sábado, 31 de maio de 2014

Da Coletânea Flotis d'Ibyago


 
 
 
CICATRIZES DA PAIXÃO
 

 
 Defronte à janela
 Há a um triste marco,
 Abrigando no rosto
 O olhar duma paixão cinza,
 Que nuvioso boceja sombras
 Feridas de enganos e erros.

  Ao pé da janela
 Passam meadas da saudade,
 Do sonho que jamais volta.
 No coração dela
 Revolteiam palavras surdas
 Antes cachoeiras cantantes
 Levando o fervilhar amante
 À outra margem da felicidade.

  Atrás da janela
 No corpo da palma da mão
 Deambulam tristes versos
 Feitos de cicatrizes da paixão.

  Kaka Barboza


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