domingo, 25 de junho de 2017

POEMAS MARGINAIS


                                               
DEIXEM O PATIO FESTEJAR E DANÇAR

Festeja e dança o meu pátio
Até embebedar a mão e a viola
Mesmo se tudo parar… dança
Nos braços loucos do Peregrino
Amo e sempre amarei meu pátio
De grilos a romancear a janela
De basalto rubescido de Maio
De sol a escoar como formigas
Festejo e danço com o meu pátio
Até o entardecer das paredes
Mesmo quando tudo para… festejo
O chegamento dos pardais
Olho para dentro do lá debaixo
Há bancos vazios e beatas de charro
Olho demoradamente o envolvente
Sinto-me como eu sou… bailante
Sem mistérios p’ra guardar
Sinto-me cem por cento peregrino
Bêbado de indiferença de como sou
Os vagabundos falam sem sentido
Ouve-se e não se abrange… vazam-se
Palavras até o fim das palavras
Olho para o subido das paredes
O corpo do pátio traz flores no falo
O vapor escarlate no sexo da tarde
Quero lá saber de quem dorme nesta hora
Se o Peregrino tem o Bemol e um Sus
E Dobrado Bemol á espera do tempo
Finjo não saber que sou maestro
Para a terça não sofrer de desafino   
Se acontecer o destoar de mim  
Deixem o pátio festejar e dançar.

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