
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Olhando... 2009-01-19
Foto: Altar do ritual da TabankaAcho que todos os objectos ali colocados são perfeitamente reconhecíveis.
Diante do vaso estão dois paus de tambor; ao fundo duas varas de marmelo; duas bandeiras enroladas em seus paus; e num pedestalzinho, atrás du búziu, o santo preto a proteger uma figura humana.
O santo branco não está lá, porque é da capela cristã. É blasfémia tirá-lo de lá. Quer dizer que o ritual da Tabanka no seu habitat consegue reunir no mesmo altar Deus e Diabo - a verdade e a inverdade - para se obter a verdadeira vida, vivida há mais de 350 anos nesta ilha.
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Sonhei com 1947

Ainda a crise está assim.
No dia em que virar assim...
Fala-se, fala-se, fala-se da crise, como se nunca a verdadeira crise já cá não esteve.
Fala-se, fala-se, fala-se da crise, como se nunca a verdadeira crise já cá não esteve.
Não deve ser xuxadeira do poeta: aprendemos com o vento a bailar na desgraça.
Xuxadeira, sim. É o linguaramento a poluir os nossos ouvidos de cada vez que se ouve um dotorado inconformado (escriba) ou um esquemático colaborante que anda ... konformi é toka assi é badju.
Digo isto para ficar semeado: Este Cabo Verdi di Speransa di N. Tavares não será derrotado por acções de fora, nomeadamente, pelos impactos negativos que a conjuntura financeira doutras latitudes produzem e exportam. Seremos derrotados, sim, se não vencermos jogo a jogo as esfermidades que os esquemas ilícitos internos andam a produzir e a proliferar, se não negarmos de vez os padrões exacerbados que a ditadura liberal insiste em divulgar, obrigando-nos a eles vincular-nos levando-nos a passar por cima dos nossos limites.
Não haverá sol que doira e azula o sonho caboverdiano se não nos livrarmos disso a tempo.
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sábado, 17 de janeiro de 2009
Loas ao Grogu
Foto: Estes bicinhos foram vistos em Rui VazOdeio esta mania de gostarem do grogue às escondidas. Odeio as novas bebidas. Todas elas, incluindo o xarope. Para onde quer que se vá, não há outdoors a promover o grogue. É falta de patriotismo. Grogue é grogue, digo, cana é cana, quer dizer, grogue é cana. É beleza porque inspira. É perigo porque é transparente. O grogue em si é um bom blogue.
O bom grogue não é para nos compreender, nem para nos ajudar, nem para nos fazer felizes. É para nos provocar. Tanto faz. É uma questão de azar. O grogue não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, mas para dentro da nossa gaiatice. Somos todos bêbados sem beber. Quando bebemos somos santos. A vida às vezes mata a vontade de viver e o grogue não, porque bebê-lo é uma conveniência à morte.
O grogue puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. É veneno que nos alimenta. Tem tanto a ver com a vida de cada um de nós como a cachupa.
O bom grogue não é para nos compreender, nem para nos ajudar, nem para nos fazer felizes. É para nos provocar. Tanto faz. É uma questão de azar. O grogue não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, mas para dentro da nossa gaiatice. Somos todos bêbados sem beber. Quando bebemos somos santos. A vida às vezes mata a vontade de viver e o grogue não, porque bebê-lo é uma conveniência à morte.
O grogue puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. É veneno que nos alimenta. Tem tanto a ver com a vida de cada um de nós como a cachupa.
Foto: Este Hiaci foi visto em Serra Malagueta - Stª catarinaO amor pelo grogue não se percebe. Não dá para perceber. O amor por ele é um estado de quem se sente vivinho da silva. O trapiche ama a cana em cio a desabar. A desabar e a correr atrás do alambique, já que cana é sogra da garrafão e genra da garrafa e primo-irmão de primeiro grau do copo que por sua vez é compadre do balcão.
O grogue é sempre uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária, é bonita e não faz mal. Que se invente e se minta e se sonhe o que quiser. O grogue é um bilhete de viagem que pode matar, pode inspirar, pode dar e tirar vida, pode cortar o calor, pode combater o frio, pode curar, pode ajudar a lembrar, pode fazer esquecer, pode desiludir, pode desinibir, enfim pode levar o homem a ser homem, por muito desesperado que esteja.
Em última instancia o grogue propicia uma boa noite conjugal, de serenata ou de guarda cabeça, além de ajudar a " tra spésse y tra boka de morto".
O grogue é o símbolo mais vivo da nossa global-caboverdianidade-.
A bafa é uma coisa, o grogue é outra.
O grogue dura a vida inteira e a vida dura enquanto se pode tomá-lo.
Grog é pa kenha ke sabê bibe-l. Cantou Luís Kabel.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Blogues Democráticos... NÃO
Foto: Não é amigo e cão. É amigo do cão amigo. O café é capaz de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, ter raça, ser abrigo onde a malta tá tudo bem, onde há tomadores de bicas, faladores, inconformados, discutidores de tudo e mais alguma coisa. Ninguém se rala e se escusa do amargo do café, essa paixão pura sem cura, saudade sem fim, tristeza, desequilíbrio, medo, nervosismo, tensão alta a comer-nos o coração e que nos dita no peito o vício de ir ao café de manhã, meio-dia, à tarde e á tardinha, aos fins de semana, de segunda à sexta novamente.
O café é uma coisa, a vida é outra. O café não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida.
O café é para ser bebido e sentido nas entrelinhas.
O café é para ser bebido e sentido nas entrelinhas.
(Repeti esta parte porque condiz com o que acho do João Café Margoso Branco)
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Luzes Democraticas
Foto: Este edifício é uma escolaQuando a crise passar serão repostos os vidros, as jenelas, a porta a pintura, as carteiras, plantas em redor, enfim tudo novinho e vai ganhar o nome de gente famosa.... Escola Mantorras ...
Justificação: é do benfica; foi recebido pelo Kutis da CMP; esteve com altas personalidades da terra; apanhou banho da morabeza popular; visitou equipamentoas sociais na Capital; prometeu marcar golos voltando a jogar; fez figa canhota ao Sportinguista Kutis; finalmente é africano puro e nosso parente distante.
Em crise a rua deixa de ser Rua da Capela e passa a Rua Euzébio Ferreira da Silva, portugues moçambicano, com estátua no Estádio da Luz...
Justificação: É Euzebio. 99,9% dos Achada Santantonenses estão de acordo.
Nb. Sabiam que o partido ventoinha foi fundado por sportinguistas.
Quando tomaram fé que se estava em politica abriram portas aos outros clubes.
-É Xuxanti não é?
-Pois é. Outras xuxadeiras virão.
-São luzes democraticas: - disse o observador.
Ele aproximou-se e mijou na parede azul acaba de pintar, mesmo debaixo da nova plaquinha.
Sacudiu o sacana, cuspiu e dirigiu-se à taska mais proxima.
Kb
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Ambiente Democratico
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Num Adeus a Agosto Senti música Em gotas de chuva Múltiplos ritmos Caindo dos beirais Sonidos que dançam Coraçõe...


