sexta-feira, 7 de abril de 2017

AO POETA VADINHO VELHINHO


DA MARGINALIDADE AO POETA NÃO ANTOLOGIADO


 A Valentinuos Velhinho, poeta de ruas correndo noites de insónia

é insosso a escrita que escrevo
vida esbatida em versos rengos 
murmúrios das horas extintas
viagens a lugares desistidos.

broncos os versos que escrevo
papel árido de coisas remoendo
conjuros e sentenças excêntricas 
devaneios dum gaiato varrido.

tronco os poemas que assevero 
fronte crespa de um jumento  
marcha grotesca e impudências   
de quem finge cultivar lírios.

atenção! neles há face e verbo 
que cada um de nós conhece
há gaveta onde mora a paciência  
o infinito a janela e os grilos. 

cuidado! há o pastor austero 
que a galardões não concorre   
há calma suficiente e sapiência    
de jamais vergar ante o elogio.


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