domingo, 21 de setembro de 2014

FLORIS D'IBYAGO


EQUINÓCIO

Entrei na porta grande deste sossego.
Bela é a viragem e lindo é o lugar.
Não tenho de olhar para baixo nem para o lado.
É para dentro.
Olhar o dentro volteando o eixo do tronco.
É para dentro.
Sempre para dentro o achar.
Nunca para cães ganindo a luz dos astros.
Não olhar o arrabalde.
Sempre dentro.
Onde não há amigo cão.
Tive um chamado Vírgula.
Amigo devoto do cheiro e dos trâmites da casa.
Sinto-me dentro.
Bem dentro.
Tudo é torneado como coração do violão.
Tudo é malva como aeração da água.
Quão bela recreação.

kb

 

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