sexta-feira, 19 de março de 2010

VOLTEI A VOLTAR



Porque é que alguém resolveu colocar o cravo na boca da espingarda em plena revolução de Abril em Portugal?

Espingarda carregada é tiros contra o inimigo e não um vaso de flor. Isto é o que toda a gente facilmente sabe ver e dizer. Mas, não. Detrás de uma espingarda carregada – existe sempre uma mensagem nova - paz e liberdade para todos -. Detrás de um grupo humano, radical ou não, existe sempre uma razão a ter que ser tida em conta.


Indo à questão deixo ficar o seguinte: muitos e os muitos atiçados por Carlos Veiga acham que a nação se riu porque ridículo foi o Primeiro-ministro ter dito que ia promover um encontro com os gangs dos bairros da capital. Pois, ele disse isto à luz do dia e felizmente o disse nestas condições. Grave seria reunir de madrugada com os líderes de jovens reguilas em ambiente de churrasco e bebidas para fins inconfessados. Grave seria mobilizá-los para a desordem em dias programados para o efeito. Ridículo, feio e anti-social é pensar como pensa o Carlos Veiga. Policia, Tribunal e cadeia. Punir e punição. Mais e mais polícia. Ora é mentira. Este homem habituou-se a instigar e a esconder-se por detrás desse seu ar erva-doce.


Sim senhor. Abrir o diálogo, sim, com grupos radicais para um confronto de razões e de propostas sem medo e sem preconceitos. A marginalização, a não comunicação ou uma comunicação errada é que leva a desentendimentos e a descontentamentos e a actos inpensados.

Bandido é bandido e por isso as instituições estão cá para os julgar.


Não será que o Veiga e os seus seguidores viram-se cercados com esta acção de José Maria Neves - Primeiro-ministro -.?


O povo diz que: na santu ki tenedu fé, é ki reza ta sirbi mé.


(Kb)

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