quinta-feira, 4 de setembro de 2014

RAPIZIUS


RAPIZIUS
Tomado no asemana online:

Para Filomena Gonçalves (deputada da oposição) a solução para este flagelo (criminalidade em Cabo Verde) passa pela criação de políticas sociais ( como se não existissem) “que não exclui ninguém, que valoriza o mérito e que estimule a juventude cabo-verdiana a trabalhar”.

Que tabuleta bem ornamentada!
 "que não exclui ninguém"
 (ser do bando e ser bandido é opção de cada um)
 "que valoriza o mérito"
 ( Mérito? Num sistema viciado até o tutano falar de mérito é despremiar a própria palavra).
 "que estimule a juventude cabo-verdiana a trabalhar”.
 ( Trabalhar? Quem? Se trabalho é dinheiro txapo na mon).

 Meter estes chavões é faxi di más. BaSTa convocar o microfone.

 A hipocrisia e a falsidade é tanta nesta terra que gangues de bandidos, no entendimento dos políticos, dos comentaristas, dos estudiosos, dos pesquisadores, dos magistrados, dos policiais, dos governantes, a bandidagem não existe.

 São jovens e cidadãos em conflito com a lei, branqueamento lindíssimo que engrandece a constituição, as leis e a república inteira.

 Enquanto os que mais sofrem desmentem tudo isso chamando o gado pelo seu nome verdadeiro BANDIDOS, marginais, lúmpenes, adjectivos que qualificam a opção tomada e a profissão escolhida.

 Queiramos ou não aceitar. A escola de bandidos da Praia (gente sabida) vem gerando profissionais de alto nível técnico, todavia, discretos e com boa apresentação. A demagogia e a hipocrisia instaladas na tolerância sem princípios nos aproxima cada vez mais do terrorismo urbano. Cura? Existe. Cabra acasalado com Santxu.... ta pari kuza xúxu.. voz di povu.
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