quinta-feira, 22 de outubro de 2009

OBRAR AO AR LIVRE

Já sei. Muitos vão dizer...é que não há condições, não há sentina pública, os desgraçados não têm casa de banho, etc. etc. Mas um gajo deve ganhar o hábito de defecar no seu devido e respetivo lugar. Cagar em dodote de adulto podia ser uma das soluções em que a CMP podia apostar, em lugar da caras sentinas públicas ou casas de banho em casa de cada um.
Vamos e venhamos. Obrar ao ar livre é um espectaculo. É a maior sensação de liberdade autentica que um indivíduo pode experimentar.


Agora eu, nós que futingamos pela manhan cedo todos os dias, somos obrigatoriamente confrontados com o perfume desta coisa que tem vários nomes em crioulo " KÂGÂ" por exemplo, imposto por aqueles que se educam obrando em qualquer lado e mais do que uma vez por dia.
Porra! Que coisa! Mas o que vou contar é verdade, verdadinha.
Tinha acabado de tomar o café. Fui a pé para a agencia da CECV na Achada Stº António. Como sempre trazia comigo bom cheiro de casa. Ao aproximar-me da entradinha que é (nem beco, nem viela, nem travessa, nem rua) uma passagem clandestina que separa a vedação do largo que rersolveram chamar Plaza Park e o espaço dianteiro da dita agencia, deparei-me com um cheiro rescendido, quer dizer cheiro a púpú amanhecido no balde diluido em urina de várias idades. Meti logo a cara no meu sovaco tapado pela camisa. Parecia que eu ia vomitar. Mas a minha boca de estômago é cadeado forte. Apressado, a tremenda topada na pedra da calçada mais saliente não me derrubou graças ao treino matinal. Acertei o passo, indo direitinho à entrada habitual. Pressionei a porta. Mas estava bem trancada. É que tinham mudado o lugar de entrada. Entrei. Irritado, voltei a sair para tirar do 24 o valor que devia depositar na conta CECV. Lá estava aquele cheiro implacável de novo a liquidar-me o juizo.
Estando dentro, tempo que esperava a chamada pelo 13, lembrei-me da entrevista do Dr. Rosa sobre a virose que passeia pela cidade. Disse para uma amiga que estava a meu lado. Esta virose que anda por aí, não é uma epedemia que mata. Mas ela há-de-vir um dia se as pessoas continuarem a fazer da rua, rua do despejo. Não há Dr. Rosa nem Drª Espinho que nos livra da matança. Primeiro os meninos depois o resto. Os presentes uns 8/9 todos me olhavam. O 13 não respondia e o 14 não quis antecede-lo por respeito talvez. Agradeci o gesto. (Kb)

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