quarta-feira, 18 de maio de 2016

RAPIZIUS



Não sou homem de extravagâncias. Andei 30 anos a ensaiar e a tentar construir a árvore necessária para o poiso daquilo que vislumbro ser o produto evolutivo do que chamo Som di Terra.
Não devemos ter medo do moderno que decorre do pensar reflexivo sobre as bases do passado. O presente é todo nosso e ninguém nos tira isso.
Com estudo, tratamento adequado e acrescentos úteis vimos construindo a nossa viagem segura do futuro da nossa música.
Não haverá desregramentos, mas sim continuidade e respeito á memória e às heranças de que sou um fiel depositário.
Afinal a música é uma espécie de literatura desenhada com alma cujos acordes num braço de pau e com a ajuda da caixa-de-ressonância narra a estrada das emoções que a nossa vida interior reproduz.
Sou a ponte sobre novas águas, mas de novos destinos conforme o relógio do tempo e a geografia da vida nos nortear.
Ser fiel às raízes é demasiado duro, mas ser leal é o que prefiro ser hoje, amanhã e sempre. Um abraço.


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