terça-feira, 18 de março de 2008

BANA SEMPRE BANA


BANA é o maior interprete de todos os tempos da morna e coladera.

Adriano Gonçalves, Bana, nasceu no Mindelo, Ilha de S. Vicente Cabo Verde em 5 de Março de 1932.Oriundo de uma família humilde, ele fazia parte dos adolescentes que sonhavam com novos horizontes, porque na época a ambição de qualquer jovem seria o de um dia poder emigrar e arranjar colocação no estrangeiro.

O que Bana desconhecia é que a sua sorte já havia sido lançada ao nascer com o dom de cantar e encantar a todos aqueles que o escutavam .Dono de uma entoação e postura inimitável e inigualável através das suas mornas e coladeiras começaram a demarcá-lo como uma referência.O seu estilo e a sua personalidade dominaram uma época. Nos anos 60 sai pela primeira vez do seu cantinho, para uma actuação em Dakar, onde começa a somar sucessos através de espectáculos e participações na Rádio.Em 1966 forma um grupo de 3 elementos composto por: Luís Morais (clarinete); Morgadinho (trompete); e mais tarde Toy de Bibia (guitarra) nascendo assim o tão conhecido Conjunto Voz de Cabo Verde.Pouco tempo depois, de sucesso atrás de sucesso, consumou-se em Rotterdam uma das suas grandes aspirações; designadamente a edição do seu primeiro registo discográfico "Nha Terra e Pensamento" " Pensamento e Segredos"., onde os instrumentos acústicos marcam uma era na história da música caboverdiana nos Estados Unidos.

De retorno a Portugal em 1974, constitui-se um novo grupo no Conjunto Voz de Cabo Verde aumentando em número os seus elementos e os instrumentos até então utilizados.Constata-se então uma explosão e amadurecimento a nível profissional, através das experiências adquiridas.Bana expande-se numa carreira profissional de grande prestigio o que lhe leva a consumar uma nova aspiração; ou seja o inicio de uma breve experiência na Indústria discográfica Portuguesa começando assim a produzir os seus próprios trabalhos discográficos com êxito, adquirindo 38 registos discográficos (CD's). Entre as gravações discográficas é convidado a participar em filmes que na época estreou em algumas partes da Europa nomeadamente: Holanda, Alemanha, Itália, França etc., culminando assim a sua popularidade.

Ao abraçar a fama, Bana teve de carregar nos ombros a responsabilidade de não desiludir o seu povo, a sua Terra Natal que tanto preza e ama e principalmente os seus fãs que o adoram e o consagraram como Rei porque está para nascer quem irá destroná-lo, não só pela sua potente voz; o seu sentimento; a sua garra mas também pelas suas capacidade humanaCapacidade essa, que ao longo do seu percurso artístico, determinou tornar o sonho de muitos conterrâneos em realidade, investindo, apadrinhando e ajudando a formar músicos que actualmente são consagrados tais como: Cesária Évora; Tito Paris; Paulino Vieira e muitos outros que não se tornaram tão conhecidos.Embaixador da música Caboverdiana, por ser pioneiro em levar a sua melodia aos quatro cantos da Europa e África .Aos 52 anos de carreira, Bana sente-se realizado, depois de atingir a sua meta e ser reconhecido Internacionalmente tanto em Condecorações como em Homenagens, vendo-se compensado de todo o seu sacrifício, esforço, coragem e determinação.


5 comentários:

PHOENIX disse...

OIE............VC ESTA PRECISANDO REALMENTE DE UM MURAL DE RECADOS.....TROQUEI O MEU E SE PUDER PASSA LA E ME DEIXE OUTRO RECADINHO..........BJS

Alex disse...

Kaká, o teu título diz o essencial. Não só concordo, como assino por baixo. Sem discussão.
ZCunha

João Branco disse...

Grande Kaka, já o coloquei no Margoso na galeria dos nossos mais estimados heróis. E concordo contigo, como ele, principalmente na morna, não há! Akele abraço! Diazá ke bo ka ta dá un dakes komentários mofinos lá no Margoso. Já tem gent ke tita perguntá pa bô!

Sara disse...

Kaka,
Para mim o Bana continua a ser o "gigante" da morna.
Conheci-o quando ia cantar para os caboverdianos em S.Tome eu tinha uns 5 anos e para mim ele parecia um gigante com voz de mel.
Uma das minhas mornas preferidas e "Resposta de Segredu cu Mar".
Sara

Anónimo disse...

Oi Alex.
O Bana é o meu interprete primeiro. Com ele aprendi a articular a poesia e a musica ou seja um poema cantado.

Ola caro João.
Sim, dediquei uma taça ao margoso e achei estranho nenhuma referencia tua... + vle trd do q jamais. Estou com uns compromissos agora mal tenho tempo para o Blog.
Vou estar + presente, jatamente.

Oi saruska
Bana é bem como disseste um gigante. Sigo à risca a forma como ele interpreta um poema musicado.
Todo o disco a que te referiste é para mim um hino à terra, à mulher, à poesia e à musica. Tens razão.
Para todos vós 1 blogabraço.
Fiken felizes. Kb

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