sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O Hálito da Cidade em Setembro


Este cheiro
do sovaco do quente do sujo
que o olho do sol
espalha pelas ruas do olfacto
são línguas virosas inscrevidas
no rosto anónimo da cidade.

Este cheiro
do buraco ardente do sujo
que o olho de lua
prateia nos areais
são linguagens registadas
no corpo de posturas da cidade.

Não há tronco
que o suporta
nem pedras majestosas
que aguentem
o colo incauto dos cérebros
desprovidos de caminhos
e de missões cívicas.

Amanhece
e os sorrisos da azágua
submetem-se à enodoação.  

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