domingo, 30 de março de 2008

Fim de Março


QUERO FINDAR O MÊS DE MARÇO OFERECENDO DROPS E BOLO A TODOS OS LEITORES E COMENTARISTAS, ESPECIAMENTE ÀS MULHERES BLOGUISTAS E FREQUENTADORAS DO SON DI VIRASON.
EXIGIU MUITO, MAS FI-LO COM MUITO GOSTO.
CONTINUARÃO A ESTAR NA ALÇADA DO VIRASON.
ÀS BLOGERAS-CV A MINHA FORÇA.
Vem aí Abril, o mês de mentiras.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Katxás Senpri Katxás




Katxás, u líriku di son gaitadu na viola


Di gaita ki fazedu

Di ferru ki trazedu

Nanse funaná



Fu di fundu di alma

Na di natureza-l korpu

Na di navegânsia skravu

Á Minha Mulher


VAMOS HOJE MULTICANTAR OS AMORES DE HÁ 35 ANOS

Poesia na Lua 3


SONHETO

A flor gingava alaranjando a fama
Vibrando no rebento da sua idade
Não admirava a divinal dádiva sua
Que pura vivia no encanto da fada

Pés de seus ritmos tocavam leais
As caras sinceras da calçada lisa
De olhar cravado no céu da carne
Pescando intangível o doce odor

A mulata enchida de si e enfunada
Doida ansiava a hora e o momento
Que peneiras suas fossem vencidas

Lisonjeadas por oferendas e adornos
Errando a bonina sua ansiosa e ávida
Sonhando com os sentidos excitados

Retalhos de um Conto


(Da Colecção - Kontos de Kastelu Kondi - O Meu Amor pela Joia - em preparação)
........ O caso da menina resolve-se de outra forma: - disse-me categoricamente a dona da mercearia. A hora do jantar interrompeu-nos a conversa que vinha se tornando meio chata.
Não aguentei mais sentado ao lado dela. Pedi licença, e refugiei-me no meu quarto. Aquela noite parecia ter ficado inchada com o esmiuçar do assunto, mas não conseguia tirar da minha cabeça o gozo e o encanto do encontro tido com a menina dos meus sonhos. Sondava, porém, no silêncio, o vozear da minha mãe lá dentro, sendo que o meu regozijo roubava uma parte da sua impetuosidade e significação do que ouvia.
Sentia-me grato ao silêncio da noite que me trazia a voz oculta do amor, recitando dentro de mim frases inéditas, frases de abater o coração de qualquer mulher: «Jóia, Minha querida, deusa do meu profundo coração. Ao pegar desta singela pena para depositar nas folhas em branco deste aromático papel, a primeira coisa que senti foi a voz verdadeira do meu coração, anunciando em palavras doces e carinhosas o som do teu nome Jóia, este lindo nome teu, qual pedra brilhante nas mãos de uma princesa bem-aventurada, qual paraíso montado no céu, qual jóia nas mãos de reis absolutos ou de ousados corsários e piratas. Jóia, nome de ninfa no sonho de um pescador de certezas, de quem na verdade respira o real fogo do amor, de quem ama e se castiga amando, de quem tem forças para amar, sendo, que sou homem são e de muito afecto, para te amar só a ti, porque descobri que o meu fundamento está em poder amar-te desta maneira, eu sem ti e tu sem mim o mundo é paradeiro de ninguém. Jóia sonho um novo sonho para ti e para mim, um sonho de um mundo cheio de nós e dos nossos cheiros. Jóia, amor e alma da minha alma, creia-me com sinceridade, escuta este cordeiro louco que busca em ti a razão de continuar a existir. Teu eterno apaixonado. Luciano Vaz. Até sempre.
Da porta de batentes, entreaberta, vinham na fresquidão cânticos de cigarras e o estrilar de grilos, autênticos bálsamos que não se atrasaram em despachar para a sonolência os meus cinco sentidos.»

No dia seguinte, mesmo antes do café da manhã, de papel e lapiseira na mão, tentava, tentava, mas não conseguia me lembrar da metade do que na noite anterior planejei escrever. Tempo em que rabiscava o papel à minha frente, senti alguém bater á porta. Quis saber. Uma moça entregou-me um envelope, afstando-se de seguida, correndo que nem um pardal em fuga.
Abri, estendi o papel. Eram cinco linhas em tinta azul: «Amigo Luciano. Eis a resposta solicitada. Semear em pó é ventura. Certo, é no molhado. Nada mais. Jóia».
Sentei-me na borda da cama, lendo vezes seguidas o que tinha vindo das mãos de quem eu amava perdidamente. Sem querer relacionava o seu conteúdo com o que me tinha sido dito pela “botadera de sorte” naquele dia.

Pôxa! Nunca a minha cabeça viu-se tão despida de miolo. Parecia rolar: ladeira-riba, ladeira-baixo, enovelado em um passado que insistia em estar sempre presente. Não perdi a cabeça, mas dentro parecia não ter limites. Olhei para fora, e saí. Do pessegueiro, em parafuso, folhas caducas caíam uma atrás da outra como quem desmantelava a razão de viver. Entrei. Sentei-me na borda da cama. Da carteira tirei o papelinho já com sinais de desgaste. Enquanto o lia, relacionava o conteúdo com o que tinha sido dito pela “botadera de sorte” no dia em que nos topamos.
Pôxa! Nunca a minha cabeça viu-se tão despida de miolo, rolando ladeira-riba, ladeira-baixo… só por causa do meu amor pela Jóia. Terá salvação o meu amor por ela?

quarta-feira, 26 de março de 2008

Duas Finatas à MulherCV


Finata 16

Tenba mudjer árvi di grasa di tudu instanti
Furfuridu na ventu y na sol ratxadu sofredu
El fonti di seiva pa nasenti di vida konstanti
Ki satadja y rabida sen konta na fiu di medu
Rasguardu-l stória y di txeu rumoris distanti
Pó, sustentu palavra grandis fidjus y netus
Si don ki da mondon é mudjer forja-l distinu
Si verdi da verdianu nton el k’é dornu ninhu



Finata 17

Dadu pa tudu kondison di natureza el é parti
Na sirbintia di tudu partu ki finkadu gerason
Odju di kantu situason n'el postu pa raparti
Si korpu na krer na dizeju segu-l Sinhor Don
Disputadu na tabanka lotiadu na rota grandi
Sima ki el é praga ki marka dor na tudu txon
Skrava é konxa-l mimória ki boia na tenporal
Mudjer é mai ki da téra fidju-l Téra pa toma-l
(In Konfison na Finata - Kb)

À Mulher CaboVerdiana

Prometi que Março seria dedicado às mulheres.


Amanhã 27 é o Dia da Mulher Cabo Verdiana, mas primeiro eu queria felicitar os Blogs Femeninos. Sem o Bloguizar delas não tinha a tusa Blgosfera. Os meus parabens. Se alguma vez se candidatarem a qualquer cargo terão ferrenhamente o meu apoio.




Para as mulheres caboverdianas esta flor orvalhada.
Flor colhida no jardim do Ibyago e que ofecreço-vos com todo o carinho.
É verdade... N ten fraku pa nhôs (tenho um fraco por vocês).

O Amor É Lindo




Marcas da Lusofonia


OH! OH! UPA!
O senhor Lusófono esteve por estas bandas ó Djinho.
O ataque do trio deixou marcas no tapete azul.
Lingua.... pés... o caso dá para investigar.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Palavras ???


Bem eu... Esta coisa... Eu podia... Mas... fica para depois.

Poesia na Lua 2


SONHETO

Ela trazia nas ruas das suas rugas
Segredos que duravam a sua fuga
Bebia e fumava e depois se seduzia
Nas silhuetas do fôlego que expelia

Do seu amor-próprio caíam desejos
Rolando em bolas de flor sedentas
Curiosas abrindo-se em falsolfejos
Febris e doentias as suas crenças

Caiu o véu e o dedo vagou o interior
Húmido acudia não o cheiro dantes
Mas o vício preso na ruga dos dados

Na montra as narinas miravam o pior
Farejando curiosas os odores andantes
Sonhando com os sentidos excitados

Em Al Pal Arvas 100


É Lindu O Amor





Votos Sinceros


Bonita Cemtensa


SEmPalavra


O Amor ÉLuindo





domingo, 23 de março de 2008

O Amor É Lindo



Oriente OTRUGENTI

Os orientais são demais em logística. Nhaku mesmo!

Hoje é DoRMingU


Poesia para Gato Dormir


De manhã o sol
é sempre a renovada esperança
no cuidar cansado de certos homens

À tardinha o sol
é sempre o resignado falhanço
no espernear dos mesmos homens.

Esperar a esperança...
é desespero ou desesperança?
(In Chão Terra Maiamo - Kb)

Poesia Escancarada


POEMA DO LIVRO CHÃOTERRA MAIAMO

Todas as manhãs
a fome mata a boca do pão
e na barriga da vida morre.
Quebrar o jejum
é sono embalado de toda a fome
igualmente para todo o homem.

Matando a morte em nome da fome
o homem é cada vez mais sem nome

Há fome
mais viva que a vida numa barriga
e há fome
que é hábito ou prazer da comida
e ainda há fome
que é óbito sem nome e sem guarida.

Quem morrerá... pela morte da fome
em nome do homem?

(Kb)

sábado, 22 de março de 2008

O Amor É Lindo






Oração Depois da Pascoa



Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.
Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.
Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho... 12% na segunda-feira, 23% na terça-feira, 40% na quarta-feira, 20% na quinta-feira, 5% na sexta-feira.
E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 04 para estender meu dedo médio mandá-lo para aquele lugar...
Que assim seja!!! (Plágio)

PingoFalas do Ti Té


PingoFalas do Ti Té

Ô, meu amigo, Cerveja bem, Campari as coisas e champanhe meu raciocínio: A vida é Drurys, mas dá muitas vodkas. Eu vinho de longe, só com um ponche nos ombros, estava kaiser desanimando, mas encontrei uma caipirinha ao passear no chopp, e me amaretto nela. Seu nome é Natasha, e apesar de já ter 51, estou vivendo uma paixão aguardente. Por isso repito: Cer veja bem, nem tudo é rum, e sempre pinga alcóol de bom.
____________________________________
"Antarticamente, eu tinha um amigo que só vivia em Kaiser. O cara em Brahmava pra cá, e Brahmava prá lá, o cara vivia nesse Martínio, acabou tendo um Bacardíaco, e não aproveitou nada do que a vida tinha de Bells. Eu concordo Contini que a vida é Drury's, pois é, mas o mundo dá Vodka's pra caramba.
Um dia desses, iamos eu e um amigo meu, o Renatu, Renatu Nobilis, ali pela 51, que é a rua da Farmácia, procurar o Doutor Jonh Walker, que costuma vim atender em seu Cavalinho Branco, vulgo white Horse, prá dar uma olhadinha nesse amigo meu que tinha tido o Bacardíaco. Claro que não adiantou.
Numa dessas Vodkas que o mundo deu, ali mesmo pela 51, esquina com a São João da Barra, conheci a Caipirinha, gata da mais linda. Cabelos negros, vestidinho de chita branca de bolas vermelhas, prontas pra viajar. Eu vi e já fiquei de para-choque duro.
Perguntei seu nome e ela disse Cátia, Catiassa. Pombas Catiassa, tudo a ver comigo. Ai papo vai papo vem, eu louco pra dar um Steinheger nela, quando de repente sujou meu irmão! Pintou o Velho Barreiro com um puto Rabo de Galo na mão, louco pra me dar uma Batidinha, um Porradinha, e eu gritei: É o Capeta, vou chamar o Bomberinho!" (Plágio)

Sem Palavras


Vantagens de Ser Pobre


MAS, NÃO SE DESESPERE, POIS EXISTE ALGUMAS VANTAGENS EM SER POBRE.

1. É SIMPLES! Você não perde seu precioso tempo com grandes sonhos. Contenta-se com um sonho de padaria, um sonho de valsa.
2. É VALORIZADO! Em um mundo de mulheres interesseiras e oportunistas, só as sinceras e verdadeiras dão bola para você.
3. É SAUDÁVEL! Você tem uma vida de atleta: correndo para alcançar o autocarro, malhando para conseguir um lugar para se sentar.
4. É ANTIESTRESSANTE! Nenhum vendedor te liga para empurrar alguma bugiganga.
5. É ALIVIANTE! Com a sua fama de pé-rapado, nenhum amigo te pede dinheiro emprestado e, dependendo do seu grau de pobreza, eles nem serão mais seus amigos.
6. É EMOCIONANTE! Você nunca sabe se o dinheiro vai chegar até o final do mês e, assim, tem uma rotina muito menos previsível!
7. É INVEJÁVEL! Enquanto os seus vizinhos viajam, pegam trânsito no feriado e sofrem com as praias lotadas, você descansa na comodidade do seu barraco.
8. É ÚTIL! Você tem de trabalhar aos domingos para fazer horas extras e, assim, não precisa assistir aos programas que são campeões de audiência e de encher o saco.
9. É SEGURO! Você não precisa levar a carteira para todos lugares que for, pois ela está sempre vazia. Assim, os kassubodistas vão passar longe de você.
10. É GRATIFICANTE! Sem dinheiro para acessar a Internet, você nunca vai ler textos inúteis como este, publicados por blogueiros sem nada melhor para fazer. (Plágio)

sexta-feira, 21 de março de 2008

Provoco Joanino

1. Cónicasdemim
2. CaféMargoso

O Dia da Poesia

Arquipélago de Cabo Verde - Minhas Ilhas -Meu País - Minha Música

(Do livro ChãoTerra Maiamo - este poema )
(Kaka Barboza)


No pelado ocre deste meu naco de terra batida
num dito espaço e na minha sombra enjeitei-me
escapulindo-me inédito duma tentativa perdida

No dorso rugoso que duvido seja um apanágio
minha dura sorte cavalgo só e silenciosamente.
Filho de um dia de maio inscrito no calendário

Nas cruzes do tempo cravaram-se meus contornos
com crivos de aço moldados em anilhas de azeviche
emergi probalidade nova sumo da prova dos noves

No fogo ardente do amor que o cio materno gerou
já vinha no angélico feto, a sigla, a sina ou a sorte
e da nuvem branca uma vontade ímpar se destilou

E surgi do reino dos espíritos cavalgando sonhos
antigos sonhos de todos nós e dos nossos avós:
Senhores, Escravos e Morgados. Todos, homens

Densos e compridos sopros das redondas narinas
livres ao vento misturavam-se com o odor da ilha
deixando nas derivantes sinais de peugadas finas

No horizonte de muitas milhas oscilava a tangência
no equilíbrio imaginário do céu sobre a linha do mar
nítida a percepção tracejou o perfil da consciência

Todos os ditames se elevaram citando-me mil vezes
e jamais me rendi nem no tom da voz, nem no gesto
nem no perfil da pena. Antes a dor e seus prazeres

Sou no universo das criaturas um grão de orvalho
que na sedenta teimosia deste calvário saheliano
conheceu jamais o olhar comovente dum pássaro

Ambulando odores, sonhos e de Peregrino em punho
cortejo a vida e penetro nos olhares ternos do amor
cavalgo luzes e amputo o silêncio do seu peso bruto

Oh sonhos! Oh Juventude premiada de maravilhas
etapa de sinais frenéticos, eróticos e fulgurantes
vivos sempre vivos porque cintilam como estrelas

Oh inocência! Oh minha aberta inocência! Humana:
botão aberto puro na verdade pura da vida, virgem
de sorriso franco e compartilhados logo pela manhã

Oh vida! Este irrequieto protelar constante da morte
esta proposta maluca de aprendizagem prolongada
este vício de descoberta. Este simulado nó da sorte.

Oh sensibilidade! Oh sentir agudo, rubro e diverso!
esta vaga que me toca e suavemente me transporta
inteirinho e sem ambiguidades pelo magno universo

Oh luz plena e original! Julga! Oh densa verdade!
Purifica os vínculos e os gestos do Sim e do Não
salda-lhes a penhora e devolve-lhes a autenticidade

Oh Força interior! Oh energética nascente da alma!
germe que não pára de exercitar e gerar a ousadia
revivendo e remando em pegajosos trilhos de lama

Oh incógnito! Oh inédito! Oh vindoura expectativa!
escolhe o alívio para este pedaço e coloca a semente
reprodutiva do ónus que me dá o benefício da dúvida

Oh poesia! Oh dimensão divina! És o olhar pioneiro
a vergar-me o erecto pelo diafragma até aos joelhos
a averbar-me no tino o marco e a sina de curandeiro

Oh Pátria! Oh ventre umbilical! Chão Terra MaiAmo
és a minha gratabundância na demasia do mundo
no teu colo deixo ancorado este grito Kau-Verdiano

Palavra dos Outros


O PAPA não tendo outra coisa para fazer, decidiu reunir alguns Bispos, Arcebispos Cardeais e Padres no Vaticano para criarem algo novo para seus seguidores.
Então a partir de agora, segundo o Vaticano, existem novos 7 pecados capitais (numa tradução livre):
1. Violações biológicas, como clonar alguém ou controle de natalidade.
2. Moralmente duvidosos, como pesquisa de células tronco.
3. Abuso de drogas.
4. Poluir o meio ambiente.
5. Contribuir para a grande divisão entre ricos e pobres.
6. Ser muito rico.
7. Criar pobreza.
A lista foi divulgada depois que o Papa Bento 16 denunciou a "queda do sentimento de pecado no mundo secularizado", em meio à redução no número de católicos que praticam a confissão.
Os novos pecados capitais - merecedores de condenação segundo a Igreja Católica - serão agregados aos anteriores: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça.
Mas reparem que nesta nova invenção, faltou um grande pecado que não foi considerado pelo Papa.
Você sabe qual é? ..........................(pódifilia... será??)

terça-feira, 18 de março de 2008

BANA SEMPRE BANA


BANA é o maior interprete de todos os tempos da morna e coladera.

Adriano Gonçalves, Bana, nasceu no Mindelo, Ilha de S. Vicente Cabo Verde em 5 de Março de 1932.Oriundo de uma família humilde, ele fazia parte dos adolescentes que sonhavam com novos horizontes, porque na época a ambição de qualquer jovem seria o de um dia poder emigrar e arranjar colocação no estrangeiro.

O que Bana desconhecia é que a sua sorte já havia sido lançada ao nascer com o dom de cantar e encantar a todos aqueles que o escutavam .Dono de uma entoação e postura inimitável e inigualável através das suas mornas e coladeiras começaram a demarcá-lo como uma referência.O seu estilo e a sua personalidade dominaram uma época. Nos anos 60 sai pela primeira vez do seu cantinho, para uma actuação em Dakar, onde começa a somar sucessos através de espectáculos e participações na Rádio.Em 1966 forma um grupo de 3 elementos composto por: Luís Morais (clarinete); Morgadinho (trompete); e mais tarde Toy de Bibia (guitarra) nascendo assim o tão conhecido Conjunto Voz de Cabo Verde.Pouco tempo depois, de sucesso atrás de sucesso, consumou-se em Rotterdam uma das suas grandes aspirações; designadamente a edição do seu primeiro registo discográfico "Nha Terra e Pensamento" " Pensamento e Segredos"., onde os instrumentos acústicos marcam uma era na história da música caboverdiana nos Estados Unidos.

De retorno a Portugal em 1974, constitui-se um novo grupo no Conjunto Voz de Cabo Verde aumentando em número os seus elementos e os instrumentos até então utilizados.Constata-se então uma explosão e amadurecimento a nível profissional, através das experiências adquiridas.Bana expande-se numa carreira profissional de grande prestigio o que lhe leva a consumar uma nova aspiração; ou seja o inicio de uma breve experiência na Indústria discográfica Portuguesa começando assim a produzir os seus próprios trabalhos discográficos com êxito, adquirindo 38 registos discográficos (CD's). Entre as gravações discográficas é convidado a participar em filmes que na época estreou em algumas partes da Europa nomeadamente: Holanda, Alemanha, Itália, França etc., culminando assim a sua popularidade.

Ao abraçar a fama, Bana teve de carregar nos ombros a responsabilidade de não desiludir o seu povo, a sua Terra Natal que tanto preza e ama e principalmente os seus fãs que o adoram e o consagraram como Rei porque está para nascer quem irá destroná-lo, não só pela sua potente voz; o seu sentimento; a sua garra mas também pelas suas capacidade humanaCapacidade essa, que ao longo do seu percurso artístico, determinou tornar o sonho de muitos conterrâneos em realidade, investindo, apadrinhando e ajudando a formar músicos que actualmente são consagrados tais como: Cesária Évora; Tito Paris; Paulino Vieira e muitos outros que não se tornaram tão conhecidos.Embaixador da música Caboverdiana, por ser pioneiro em levar a sua melodia aos quatro cantos da Europa e África .Aos 52 anos de carreira, Bana sente-se realizado, depois de atingir a sua meta e ser reconhecido Internacionalmente tanto em Condecorações como em Homenagens, vendo-se compensado de todo o seu sacrifício, esforço, coragem e determinação.


EmDuas Palavra


Esta imagem é Matiota de São Vicente dos anos sessenta.
Kel vez Matiota é ke tava mandá. Banhistas pa afronta na fim-de-semana.
Baía era lugar pa kebra buze, lava bidion e secá pêxe panhóde na d'zerta.
Oje pa zdrêta v'rá pa eskérda.

Em Boas Palavras


Confusões como esta podem acontecer ....
São dois pescadores gémeos. Um é casado e o outro solteiro. O solteiro tinha uma lancha de pescaria bem velhinha e um dia, a mulher do primeiro morre. E como desgraça nunca vem só, a lancha do irmão afunda no mesmo dia.
Uma senhora, uma destas velhotas curiosas e fofoqueiras, que soube da morte da mulher, resolve dar os pêsames ao viúvo mas confunde os irmãos, e acaba falando como outro que perdeu a lancha.
- Eu só soube agora... Que perda enorme. Deve ser terrível para você. E o pescador, sem entender direito, foi logo respondendo:
- Pois é. Eu estou arrasado. Mas é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava bem velha. Tinha o traseiro todo arrebentado, fedia a peixe e vazava água como nunca vi.
É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás, e que, cada vez que eu a usava, o buraco ficava maior... Mas eu acho que o que ela não aguentou foi que eu a emprestava a quatro amigos que se divertiam com ela.
Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez, foram os quatro juntos e foi demais para ela... A velhinha desmaiou!!

EmCurtasPalavra

De facto, neste mundo, há coias maravilhosas. Esta, não sei se é tanto assim.
Montagem ou verdade..., é engraçado! Não é.
Há dias um outro metia uma cobrinha no nariz, saindo pela boca.

domingo, 16 de março de 2008

EmDuas Palavra

A sala encheu-se para assistir à ascensão óbvia de uma grande voz. Mayra Andrade ganhou um espaço próprio nos últimos tempos e com razão. A sua voz é quente, as canções de Navega (o disco de estreia) são, na maioria, deliciosas, os músicos que a acompanham são de grande qualidade. No concerto na Casa da Música ainda se ficou a saber algo que nem todos sabiam (e que muitos desejavam ou ansiavam): que Mayra Andrade tem uma presença em palco invejável para além da sua evidente e espantosa beleza.

Mayra Andrade, a partir de agora e cada vez mais, corre o sério risco de andar na boca de muita boa gente. Por boas razões. A sua tenra idade faz com que seja possível prever-lhe um grande futuro.“Dimokransa” abriu o concerto e bem com movimentos atractivos, paisagens de cores e cheiros distantes.

Confirmou-se imediatamente que a voz de Mayra enche a sala e que a banda que a acompanha, na percussão e nas guitarras especialmente, são um porto seguro para as suas canções. “Lapidu na Bo”, “Tunuka” e “Lua”, enérgicas e melífluas, foram alguns dos episódios que marcaram especialmente a noite. Entre as canções, Mayra Andrade ia contando histórias, sempre com bom humor e à-vontade. A sua naturalidade conseguiu arrancar ao público palmas e cantoria: em “Comme S’il en Pleuvait”, sensualíssima e melódica, doce no seu francês e no seu balanço.

A versatilidade de Mayra ficou provada na forma como cantou fado (com Lisboa em mente); a flexibilidade da sua voz ficou patente na forma como foi acrescentado às canções de Navega tonalidades que lá não estavam; a qualidade mundial da sua música ficou provada na forma como foi saltando de país em país, o Brasil, Cuba, Cabo Verde, Portugal. Com a sapiência imprópria para sua idade, Mayra soube agarrar o público, as canções, o concerto, o território e os universos musicais que movimenta; deu ao público aquilo que este queria: uma viagem por parte bela do mundo, guiada por uma voz que ameaça seriamente ficar. ( André Gomesandregomes@bodyspace.net )

Textos Exilados

POEMAS DA COLETÂNEA - TERRA DILECTA  - CAMINHOS CANTANTES -  NÃO PUBLICADOS 1 Julho de remotos Julhos. Cíclicos Julho...