domingo, 5 de junho de 2016

A Importância da Verdade



Se por um lado muita gente boa aqui na nossa terra sabe e muito bem qual o significado da palavra VERDADE, porém, ela, não é muito bem encarada. Os indícios mostram que não há cultura da verdade. Verdade e autenticidade andam alinhadas. Aqui ambas, diariamente, são extorquidas. Diz o povo que a verdade dói. Dói porquê? Pois, fazer justiça é descobrir e pôr a verdade no prato limpo. Ludibriar é tirar vantagens da situação. A sociedade é ludibriada sempre. Então não há gente que, para injustiçar os outros, para criar a pele da sua verdade, falseia, calunia e mente horrendamente. Todo o mundo sabe que é assim. Mas muitos fingem não saber porque ninguém quer ser visto contra ninguém. 
Mas, sabemos, também, o que é ser autêntico, ter autoridade, ter prestígio, o que é ter valor e influência positiva, o que é praticar e defender a verdade. São absolutamente importantes.
Mas a nossa sociedade foi formatada para falar a verdade com verdade?
Hoje, o que é que tem mais importância?
É importante falar verdade?
É importante ser-se autêntico e verdadeiro?    
São perguntas para mil e uma respostas.
    
Estas questões deviam ser tão importantes como a água que bebemos. Por esta razão é que a Importância da Verdade tem e deve ser assumida por todos, os de bom e os de mau senso, pelas autoridades e pela sociedade. O prestígio da sociedade é um instrumento de aferição do comportamento individual e colectivo capaz de esclarecer e capaz de produzir efeitos na escola e na família, abrindo o caminho para que em todas as ocasiões cada um e o colectivo dos cidadãos saibam o que é ter o vínculo jurídico-político que, os constituem, perante o estado, em entidades com um conjunto de direitos e obrigações.

Há que transformar de facto esta terra numa outra, onde a verdade e a autenticidade sejam assumidos com espírito empreendedor e alimentador do civismo, em resumo, numa outra realidade em que a maioria comungue do direito à cidadania e o seu exercício pleno. Para que tal aconteça deve-se, por um lado, ensinar e mostrar as regras, por outro lado, reprimir os desvios e as desobediências. 
A transformação e a acção transformadora não são só mudar o aspecto físico do território onde habitamos, é, antes de tudo, moldar e moralizar a sociedade pela via da educação e pela via da repressão contra os maus hábitos. Ensinar para educar e reprimir para orientar. O estado em que as coisas chegou e estão e o grau da intolerância a que a sociedade assumiu há várias décadas têm assento na tolerância incauta por culpa das autoridades, das escolas, da família, sendo, a tolerância desleixada o gerador do desmazelo e da impossibilidade da reconversão dos maus comportamentos, dos abusos e das desobediências, sob o olhar lascivo dos poderes públicos. 
Trabalhar para transformar a mentalidade da sociedade, criar outras noções e outras práticas capazes de gerar e de encubar nos indivíduos o entendimento maduro da necessidade de reflectir e de se agir bem, apropriar das ferramentas postas à sua disposição, não poucas, para levarem por diante essa grande luta pela construção do cidadão inteiro, não terá validade se o exercício do poder pelas autoridades não servir para moldar, educar e orientar as pessoas de todas as idades.

Se transformar não é só estruturar o paisagístico, massificar não é democratizar. Assim como massificar não é alargar sem qualidade, não é difusão do igualitarismo, não é queimar etapas e prejudicar a selecção e a evolução natural das coisas. A verdade e a democracia são exigentes, por isso, incompatíveis com a intolerância e o igualitarismo, doença que os partidos políticos ajudaram a instalar na sociedade caboverdiana. .......... Se a verdade brilha, a hipocrisia ludibria.

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RAPIZIUS

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