quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Poema de Meia Tigela



POEMA DE MEIA TIGELA


                                           Para os filhos da pedra

Filhos da pedra, onde finda, onde começa
O tramo da parede da fruta que vos pariu?
Onde principia a blasona, a praga onde termina?
E a fúria de saberem o tão incontável
É vossa inútil presença em todo onde há solarias?


Filhos da Gruta, da compulsão mais inconfessa,
De rótulos bastardos filhos da fraga,
Da pua do arco da ruindade e sua fístula,
Do pornográfico ventre da puta racha-madre.


Filhos da Bruta onde nasce e se abre o hediondo?
Do esterco jardim estreito berço de nascença
Onde a praga surge e floresce a cor do possesso
No ensanguentado sangue sôfrego e insalubre.

Filhos da Burla onde cresce e se tece o biombo?
Onde é afinal o final da proxeneta vossa e só vossa?
E onde tem tido origem os úberes donde acontece
Tão magra escória e louco e imundo truque?


07-02-2013 - Kaka Barboza

1 comentário:

djinho barbosa disse...

Hoje vou fugir à linha editorial do meu Son di Santiagu para mandar uma nota aos mercenários
jornalistas e financiadores do Beral. É que o Li caiu há muito.

Será que realmente vocês já descobriram o porquê do peditório ainda em curso neste vosso defunto HTML? Porquê tanta violência, tiroteio verbal e moral contra famílias e seus membros?

De uma coisa estou certo. Tanto o meu "patusco" jornal, como a obra do meu irmão Kaká Barbosa ficarão,
porque terão veia forte e sangue para levar adiante.

E o vosso destino? Qual será? Eu sei. O vosso está marcado de forma fria na ampulheta digital. É uma questão de tempo.

Deixo aqui o link da vossa contagem regressiva http://www.online-stopwatch.com/portuguese/full-screen-egg-timer.php.

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