quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Poema Para os Corvos


MILHO

I


Luzentes pela cor do milho

Os arranjos da sementeira marcham

Para o único mês do calendário

Que a pequenez do grão dilata o chão.



Não inocente é a música do lavrador:

Inventa o molhado que não se tem,

Luz o rumor do pau na boca do pilão

Esverdinha o sol que lambe a terra

E dorme o pão à sombra do balaio.


II

O milho é como um pássaro

Que voa dentro de nós a renúncia

Ao seu próprio ninho.

É como um barco que de manhã aporta

E à tarde devolve-se à longa jornada.


Fosse a ilha um barco

E o milho a bússola:

Outras rotas,

Outras viagens,

E outros destinos

Teriam as nossas manhãs.

(Terra Dilecta - KB)


2 comentários:

Bruno Barbosa disse...

excelente nha tio!

Bruno Barbosa disse...

Excelente nha tio! tio nu teni um grupo e nu sta começa cu um iniciativa de djunta publicações e divulga poemas! dja nu teni um página na facebook. Se nome é "Poetas de Estrada". nu ta convida tio a dexa publicaçoes e talvez desenvolve algum cusa em conjunto pa divulga publicaçoes de tio!

abraçaoo sobrinho Bruno Barbosa

RAPIZIUS

            Adivinhem! O Boeing dos TACV gemia em pleno espaço em direcção às ilhas. Estou a três horas de Boston no seat five...