sábado, 30 de abril de 2011

desMaios em Poesia


Se sou! Não me dá calor
Hoje áspero sal ou ainda fel.
No peito cedo demais
Escaldou-se meu ovo de amor.
Amarelo da cor do caju a gema era
Fundiu-se claro com clara
E desmaiou.
Incolor apodreceu e derramou-se. 
Mas já houve tempo em que fui mel.
Aprendi a amar claro o destemor
Amigo grato imposto
Ungido por línguas de fogo.
Tange-me hoje outro amor.
Importava nada que certos deles
Couros sem serventia e de vontade reles
Arrebatados fossem por um endiabrado vento  
                             E de vez
Se revezarem no seu paladar grotesco
Que ilegitima o sossego do tempo
                            E de outros homens
                            E
                   Se conjuntamente tiver de ir
                    Partia p’ra os atiçar fresco
                             No sótão a pique
                            Fundo e refundo
                                 Do inferno.
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