sexta-feira, 21 de novembro de 2014

RAPIZIUS


TERRA DE ABERRAÇÕES
O debate que está sendo feito sobre segurança no país peca por ser um debate politizado, quando devia ser um debate técnico e baseado em evidências. A conversa decorre sob o já sabido - politicamente correcto -, tanto por parte da posição, como da oposição. Não se fala em crise de autoridade em várias esferas do poder (entenda-se poder como exercício e intervenção dos actores políticos e agentes institucionais), dizia, não se fala no sistema de corrupção que estimula a bandidagem do colarinho limpo, não se fala em acção repressiva com medo de ferir susceptibilidades, enfim, há falta de autenticidade na avaliação correcta dos factos, privilegiando-se, constatações e comparações desajustadas.
 Para mim, ter segurança é garantir por todos os meios que ninguém faça uso da sua liberdade, para castrar a liberdade do outro. Na construção do humanismo tem de haver vítimas, não importa a condição social de quem dela se afasta ou se desintegra por seja quais forem as razões. É o estado através das suas instituições e dirigentes responsabilizados a fazerem cumprir com rigor e justiça as normas que garantam aos cidadãos a sua livre circulação e ao gozo do seu direito à vida digna e em paz. Qualquer perturbação desses direitos devem merecer acção adequada DOS PODERES PÚBLICOS, doa a quem doer.
Tolera, tolera ta gera asnera.
 KB

RAPIZIUS


 
TERRA DE ABERRAÇÕES
Amiúde revivo a pena crítica e sincera do meu querido e saudoso poeta Mário Fonseca, vizinho com quem tinha largas horas de conversa, sendo todo ela recheada de pensares preocupados com o presente e o devir da sua terra. Certa vez o poeta atira-me com o seguinte. Meu caro, presta atenção a um artigo meu já no próximo jornal. E assim foi. Cocólandia era o nome próprio que ele concebeu para sustentar a sua publicação. Hoje, o que está na foto tirada por mim, lembrou-me o poeta e a sua voz crítica.
Sobre a calçada do passeio da avenida principal da Achada Santo António, que por sinal se chama Avenida da Liberdade e Democracia, que dá acesso a uma Agencia de Viagens, ferve o perfume fétido do esgoto que escorre pachorrento em riacho cara abaixo, regando ervas e plantinhas domésticas, deixando o cidadão com ar selvagem, andando no meio da rua, justo, porque, há um ano e tal que as autoridades (in)competentes neste exíguo afazer, insistem aformosear os bairros da capital com desagrados de varias ordens. 
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