terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Rapízius


Sim ou não este dito, fica esta lavra.
“Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais" (Papa Francisco)
O Papa Francisco e as suas reflexões actuais sobre o Vaticanismo e o catolicismo no mundo são pertinentes ante os reptos actuais do Homem. Lembra Nhô Naxo. A este, ainda hoje, atribui-se-lhe ditos que nunca proferiu e com o Papa vem acontecendo o mesmo e estreia-se como legendário.
De facto a ser verdade a declaração da inexistência do fogo do inferno é o mesmo que branquear Diabo e seu habitat, onde almas indignas da fé eram remetidas pelos ministradores da doutrina do mistério da fé. Basta ver que as infernais cadeias, as penitenciárias de outrora, são, hoje, espécie de parques de recreio, em resultado do culto aos direitos humanos, erigido em anúncio utilitário.
 
Por conseguinte, sendo humano ou não o Sujo, limpa ou não sua fé, o moderno garante a coabitação de Deus, Diabo, Santos e Pecadores no mesmo salão do paraíso. Para mim o inferno existe. Só que subiu de posto. Ele é o nosso rosto. A sociedade das nações comporta o inferno real e moderno de que o Papa Francisco, talvez, por prudência, não fala e não falou.
Conquanto a Adão e Eva. Não é real o casal que simboliza fidelidade eterna, Adão e Eva, duas figuras petrificadas e alojadas num cabeço fendido da serra do Pico de António, observado da minha Assomada-cidade, vista única, figuras míticas do imaginário santacatarinês. Adão e Eva são e serão reais para todo o sempre.
Que acabe o inferno em que se vive na terra hoje em dia, mas os donos do paraíso das nossas origens nunca, eles são a pele primeira da emancipação do homem.
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