segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DIVAGAÇÕES 2


                  DIVAGAÇÕES

Estou convicto de que o Mpd e sua atual liderança nos quer roubar a verdade hoje vivida para nos impingir o passado já vivido. Não deixa de ser o ajuste de contas com o passado traduzido na festança da mudança na Gamboa sob capa da celebraçãoda nova constituição da república.

Numa cidade à beira mar plantada, mar que aliás nos põe a divagar buscando pousos sensatos, mas mar onde o líder da oposição ao governo não é mais que um navio afundado justo num tempo de triste memória para o país, mar rubro de ferrugem em que o orador clama por “mudança"quando o seu pais está engajado na transformação física, social e económica suportado por programas alargados de investimento público devidamente orçamentados e aprovados, não fiquem, pois, à espera que eu me lamente da oratória que tem a pobreza, o desemprego, a habitação indigna, salários de miséria, criminalidade, etc. como denúncia impreterível sem que vez nenhuma tenha aventado com que recursos e onde os tem guardado e como pôr cobro à situação de impunidade.

Para já, a soma paga para a festa acontecer daria para reparar todas as casas degradadas de Achada Mato e Safendi, porque foram cerca de dez mil contos semeados à beira mar sem beneficiar ninguém em concreto. Mas não. O líder ventoinha tinha de aparecer à juventude para se justificar, para posar e dar nas vistas, para mostrar-se como guia principal do livro que contém as regras maiores que todos devemos obedecer. Havia mesmo de ser assim. Havia essa necessidade de mostrar que sem o espírito ventoinha éramos todos uns cabeças pálidas sem liberdade de pensar, de cantar, de falar, de escrever, de sair, ir e vir, gozar a vida, incluindo saber o que queremos ser e quem nos deve governar.

Não, não sinto raiva disso. Vergonha, sim. Porque haveria eu de me sentir culpado? Não paguei os outdoors, não custeei a festa, não contratei, não menti e nem prometi mudança… Enfim, julgo estar de bem comigo mesmo. Sou igual a centenas de milhares de homens, mulheres e jovens da minha terra. Nem mole nem herói. Apenas testemunha. KB

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