sábado, 31 de janeiro de 2009

Um Livro...Um Testemunho


Assim foi a abertura do lançamento do livro de Daniel Benoni. Ele e o seu inseparável bandolin. Pedaços de uma Vida é o título do volume. O Dr. Geraldo Almeida apresentou um livro interessante que revela a vivência e a atitude do autor enquanto Inspector Administrativo do M.N.E. perante determinados factos que marcaram a vida da administração pública na década de 90, muitos desses factos já relatados em livros anteriores a este que é o sexto da série - relato de evidencias ocorridas com um homem de fino trato, coerente e firme nas suas atitudes - aliás Daniel Benoni é conhecido por pessoa que não se deixa impressionar por ninguém e vender-se a troco de previlégios e mordomias.



Eis a composição da sala (dois lados) no acto da apresentação do livro. Curioso é que não foram as mesmas pessoas, mobíilias em actos do género. A maioria era gente nova e muita mocidade.
As minhas felicitações ao meu confrade Daniel Benoni.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Kala o Biku

RACIOCÍNIO RÁPIDO DE UM CORNO INTELIGENTE

O indivíduo chega de surpresa e surpreende a mulher em sua cama com outro.
Tirou o revólver da cintura, tomando cuidado para não ser percebido pelos dois, armou o gatilho e já ia se preparando para meter bala neles quando parou para pensar.
Foi se lembrando de como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos.
A esposa já não pedia dinheiro pra comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda.
Os meninos mudaram da escola pública do bairro para um cursinho super chique.
Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar de ele estar a quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela.
O supermercado, então, nem se fala, eles nunca tiveram tanta fartura
quanto nos últimos meses.
E as contas de luz, água, telefone, internet, telemóvel e cartão de crédito, fazia tempo que ele nem ouvia falar delas.
O caso é que a mulher dele era mesmo uma juvita de praça, baixinha, toda gostosinha, mesmo com três filhos o tempo não passava pra ela.
Coisa de louco...
Guardou a arma na cintura, com muito cuidado para não ser percebido, e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois.
Parou na porta da sala, refletiu um pouco e disse pra si mesmo:
- O gajo paga a renda, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, todas as despesas e eu ainda vou pra cama com ela todos os dias... e, fechando a porta atrás de si, concluiu sorrindo: Puta que o pariu... O CORNO É ELE!!!!'
(Aí está. Publiquei.)

E Eu Estava Lá


Hoje é uma sexta-feira especial para a justiça caboverdiana.
O parlamento reunido para o efeito acaba de votar os dois juizes que por imposição legal devem ser eleitos pelos deputados da nação.
O resultado foi assim:
A favor 56 votos
Contra 01 voto
Abstenção 02
Nulo 01
Portanto 61 presenças; 01 da Ucid;39 do Paicv e 21 do MpD.
Foi uma eleição fria como era de se esperar.
A este nível o caso está encerrado, mas há lado em que este e outros casos, estão longe de verem-se encerrados.
O boló está dado e vamos lá ver quem sairá com postema na ndjarga (traumatismo na ilharga).
Ser político não é sujar-se. Mas há muita sujeira por aí. Há butunku que brota de quem você nem imagina.
Dexa kuza bai (deixem a coisa vai, quer dizer.... ir, indo).
Kb

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Terra Dilecta

Foto: Pico de António - Longueira - S.Loureço do Orgãos

RESUMO


Suprema no teu brio voz erguida
Robusta activa e amiga e solidária
Ordeira próspera e linda e pacífica
Poilão serás numa ribeira de ária

O sol o vento e o mar são fontes
Do arrojo das gentes de azaguas
Do destino com outros nomes
Outras vidas e outras estradas

Terra dilecta luz da minha dor
Virá o dia do oiro sobre o índigo
É o afã de uma visão meu amor

Terra dilecta mãe do meu pudor
Creia-me! Luzirá o dia bendito
Tem lealismo a voz do teu cantor
(Este poema finda a colectanea Terra Dilecta)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma Nota em Sol Maior

Vai ser discutida e votada nesta sessão legislativa de Janeiro a proposta de lei que autoriza o governo a rever a Lei dos Direitos Autorais.

Esta revisão visa construir um sistema de protecção jurídica das obras, prestações e produções protegidas, eficaz e assente numa tutela dos direitos de autor, baseada num elevado nível de protecção, que permita a criação de condições básicas de desenvolvimento, à escala nacional, das actividades – obras, prestações e produtos – culturais e dos respectivos agentes, incentivando-se a criação, a produção, o comercio e o desenvolvimento tecnológico ligados ao mercado das designadas “industrias culturais”.

Um dos aspectos da abrangência da futura lei tem a ver com a extensão e o reforço da protecção dos direitos de autor aos direitos conexos (artistas intérpretes ou executantes, os produtores de fonogramas e de videogramas e os organismos de radiodifusão). Não fica de lado a definição dos crimes de violação do direito de autor e a estatuição das respectivas medidas punitivas e ainda a definição da apreensão e perda a favor do estado, e a destruição das obras usurpadas ou contrafeitas em violação do direito de autor.

É uma medida legal de grande alcance que virá obrigar a um maior respeito e consideração, por parte da sociedade dos vendedores e compradores, às obras e aos autores, e que beneficiará a cultura e os criadores da arte no geral em CV.
KB.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma Nota em Si menor


Caros visitantes.
Visitantes de longe.
Vai esta nota.
Gostaria de começar assim: Eu vos saúdo no Brazil, na América, no Portugal, na França, Itália e no resto do mundo. Já não vou sair de cá por nada deste mundo, mesmo sendo eu aquele emigrante ki ka bai (em stand by).
A nossa terra tem de longe mais coisas boas do que coisas más. Estou seguro disso. Pena é que o filho da terra quanto mais instruído parece ser, mais perdido vira. Extrema demasiado as posições, porque gasta e não faz o balanço. “K’mê kagá dun vez”. Faz e pensa depois. Dói-se e detrrama em reclamações.
Outrossim, o filho da terra gosta de radicalizar as suas opiniões a ponto de admitir uma espécie de ditadura que lhe agrada para não ver os interesses, por vezes mesquinhos, satisfeitos. Mais, exige do bom e do melhor porque entrou na moda que isto é bom, porque ajuda-nos a ir mais longe, no entanto o mesmo filho da terra mija em cima da exigência colectiva. Um misto difícil…!?

De resto este ano há muito pasto para os animais, feijão verde, hortaliças, mandioca, batata, e cinzas vai prometer…. menos o peixe seco, sempre mais caro, o resto vai estar ao alcance de todas as carteiras. Vai haver frio no Carnaval e isto não vai impedir a nudez da maltinha fofinha dos bairros.
Posto isto, se o mapinha dos pontinhos vermelhos fala sério, é porque estou sendo lido nestes lugares onde as respectivas bandeiras se encontram hasteadas. O blog voltou e não sei por quanto tempo. Todavia, vos agradeço o contacto. O blog sou Eu…. sério, disparatento, cabeça virada, atento, a musicar, a escrever e a descrever, a fotografar, a comentar, sempre de forma respeitosa desde que não seja mordido por nenhum lacrau.
Pois, fico contente ao sentir-vos próximos como se eu era capaz de sentir na pela dos sentidos os kliks no SVS. Estar no Blog, para mim, é como estar num bar onde cada um está e convive com quem quiser conforme o paladar da conversa. Um monte de convivas, todos diferentes. Isto é que é. Bom FSma.
KB

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vem Aí Um Banco Popular


Os caboverdianos vão dispor de uma Instituição Financeira que, pelas suas características, dará um contributo decisivo para a estruturação da Economia de Cabo Verde, com enfoque nas problemáticas do desenvolvimento social. Esta decisão saiu de um encontro de trabalho realizado aqui na Praia, que analisou o desenho da estratégia de posicionamento de um novo banco ao nível de mercado alvo, o valor económico da sua potencial clientela, metodologias de trabalho e factores de inovação.

Trata-se de um novo banco que, segundo a autoridade governamental na matéria, pretende actuar na economia nacional e junto da diáspora, em torno de uma abordagem inovadora ao mercado bancário cabo-verdiano. O Projecto conta com a parceria do Banco Português de Gestão.

Este novo banco irá estar “na primeira linha do combate à exclusão financeira dos segmentos da população de menor rendimento e das Micro e Pequenas Empresas.
Aquele ou aquela com espírito empreendedor pode perfeitamente ter o acesso ao financiamento dos seus projectos, saindo do ran-ran da dependência do estado e de outrem.
Não deixa de ser uma boa via para os que querem ser donos da sua cabeça.
Kb.

Conversando


A conversa com um amigo sobre a crise e os seus efeitos tinha sido assim:
Ele - .......... Cabo Verde vai apanhar grande chicotada. Muitos emigrantes não vão poder mandar o dinheiro que mandavam, sobretudo aqueles que têm muito dinheiro.
Eu – Não é bem assim. Não vão deixar de sustentar as suas famílias. Muitos já têm casa própria e com algum rendimento. Isso conta.
Ele – Refiro-me àqueles que depositavam grandes somas nos bancos e que agora as guardam noutro sítio por causa do aperto das leis. É um grande atraso que o governo está a dar a Cabo Verde. Se repares eles foram buscar lá fora para trazer para aqui. O dinheiro na terra é que conta. É ou não é uma coisa que deve ser vista doutra maneira?
...........
A verdade é que a Lei de Lavagem de Capitais vai ser discutida agora na sessão de Janeiro.
O que talvez ele não sabe ou finge não saber é que a lavagem do dinheiro "sujo" consiste em dificultar o rastreamento contável dos recursos ilícitos, quebrando a cadeia de provas ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro.
Dentre os mecanismos utilizados destacam-se os empréstimos a empresas, compra de acções na bolsa de valores, câmbio na via pública, arrendamento ou serviços fictícios e superfaturação, sem falar em segurança, em integridade moral das instituições, em última análise da soberania dos órgãos do poder e da própria republica.
Hoje, nem o peixe na água está tranquilo. A poluição existe.
Vamos a ver o que sairá do debate sobre esta matéria.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ecos de Inhambane no SVS


Um homem rico estava muito mal, agonizado. Pediu papel e caneta.
Escreveu assim:'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.
A seguir morreu. A quem deixara a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras.
Nós é que fazemos sua pontuação.
(O texto foi-me enviado por um Nhaku amigo moçambicano - Guita Jr.)

Paixãu di Bedjissa


Madrugada Dentu


N kre paz na gruta di bu mon
Xintidu na kalor di bu manera
Da-m bu bó na ó di bu kondon
Di nkantada di un feitisera

Na kama di nos korpu krêdu
Beju é seu na onda di bu ser
Na iluzãu dun paixão duêdu

Ben papia-m nes berinha di noti
kubri-m ku korpu di bu perfumi
Bisti-m nha alma ku bu nu priti
Faze des noti noti noti di siúmi

Na sopro di nha krensa n odjabu
Bo era un strela, un seu, un ventu
Un viagen lilás na vela dun barku
Na silensio di madrugada dentu

Dexa dia manxe klaru na si jeitu
Na anparu luz di nos petu kredu
Na silensio di madrugada dentu
(melodia dedikadu a um fémia xaguáda, raskoa, prefirida)
Kb.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Olhando... 2009-01-19

Foto: Altar do ritual da Tabanka

Acho que todos os objectos ali colocados são perfeitamente reconhecíveis.
Diante do vaso estão dois paus de tambor; ao fundo duas varas de marmelo; duas bandeiras enroladas em seus paus; e num pedestalzinho, atrás du búziu, o santo preto a proteger uma figura humana.
O santo branco não está lá, porque é da capela cristã. É blasfémia tirá-lo de lá. Quer dizer que o ritual da Tabanka no seu habitat consegue reunir no mesmo altar Deus e Diabo - a verdade e a inverdade - para se obter a verdadeira vida, vivida há mais de 350 anos nesta ilha.
Kb.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sonhei com 1947


Ainda a crise está assim.
No dia em que virar assim...

Fala-se, fala-se, fala-se da crise, como se nunca a verdadeira crise já cá não esteve.
Não deve ser xuxadeira do poeta: aprendemos com o vento a bailar na desgraça.
Xuxadeira, sim. É o linguaramento a poluir os nossos ouvidos de cada vez que se ouve um dotorado inconformado (escriba) ou um esquemático colaborante que anda ... konformi é toka assi é badju.
Digo isto para ficar semeado: Este Cabo Verdi di Speransa di N. Tavares não será derrotado por acções de fora, nomeadamente, pelos impactos negativos que a conjuntura financeira doutras latitudes produzem e exportam. Seremos derrotados, sim, se não vencermos jogo a jogo as esfermidades que os esquemas ilícitos internos andam a produzir e a proliferar, se não negarmos de vez os padrões exacerbados que a ditadura liberal insiste em divulgar, obrigando-nos a eles vincular-nos levando-nos a passar por cima dos nossos limites.
Não haverá sol que doira e azula o sonho caboverdiano se não nos livrarmos disso a tempo.
KB.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Loas ao Grogu

Foto: Estes bicinhos foram vistos em Rui Vaz

Odeio esta mania de gostarem do grogue às escondidas. Odeio as novas bebidas. Todas elas, incluindo o xarope. Para onde quer que se vá, não há outdoors a promover o grogue. É falta de patriotismo. Grogue é grogue, digo, cana é cana, quer dizer, grogue é cana. É beleza porque inspira. É perigo porque é transparente. O grogue em si é um bom blogue.
O bom grogue não é para nos compreender, nem para nos ajudar, nem para nos fazer felizes. É para nos provocar. Tanto faz. É uma questão de azar. O grogue não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, mas para dentro da nossa gaiatice. Somos todos bêbados sem beber. Quando bebemos somos santos. A vida às vezes mata a vontade de viver e o grogue não, porque bebê-lo é uma conveniência à morte.
O grogue puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. É veneno que nos alimenta. Tem tanto a ver com a vida de cada um de nós como a cachupa.

Foto: Este Hiaci foi visto em Serra Malagueta - Stª catarina

O amor pelo grogue não se percebe. Não dá para perceber. O amor por ele é um estado de quem se sente vivinho da silva. O trapiche ama a cana em cio a desabar. A desabar e a correr atrás do alambique, já que cana é sogra da garrafão e genra da garrafa e primo-irmão de primeiro grau do copo que por sua vez é compadre do balcão.
O grogue é sempre uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária, é bonita e não faz mal. Que se invente e se minta e se sonhe o que quiser. O grogue é um bilhete de viagem que pode matar, pode inspirar, pode dar e tirar vida, pode cortar o calor, pode combater o frio, pode curar, pode ajudar a lembrar, pode fazer esquecer, pode desiludir, pode desinibir, enfim pode levar o homem a ser homem, por muito desesperado que esteja.
Em última instancia o grogue propicia uma boa noite conjugal, de serenata ou de guarda cabeça, além de ajudar a " tra spésse y tra boka de morto".
O grogue é o símbolo mais vivo da nossa global-caboverdianidade-.
A bafa é uma coisa, o grogue é outra.
O grogue dura a vida inteira e a vida dura enquanto se pode tomá-lo.
Grog é pa kenha ke sabê bibe-l. Cantou Luís Kabel.
Kb.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Blogues Democráticos... NÃO

Foto: Não é amigo e cão. É amigo do cão amigo.

O café é capaz de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, ter raça, ser abrigo onde a malta tá tudo bem, onde há tomadores de bicas, faladores, inconformados, discutidores de tudo e mais alguma coisa. Ninguém se rala e se escusa do amargo do café, essa paixão pura sem cura, saudade sem fim, tristeza, desequilíbrio, medo, nervosismo, tensão alta a comer-nos o coração e que nos dita no peito o vício de ir ao café de manhã, meio-dia, à tarde e á tardinha, aos fins de semana, de segunda à sexta novamente.
O café é uma coisa, a vida é outra. O café não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida.
O café é para ser bebido e sentido nas entrelinhas.
(Repeti esta parte porque condiz com o que acho do João Café Margoso Branco)
Kb.

Luzes Democraticas

Foto: Este edifício é uma escola

Quando a crise passar serão repostos os vidros, as jenelas, a porta a pintura, as carteiras, plantas em redor, enfim tudo novinho e vai ganhar o nome de gente famosa.... Escola Mantorras ...
Justificação: é do benfica; foi recebido pelo Kutis da CMP; esteve com altas personalidades da terra; apanhou banho da morabeza popular; visitou equipamentoas sociais na Capital; prometeu marcar golos voltando a jogar; fez figa canhota ao Sportinguista Kutis; finalmente é africano puro e nosso parente distante.
Em crise a rua deixa de ser Rua da Capela e passa a Rua Euzébio Ferreira da Silva, portugues moçambicano, com estátua no Estádio da Luz...
Justificação: É Euzebio. 99,9% dos Achada Santantonenses estão de acordo.
Nb. Sabiam que o partido ventoinha foi fundado por sportinguistas.
Quando tomaram fé que se estava em politica abriram portas aos outros clubes.
-É Xuxanti não é?
-Pois é. Outras xuxadeiras virão.
-São luzes democraticas: - disse o observador.
Ele aproximou-se e mijou na parede azul acaba de pintar, mesmo debaixo da nova plaquinha.
Sacudiu o sacana, cuspiu e dirigiu-se à taska mais proxima.
Kb

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ambiente Democratico


Todos são democratas menos Eu.
- Porquê?
- Não quero ser esta coisa.
- Que coisa?
- Você não viu!
- Onde?
- Pregado à tua frente.
- Já entendi.
Ele levantou o cálice, virou o conteúdo no goelão, fanhiu a cara e disse:
Democracia plena... só na taberna do Orácio.
Bk


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O Corpo da Democracia

" Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas... "

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na Lápide ao lado.
Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, e geralmente na mesma hora quando o seu vem cheirar as flores!!!

"RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER.
"AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE E PENSAM DIFERENTE".
"NUNCA JULGUE. APENAS COMPREENDA!"



terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os Sapatos da Democracia


Pabia Ómi!
É korpu kofri d'alma
Izistidu na si sustentu

Disnaturadu é distansia
Ki n’ el é d’el si alma
Dému...
Ponta di pontu k’atxadu

Pabia alma é un yan
Un sin nun nau príti
Na kau sen kau sta
Dému!
Un vibrason di kriason

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Estórias de Ponta Esquina

Foto: Palacio das Concenções - Filipinas

Um político cá do burgo que estava em plena campanha chegou a um bairro da cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou de morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta: - Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e respondeu:- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro (hic) num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O NOVE do Ano NOVO

Ó malta!
Não acredito no NOVE do 2009. O Ano Novo do NOVE trouxe a muitos mais, mas sobretudo aos Gazenzes a mais incrível prenda… a «Operação Chumbo Fundido», desencadeada por Israel. Enquanto o Mundo, nós, festejávamos com alegria o presépio e a chegada do novo ano, eles e vários outros às escuras e com ruas desertas, sem água e sem electricidade, sem esperança e mergulhados no inferno. Mais não precisa ser dito.
E não me venham dizer que as guerras não depuram, se Deus e Diabo hão de sempre confrontar cá na terra, usando os homens nas suas terras santas.
Então não é bestial ver e assistir projécteis matador riscando velozmente o ar em direcção a alvos animados e corpóreos que em fracção de minutos derretem as paredes, ruem os corações, enchem os cemitérios de caveiras e os hospitais de futuros inválidos.
Alguma vez repararam bem a cara dos negociadores das tréguas, cessar-fogo etc.
Alguma vez pesaram bem as prostituídas frases «é preciso o dialogo»; «lançou o apelo à paz» etc. De mim vão saber isto: Quando a guerra enrija e enriquece a terra o espírito sobe à serra.
O NOVE vai cumprir a sua missão.
Doravante, só escreverei sobre Ami.
KBarboza

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Minha Medalha

Foto: Santo Antão Igreginha

Afinal, hoje, bem do lado esquerdo, brioso, brilha o meu distintivo no peitilho do meu casaco verde. Como ele é doiro da cor dos dentes do milho. Milho da minha ribeira. A minha medalha é a jubilação clara duma idoneidade revalidada, talvez, pela simples condição de jamais meu cântico ter chovido desamor e hipocrisia no chão da nossa história onde tenho penhorado os meus cinco sentidos.
É pura convicção minha que: homenagear, louvar, distinguir e condecorar, são formas patentes de exaltação da moral e da vida de uma nação e, quem as promove e executa luz sem defeito no trono do dever cumprido, já que celebrar com decência outros homens pela dignidade das suas obras é um acto de cultura e de elevado sentido patriótico. É normal o espanto (fingido) manifestado por alguns. Mas a acostumar-nos com tais tratos, elogiando e agraciando os dignos destes símbolos, teremos dado, seguramente, um passo colossal na elevação do espírito, da moral e da auto-estima dos homens e das mulheres da nossa terra, teremos tornado mais cidadãos e mais cientes da nossa reputação. Outra coisa é chuchar com a labuta e a boa fé dos outros, maldizendo e escrevendo futilidades na esperança de se ver branqueado o autêntico sentimento cabo-verdiano.
Devo ter alguma razão quando afirmei algures que; «o povo é a maioria onde reside a parte mística e a parte moral duma sociedade, é onde nos devemos inspirar para produzirmos as reformas apropriadas em nós e, de nós mesmos. Quão formidável é esta máxima: dento di algen k’é algen. O santiaguense diz isso com conhecimento casuístico. É uma formulação simples mas de forte e profunda significação já que é mesmo dentro da criatura a morada do sinete configurador da sua maneira de ser e de se relacionar com os outros, é justamente ali a cave onde dorme e acorda as emoções, é onde os laços afectivos se encolhem e se desencolhem, enfim é onde somos nós, em nós mesmos».
Não sei porque motivo, neste momento de pena no papel, veio-me à razão a imagem do largo quintal da nossa casa em Assomada, do meu avô sentado no poial a deleitar-se, observando o mastigar acelerado do seu liton brába, oferta de um freguês em sinal de reconhecimento e de amizade. O belíssimo e o valente Bala (cão) que não parava de rugir o animalzinho, temendo, talvez, a diminuição da sua porção acabou por se estirar de comprido convicto. Porko Brába apesar de ser porco, é nome de animal caseiro, prezado, nutrido com assiduidade, vivendo em quintal ou numa cerca sob engodo dos da casa. Mas suíno é bicho ruim, rebelde, que morde e derruba a cerca, que devora tudo o que fareja: roupa, sabão, aves, esterco e os próprios leitõezinhos irmãos. Mas o criador atento, ao descobri-lo, separa-o cedo das restantes crias e manda castrá-lo. Em Santiago, pelo menos no meu concelho, falar em suíno, é falar de bicho ruim. Ele come que nem um alarve, não engorda, não dá lucro, não tem a simpatia dos donos e nem tão pouco dos restantes animais. Por isso o seu garganton cai cedo na ponta da faca.
Sabiam que, ainda nos nossos dias, o nosso camponês, para comprovar o seu total reconhecimento e gratidão a outrem, lhe oferece, ovos, frango, cereais ou legumes, um cabrito, um bezerro ou um leitão. Sabiam que este gesto funciona como um tributo àquele ou àquela eleitos pessoas de bem e estimadas pela comunidade. Mas, alguma vez passou pela vossa cabeça que estas simples ofertas são vistas como “distinção” porque grandiosas o seu valor simbólico, porque prenhes de afecto e de sentido humano.
Quantas professoras não receberam dos seus alunos ou dos seus pais estes pequenos tributos em sinal de reconhecimento?
Não é por acaso que ao declarar amor sincero à mulher escolhida para cônjuge o santiaguense foi rebuscar no âmago da natureza a exacta comprovação; tenho três pés de Banana Tunga, um para ti, um para mim e o outro para o Senhor Deus lá no céu. Pois, oh plantão! Bananeira, nesta parte do mundo há-de ser planta a testemunhar o sumiço de muitos suínos, mas também o nascimento de muitas cadelinhas afáveis tal qual a minha querida Bell que diário me condecora com a sua festarola.
Coitado e bem coitado é aquele que jamais recebeu festas dos seus ao levantar-se da cama ou chegado cansado do trabalho. Mas bem e bem notado é aquele que enxerga o valor de cada coisa, dos homens, dos animais e das plantas, caso contrário não passa de um desatilado que consegue jamais avaliar o seu próprio tacão quanto mais avistar o tempo, o momento e o ambiente que o rodeia. Sabiam que dagúma significa: afável, gentil, dócil, cortês etc.
Kaká Barboza


Textos Exilados

POEMAS DA COLETÂNEA - TERRA DILECTA  - CAMINHOS CANTANTES -  NÃO PUBLICADOS 1 Julho de remotos Julhos. Cíclicos Julho...