limpo, não se fala em acção repressiva com medo de ferir susceptibilidades, enfim, há falta de autenticidade na avaliação correcta dos factos, privilegiando-se, constatações e comparações desajustadas.
 Para mim, ter segurança é garantir por todos os meios que ninguém faça uso da sua liberdade, para castrar a liberdade do outro. Na construção do humanismo tem de haver vítimas, não importa a condição social de quem dela se afasta ou se desintegra por seja quais forem as razões. É o estado através das suas instituições e dirigentes responsabilizados a fazerem cumprir com rigor e justiça as normas que garantam aos cidadãos a sua livre circulação e ao gozo do seu direito à vida digna e em paz. Qualquer perturbação desses direitos devem merecer acção adequada DOS PODERES PÚBLICOS, doa a quem doer.
Tolera, tolera ta gera asnera.
 KB

RAPIZIUS


 
TERRA DE ABERRAÇÕES
Amiúde revivo a pena crítica e sincera do meu querido e saudoso poeta Mário Fonseca, vizinho com quem tinha largas horas de conversa, sendo todo ela recheada de pensares preocupados com o presente e o devir da sua terra. Certa vez o poeta atira-me com o seguinte. Meu caro, presta atenção a um artigo meu já no próximo jornal. E assim foi. Cocólandia era o nome próprio que ele concebeu para sustentar a sua publicação. Hoje, o que está na foto tirada por mim, lembrou-me o poeta e a sua voz crítica.
Sobre a calçada do passeio da avenida principal da Achada Santo António, que por sinal se chama Avenida da Liberdade e Democracia, que dá acesso a uma Agencia de Viagens, ferve o perfume fétido do esgoto que escorre pachorrento em riacho cara abaixo, regando ervas e plantinhas domésticas, deixando o cidadão com ar selvagem, andando no meio da rua, justo, porque, há um ano e tal que as autoridades (in)competentes neste exíguo afazer, insistem aformosear os bairros da capital com desagrados de varias ordens. 
Kb   

sábado, 25 de outubro de 2014

RAPIZIUS


Tera de Aberações
Aqui a aberração é de tal sorte que: um fulano deu um muro no murro por causa duma barrata. É aberante, não é?  
Bem vamos ao que proponho para hoje. Orçamento. Todo o mundo sabe o que é um orçamento. Um documento que sistematiza sonhos em números. Quem sonha fazer uma casa pensa logo no orçamento, com que dinheiro e onde ir busca-lo. Foi o que aprendi com o meu falecido pai. Fala-se muito do orçamento do Estado, desbocadamente, como se o dinheiro já está encaixado na tesouraria pública, e, agora, é só gastar em coisas. Falso, isso.
De um político ouvi dizer que o Orçamento do Estado para 2015 não traz esperança para os caboverdianos. Quando eu era deputado o Parlamento organizou uma formação em legística para os deputados. Em boa verdade os sabichões não marcaram presença. O orador era versado matéria de Orçamento e Lei do Orçamento. Era um expert português, Dr. Professor em direito, com elevado conhecimento e experiencia no assunto. Disse em determinado momento: “O Orçamento do Estado não é um instrumento para combater a pobreza. Em parte nenhuma do mundo. A pobreza combate-se com outros meios em outros orçamentos. Não com o OE. O OE é para fazer funcionar o estado para servir os cidadãos que são os pagadores dos impostos. O OE é para criar eficiência e transparência na gestão da coisa pública. Nenhuma lei deve ser feita e aprovada sem se conhecer os custos que ela impõe a sociedade”. Ponto final, para bom entendedor.
 
Enquanto deputado e membro da Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, nunca as receitas do estado ultrapassaram os 43 milhões de escudos, ou seja, este montante é que faz funcionar o estado na sua plenitude, incluindo a custosa democrança instalada, que a Constituição nos impõe para agradar os Gês dos países que detêm o poder financeiro e dão-nos ajuda financeira sem a qual as aberrações eram maiores. Aqui na CVLandia! Onde ir buscar mais receitas? Onde tributar? Se os impostos são como o Diabo que todos temem e poucos pagam. Não nos iludamos. Cabo Verde não tem canela para aguentar tanto falatório oco de práticas, tanta invencionice democrática, tanta tolerância excessiva, tantos prometimentos, tantas exigências e calvo de honestidade intelectual.
O pior das aberações é que está na política vários Nhôs e Nhâs que andam a pilar ovos na cloaca do pássaro. Na terra de aberrações é normal.
KBarboza