quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Floris d'Ibyago

ADELCE

 
Qual umbral maravilha  
Que meu riso transpôs
Antes de hoje à tardinha!

Qual detrás da entrança
Portal de cotovelo tosco    
De desventrada vidraça!
 
Por agarramento ao denodo
Honra é peste tormentosa  
Por mais se arme o fogo posto.
 
Por entornamento do modo
Decência é febre portentosa
Por mais prezado seja o gosto.
 
Qual portão de vaivém
Que ingresso languidesce! 
Qual palco de milhafres!
 
Pior que tudo isso, Adelce!
É o harém do teu desdém
Este palácio que encobres.

 
      Kaká Barboza   

 

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