terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Entre Mito e Pelourinho


Sim senhor.
Os sindicatos levaram os trabalhadores seus afiliados e outras pessoas à rua para exigirem não os seus direitos, mas sim ampliação dos direitos adquiridos.
O cenário ficava completo se o patronato e os empregadores saíssem também à rua para reivindicarem os seus direitos. Mas não. Preferem ficar no anonimato.
 
Mas uma coisa me intriga.
Ninguém é obrigado a dar trabalho a ninguém.
A empresa é que contrata trabalho e não dá emprego, emprego no sentido de guarida à mão de obra. A empresa é capital a pagar o processo produtivo para colher lucros para continuar a produzir bens e serviços e etc. e não trabalha quem quiser, trabalha aquele que é contratado para produzir.
Por mim temos um sindicato e uma acção sindical arcaica que não participa na dinamização do mercado do trabalho e nem está voltado para o combate ao desemprego. Coabitam com os que trabalham e como não há outra coisa a dizer nem a fazer junto dos seus associados e dos que não o são, reivindicações e ampliação de direitos é a base de animação da classe perante um pais que mercado não é, perante um país que sobrevive da ajuda orçamental, resultado dos impostos tirados a outros povos: não passamos de pelourinho onde cada um procura tirar o seu dia dia.
É preciso muito cuidado com o mito do rendimento médio.
 
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