sábado, 23 de agosto de 2014

FLORIS D'IBYAGO


SEJAS TU, O POEMA DA MINHA POESIA

Do pensar deslizam imagens
Que se metamorfoseiam
Em sons tecendo miragens.
Do cio do silêncio gotejam ensaios
Vazados de sentires tomados
Pelo chão do manto vático.
Do olho da pena escapam
Esboços frívolos para a folha
Ávida de intentos abainhados.

Da alma apegos esvoaçam
Combinações como trinar de grilos
Almejando o fulgor das estrelas.
É o poema bordejando versos pulsantes
Ainda não semeados no útero da poesia
Para se abrir e cumprir seu destino.

É o poema ansiando a página
Do inevitável forte da palavra
De muros de aversão ao imaleável
Mas da infindável cascata do belo
Musicando sentires aprisionados.
Sejas tu, o poema da minha poesia.
K.Barboza

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