segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MoribundAndando Sobrevivendo




A 30 de Dezembro de 2007, Domingo, esta árvore paria o Blog Son di Virason.
Seis anos depois,
ei-los moribundandando sobrevivendo quase morto na pedra onde se enraizou e cicatrizou os sons e as virações da vida e do tempo que não param de aldrabar a morte. 
KB

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DIA DA CULTURA


                     NESTE DIA DA CULTURA QUERIA APENAS DIZER:

 Investir em cultura não é tê-la na condição de PARENTE POBRE dos regimes e dos ciclos políticos, é dar-lhe alma e vigor de que precisa para se libertar e se projectar ainda mais dentro e fora de Cabo Verde. KB

 

 

domingo, 13 de outubro de 2013

Floris d'Ibyagu


FERE OUTUBRO P’RA VALER

Fere Outubro p’ra valer a alma
Abre um vão entre pedra e mar
Não sendo o mesmo o sal do Sol
Que no pilão o amor em ais põe.

Roí e mói a doída canção à alma
Que dói no Lá Bemol do bronze
Que de nívea nem janela nem luz
Nem atira nem cala a dor de amar.
 
Se ainda há cânticos celebrando
A pedra que Outubro fere e injuria
O gostirado de tanto amar impera.
 
Se ainda há carreiro de ida e volta
Que chama Outubro destruir quer
Do ibyago refloram odoríficas fés.

Praia, 13.10.13 – Kaká Barboza 

 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Floris d'Ibyago

 
                  PRESSENTIMENTO
 
Tem Outubro surpresa que injuria 
Tem dias e horas que maltratam
Tem itinerários vazios de alegria
Tem na boca mágoas que matam.

É pelo sonho que a vida realiza o chão 
É pelo não que o amor ama a sua dor
É pela distância que júbilo é senão
É pela pedra que a estrela cala o pastor.

Ontem o poema embriagado no prazer
De viajar o beijo ao ecrã do teu móvel
Hoje pressente o que está para chegar.

Importa e duro dói o que fica por dizer
Do tempo suspenso pela palavra imóvel
Que Si & Lá inuma no Dó a dor de amar.

  Kaká Barboza

sábado, 5 de outubro de 2013

Floris d'Ibyago



ENTRE IBYAGO E FLOR


Entre ibyago e flor
Pedra e mar há níveos sonhos
Como sons arrancados da distância.
 
Entre a pedra e mar
Flor e ibyago há silvos longos  
Como abraços de abraçar memórias.

Há a querença sílvica
Que pastor lonjura os olhos não chora 
Sustém e memora o voto “para sempre”.
    
Praia, Kaka Barboza

 

sábado, 28 de setembro de 2013

Lembrando Manuel de Novas


Quatro anos se passaram sobre a morte do grande músico e trovador das ilhas Manuel de Novas, deixando-nos o seu génio de comunicar através da música a mundivivência crioula, pelo que recordá-lo é uma forma de perpectuar a sua memória e seu legado que constitui património cultural nacional.
São as associações cívicas locais de vocação cultural mais o Governo Municipal que têm o dever moral de enaltecer os seus munícipes destacados e de os fazer lembrar, prestando-lhes homenagens em actos de rua, nas escolas e noutros espaços, porque homenagear não é só no dia da morte é fundamentalmente depois dela, celebrando a memória dos filhos destacados como é o caso de Manel de Novas.
Glória eterna à memória do poeta e trovador das ilhas Manuel de Novas.
Minha lembrança a este dia e ao meu inspirador de sempre. KBarboza

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

25SET13 a ACL


E criámos a Academia Caboverdiana de Letras, imortalizando os pioneiros e os fundadores das letras cabo-verdianas, num cerimonial pleno de luz e clarividência.

De se louvar o grupo de trabalho inicial, erigido em núcleo fundador que muito se empenhou, dedicando horas e horas do seu tempo à esta nobre causa que ontem, 25 de Setembro de 2012, viu a ACL de jure ser reconhecida perante uma bela assembleia de personalidades da cultura e de representantes dos poderes públicos, tendo ao centro a figura do Presidente da República, o confrade Jorge Carlos Fonseca, membro dos fundadores da Academia.

Enquanto membro do Conselho dos Fundadores e eleito para o Conselho Consultivo da ACL, ocupando a cadeira 32 do patrono Virgílio Avelino Pires, escritor - contista - de finos recortes literários que deixou em "HERANÇA" colectânea de contos a expressão máxima do seu “engajamento político-social e cultural ao colocar em pauta a verdadeira condição da mulher cabo-verdiana, seus sonhos e expectativas perante uma terra inóspita, quase improdutiva, sem muito ou quase nada a oferecer, numa denúncia de emigração e prostituição” (Sónia Queiroz – Brasileira - estudiosa da literatura contemporânea caboverdiana).
Desta feita tudo farei, na linha do juramento prestado, para conferir dignidade aos propósitos defendidos pela ACL, cabendo-me, especificamente, enaltecer a gesta e o legado literário de Virgílio Avelino Pires, pessoa conhecida em Assomada, ainda criança, em casa dos meus pais, contista santiaguense de qualidades humanas e intelectuais salientes, compelindo-me, no quadro da ACL, emprestar qualidade, pertinência e criatividade às minhas produções literárias.
Bem-haja a Academia Caboverdiana de Letras.

RAPIZIUS

                                                                                                         MINHAS AMIZADES COM DIAHO ...