quinta-feira, 24 de abril de 2014

Da Colecção Floris d'Ibyago

         EM BRANCO

 
Não há lugar a mais fantasias.
Sei! Jamais voltarás borboleta
A janela desflorida de alegrias
Virou violácea a tua silhueta
No olhar perturbado do jardim.

 
Não há lugar a mais agravo.
Não precisas voltar ó distância.
O corpo onde vicejava o cravo
Hoje é um cemitério de ânsias
De insónia e extintos carmins.

 
Deixa-me errar pela artéria
Da saudade do tempo antigo
Em que pastor dos gestos era,
Que sentir teu cheiro amigo
Abriam brilhas dentro de mim.  

 
KBarboza

 

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