sábado, 6 de setembro de 2014

RAPIZIUS


Copo leti é antónimo de Dajn Branko Dja. Porquê?
Bem pouco tempo atrás, mais propriamente nos anos oitenta, uma pessoa de categoria social mais baixa que convivia com outra de estatuto mais elevado, empregado comercial classificado ou funcionário público oficial, sentia-se bem posicionada em resultado do tipo de relações que mantinha a esse nível que, pelo sim pelo não, ajudava na aquisição de bons hábitos, das boas maneiras, inclusivamente, despertar a consciência da necessidade de pretender objectos e utensílios domésticos de mais valor e de boa serventia.
A letra da coladeira gravada pelos Bulimundo Djan Branco Dja, ilustra bem o que pretendo dizer. Veja-se por exemplo: bu ta dan cama, bu dan fogon, bu ta da sofá sima quel ki Sr. Txôtxo ta traze di Lisboa, afirmando, Djan Branco Dja, deixando antever que havia uma espécie de ambição de a pessoa lutar para obter um bom grau na sociedade, sabendo os níveis de pobreza doméstica a que muitos e muitas, dolorosamente, se submetiam. Djan Branco Dja não era apenas o chamado Conto Nobu, mas sim uma aquisição ou seja a pessoa auto promovia-se, desejando ser bem conceituada na comunidade.
O inverso é Copo Leti. Ontem, uma moça do Cobom contou-me que ao vir de um visita de morto, uma amiga convidou-a para o jantar. Como tinha trocado mãozada com várias pessoas, achou por bem dizer á amiga que ia á casa lavar as mãos e voltava num instante, tendo a anfitriã replicado no imediato. Então não precisas vir. Estás armada em Copo Leti. Tudo dito.
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