terça-feira, 21 de setembro de 2010

Para os Poetas sem Prémio


É sonda os poemas que escrevo

Na vida esmaecida pelo sol dos dias

Rumores do tempo,

Das nuvens e das brisas vadias.


É bronco o poema que escrevo

Na terra dura e árida.

Palavrões do vento,

Dos descrentes e loucos varridos.


É tronco os poemas que escrevo

Na tela pura e alva.

Maresia de vivas marés,

Das luas dos galos burlados.


Mas neles há terras e caminhos

que cada um de nós conhece

Há montes de músculo retesado

semeado de grãos selvagem.

Há homem que nunca desiste.


Há hinos e vozes mil

olhares e desafios difíceis.

Há músicas e ritmos montanhas e sombras à deriva.

BK

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