segunda-feira, 9 de março de 2015

RAPIZIUS

Disse-me alguém NO PRIVADO que fui considerado CONSERVADOR e ULTRAPASSADO por algum crítico sem preparação, se calhar por não alinhar na enxurrada que se propõe ser produto fiável da cultura das ilhas.
Bem! Um conservador ultrapassado não não existe como existo em tudo o que é bom que se faz por aqui. Fazer a música que faço e fazer letras, contos e poesia que faço não é para todos.
Para mim música é aprendizagem, é estudo, é meditação, é pauta, é estrada para se chegar a alma de um povo e não uma balela qualquer ritmada copiada algures para satisfazer "fãs" e ou angariar votações.
A verdade é que neste mundo há de tudo: Artistas da Moda Músicos na moda.
Se se está a construir a chamada "música popular caboverdiana" que é uma espécie de catálogo musical no qual se insere a o que se chamou nos anos 70 de anti-música para salvar a música, como aconteceu na Europa, então que venha a cabaça da cheia, pois, ela passa e a ribeira fica com lagoas claras e transparentes. Aliás sempre foi assim.
A música nacional é tal qual a literatura. Elas têm origem no plancton do nosso espírito e trazem consigo os impulsos, a sensibilidade e a idiossincrasia do povo deste arquipélago e nunca é algo estéril, imitação e servil, em resultado de importações baratas.
Não há nenhum produto cultural de povo algum alheio às suas raízes, à sua história e ao seu percurso na senda do seu bem estar social económico e psíquico. Uma coisa é música em Cabo Verde e outra coisa é música de Cabo Verde. A nossa cultura não é algo servil a outras culturas, nunca foi e não há-se ser isso nunca por mais lusofonia que haja e por mais globalização se propale, não havemos de ser imigrantes na nossa própria terra, porque o espaço em que vive e circula o que é autenticamente nosso não envelhecerá e nem morrerá. Eis as minhas observações "caducas e conservadoras" no dizer de alguns.
Uma coisa é certa eu jamais aceitaria entregar troféu a alguém que foi posta na moda, desfilando do melhor que há para se vestir.
PS. Declaro-me contente com as reações às minhas provocações.
Obrigado a todos.

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RAPIZIUS

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