domingo, 31 de outubro de 2010

Cantico em Ò Maior a Outubro


Há ribeira do chão espelhado no milheiral

De Bolanha, Achada Falcão a Tomba Touro

Há nascimento da terra ontem atordoada

De Boa Entrada, Engenhos a Sedeguma.

Há notícia dos poços hoje do regadio.

Há o colorido rosto dos montes

E da chuva retida nas encostas.

Há se tembro ou tubro sem pânico

Circulando tubérculos em Fabeta e Tabugal.

Há tempo mais que tempo para ver render

As achadas aladas de doiro dentes de milho.

Há se tembro ou tubro sem cânticos

Do lamento da cheia que ao mar foi parar

Há, hoje, sim!…

Cabotagem à espera da ordem de embarque

Para a iguaria ilhoa de Sotav a Barlav.

(BK)

1 comentário:

Paulino Dias disse...

Alô Kaká,

Na sequência do poema, dê uma olhada nas fotos do último post do meu blog www.blogdopaulino.blogspot.com sobre a caminhada a Tabugal que referes no poema... Um dos vales mais belos desta ilha, digo-te!

Um abraço,
Paulino

Txabeta Em Estado de Alerta

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