sexta-feira, 21 de novembro de 2014

RAPIZIUS


TERRA DE ABERRAÇÕES
O debate que está sendo feito sobre segurança no país peca por ser um debate politizado, quando devia ser um debate técnico e baseado em evidências. A conversa decorre sob o já sabido - politicamente correcto -, tanto por parte da posição, como da oposição. Não se fala em crise de autoridade em várias esferas do poder (entenda-se poder como exercício e intervenção dos actores políticos e agentes institucionais), dizia, não se fala no sistema de corrupção que estimula a bandidagem do colarinho limpo, não se fala em acção repressiva com medo de ferir susceptibilidades, enfim, há falta de autenticidade na avaliação correcta dos factos, privilegiando-se, constatações e comparações desajustadas.
 Para mim, ter segurança é garantir por todos os meios que ninguém faça uso da sua liberdade, para castrar a liberdade do outro. Na construção do humanismo tem de haver vítimas, não importa a condição social de quem dela se afasta ou se desintegra por seja quais forem as razões. É o estado através das suas instituições e dirigentes responsabilizados a fazerem cumprir com rigor e justiça as normas que garantam aos cidadãos a sua livre circulação e ao gozo do seu direito à vida digna e em paz. Qualquer perturbação desses direitos devem merecer acção adequada DOS PODERES PÚBLICOS, doa a quem doer.
Tolera, tolera ta gera asnera.
 KB

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