domingo, 16 de março de 2008

EmDuas Palavra

A sala encheu-se para assistir à ascensão óbvia de uma grande voz. Mayra Andrade ganhou um espaço próprio nos últimos tempos e com razão. A sua voz é quente, as canções de Navega (o disco de estreia) são, na maioria, deliciosas, os músicos que a acompanham são de grande qualidade. No concerto na Casa da Música ainda se ficou a saber algo que nem todos sabiam (e que muitos desejavam ou ansiavam): que Mayra Andrade tem uma presença em palco invejável para além da sua evidente e espantosa beleza.

Mayra Andrade, a partir de agora e cada vez mais, corre o sério risco de andar na boca de muita boa gente. Por boas razões. A sua tenra idade faz com que seja possível prever-lhe um grande futuro.“Dimokransa” abriu o concerto e bem com movimentos atractivos, paisagens de cores e cheiros distantes.

Confirmou-se imediatamente que a voz de Mayra enche a sala e que a banda que a acompanha, na percussão e nas guitarras especialmente, são um porto seguro para as suas canções. “Lapidu na Bo”, “Tunuka” e “Lua”, enérgicas e melífluas, foram alguns dos episódios que marcaram especialmente a noite. Entre as canções, Mayra Andrade ia contando histórias, sempre com bom humor e à-vontade. A sua naturalidade conseguiu arrancar ao público palmas e cantoria: em “Comme S’il en Pleuvait”, sensualíssima e melódica, doce no seu francês e no seu balanço.

A versatilidade de Mayra ficou provada na forma como cantou fado (com Lisboa em mente); a flexibilidade da sua voz ficou patente na forma como foi acrescentado às canções de Navega tonalidades que lá não estavam; a qualidade mundial da sua música ficou provada na forma como foi saltando de país em país, o Brasil, Cuba, Cabo Verde, Portugal. Com a sapiência imprópria para sua idade, Mayra soube agarrar o público, as canções, o concerto, o território e os universos musicais que movimenta; deu ao público aquilo que este queria: uma viagem por parte bela do mundo, guiada por uma voz que ameaça seriamente ficar. ( André Gomesandregomes@bodyspace.net )

4 comentários:

Anónimo disse...

A Maria nao tem voz. Com estilo muito antiquado enquadra-se bem na musica em linha recta que nao exige tecnica nem muito esforco para la estar. Ela, jovem, devia cultivar um estilo menos idoso que a Cesaria Evora. Contudo, se vai ganhando alguns cobres é porque há gente que gosta. Gostas não se discote.

Anónimo disse...

OH!Pétaru das 10:06 não estou com pachorra. Portanto, fica com a tua Maria e nós com a Mayra.

Anónimo disse...

caro KAKA ! È preciso ter alma grande para apreciar Mayra Andrade!È preciso ter um espírito elevado para sentir a voz de Mayra e essa voz não consegue penetrar em todos os corações!Agradeço a DEUS por me ter permitido escutar as sublimes melodias que vêm dela e que nos levam tantas vezes ao EDEN ! Obrigado KAKA por teres partilhado conosco esse texto.

Anónimo disse...

Obrigado KAKA pamodi bu skrebi Demokrancia...qui dja corri Mundo !
Obrigado Mayra qui sta kanta e rakanta Demokrancia na Mundo intero ( ti na Inglaterra ).
Oh canadja, forti minino tão nobu qui sta fazi cuza na Mundo.......
Viva nôs artistas, orgulho di nôs terra !

RAPIZIUS

            Adivinhem! O Boeing dos TACV gemia em pleno espaço em direcção às ilhas. Estou a três horas de Boston no seat five...