domingo, 13 de abril de 2014

Da Colecção Floris d'Ibyago

SAUDADE INGRATA

Ficou o canto vazio no olhar do canto
Perdeu a janela a magia da borboleta
O silêncio é voz que canta o pranto
Duma saudade fugaz feito estafeta.

 
Ficou a janela aberta de vazio sentido
Suspenso e distante é o olhar incerto
Em busca da voz no cântico perdido
No vazio canto do canto hoje desfeito.

 
Ficou a canção e o canto cheio do nada
Numa pauta vazia de colorido e paixão  
Ficou riso sem luz e a saudade ingrata 
No canto destoante que punge o violão.

 
K Barboza

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