domingo, 30 de março de 2008

Fim de Março


QUERO FINDAR O MÊS DE MARÇO OFERECENDO DROPS E BOLO A TODOS OS LEITORES E COMENTARISTAS, ESPECIAMENTE ÀS MULHERES BLOGUISTAS E FREQUENTADORAS DO SON DI VIRASON.
EXIGIU MUITO, MAS FI-LO COM MUITO GOSTO.
CONTINUARÃO A ESTAR NA ALÇADA DO VIRASON.
ÀS BLOGERAS-CV A MINHA FORÇA.
Vem aí Abril, o mês de mentiras.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Katxás Senpri Katxás




Katxás, u líriku di son gaitadu na viola


Di gaita ki fazedu

Di ferru ki trazedu

Nanse funaná



Fu di fundu di alma

Na di natureza-l korpu

Na di navegânsia skravu

Á Minha Mulher


VAMOS HOJE MULTICANTAR OS AMORES DE HÁ 35 ANOS

Poesia na Lua 3


SONHETO

A flor gingava alaranjando a fama
Vibrando no rebento da sua idade
Não admirava a divinal dádiva sua
Que pura vivia no encanto da fada

Pés de seus ritmos tocavam leais
As caras sinceras da calçada lisa
De olhar cravado no céu da carne
Pescando intangível o doce odor

A mulata enchida de si e enfunada
Doida ansiava a hora e o momento
Que peneiras suas fossem vencidas

Lisonjeadas por oferendas e adornos
Errando a bonina sua ansiosa e ávida
Sonhando com os sentidos excitados

Retalhos de um Conto


(Da Colecção - Kontos de Kastelu Kondi - O Meu Amor pela Joia - em preparação)
........ O caso da menina resolve-se de outra forma: - disse-me categoricamente a dona da mercearia. A hora do jantar interrompeu-nos a conversa que vinha se tornando meio chata.
Não aguentei mais sentado ao lado dela. Pedi licença, e refugiei-me no meu quarto. Aquela noite parecia ter ficado inchada com o esmiuçar do assunto, mas não conseguia tirar da minha cabeça o gozo e o encanto do encontro tido com a menina dos meus sonhos. Sondava, porém, no silêncio, o vozear da minha mãe lá dentro, sendo que o meu regozijo roubava uma parte da sua impetuosidade e significação do que ouvia.
Sentia-me grato ao silêncio da noite que me trazia a voz oculta do amor, recitando dentro de mim frases inéditas, frases de abater o coração de qualquer mulher: «Jóia, Minha querida, deusa do meu profundo coração. Ao pegar desta singela pena para depositar nas folhas em branco deste aromático papel, a primeira coisa que senti foi a voz verdadeira do meu coração, anunciando em palavras doces e carinhosas o som do teu nome Jóia, este lindo nome teu, qual pedra brilhante nas mãos de uma princesa bem-aventurada, qual paraíso montado no céu, qual jóia nas mãos de reis absolutos ou de ousados corsários e piratas. Jóia, nome de ninfa no sonho de um pescador de certezas, de quem na verdade respira o real fogo do amor, de quem ama e se castiga amando, de quem tem forças para amar, sendo, que sou homem são e de muito afecto, para te amar só a ti, porque descobri que o meu fundamento está em poder amar-te desta maneira, eu sem ti e tu sem mim o mundo é paradeiro de ninguém. Jóia sonho um novo sonho para ti e para mim, um sonho de um mundo cheio de nós e dos nossos cheiros. Jóia, amor e alma da minha alma, creia-me com sinceridade, escuta este cordeiro louco que busca em ti a razão de continuar a existir. Teu eterno apaixonado. Luciano Vaz. Até sempre.
Da porta de batentes, entreaberta, vinham na fresquidão cânticos de cigarras e o estrilar de grilos, autênticos bálsamos que não se atrasaram em despachar para a sonolência os meus cinco sentidos.»

No dia seguinte, mesmo antes do café da manhã, de papel e lapiseira na mão, tentava, tentava, mas não conseguia me lembrar da metade do que na noite anterior planejei escrever. Tempo em que rabiscava o papel à minha frente, senti alguém bater á porta. Quis saber. Uma moça entregou-me um envelope, afstando-se de seguida, correndo que nem um pardal em fuga.
Abri, estendi o papel. Eram cinco linhas em tinta azul: «Amigo Luciano. Eis a resposta solicitada. Semear em pó é ventura. Certo, é no molhado. Nada mais. Jóia».
Sentei-me na borda da cama, lendo vezes seguidas o que tinha vindo das mãos de quem eu amava perdidamente. Sem querer relacionava o seu conteúdo com o que me tinha sido dito pela “botadera de sorte” naquele dia.

Pôxa! Nunca a minha cabeça viu-se tão despida de miolo. Parecia rolar: ladeira-riba, ladeira-baixo, enovelado em um passado que insistia em estar sempre presente. Não perdi a cabeça, mas dentro parecia não ter limites. Olhei para fora, e saí. Do pessegueiro, em parafuso, folhas caducas caíam uma atrás da outra como quem desmantelava a razão de viver. Entrei. Sentei-me na borda da cama. Da carteira tirei o papelinho já com sinais de desgaste. Enquanto o lia, relacionava o conteúdo com o que tinha sido dito pela “botadera de sorte” no dia em que nos topamos.
Pôxa! Nunca a minha cabeça viu-se tão despida de miolo, rolando ladeira-riba, ladeira-baixo… só por causa do meu amor pela Jóia. Terá salvação o meu amor por ela?

quarta-feira, 26 de março de 2008

Duas Finatas à MulherCV


Finata 16

Tenba mudjer árvi di grasa di tudu instanti
Furfuridu na ventu y na sol ratxadu sofredu
El fonti di seiva pa nasenti di vida konstanti
Ki satadja y rabida sen konta na fiu di medu
Rasguardu-l stória y di txeu rumoris distanti
Pó, sustentu palavra grandis fidjus y netus
Si don ki da mondon é mudjer forja-l distinu
Si verdi da verdianu nton el k’é dornu ninhu



Finata 17

Dadu pa tudu kondison di natureza el é parti
Na sirbintia di tudu partu ki finkadu gerason
Odju di kantu situason n'el postu pa raparti
Si korpu na krer na dizeju segu-l Sinhor Don
Disputadu na tabanka lotiadu na rota grandi
Sima ki el é praga ki marka dor na tudu txon
Skrava é konxa-l mimória ki boia na tenporal
Mudjer é mai ki da téra fidju-l Téra pa toma-l
(In Konfison na Finata - Kb)

À Mulher CaboVerdiana

Prometi que Março seria dedicado às mulheres.


Amanhã 27 é o Dia da Mulher Cabo Verdiana, mas primeiro eu queria felicitar os Blogs Femeninos. Sem o Bloguizar delas não tinha a tusa Blgosfera. Os meus parabens. Se alguma vez se candidatarem a qualquer cargo terão ferrenhamente o meu apoio.




Para as mulheres caboverdianas esta flor orvalhada.
Flor colhida no jardim do Ibyago e que ofecreço-vos com todo o carinho.
É verdade... N ten fraku pa nhôs (tenho um fraco por vocês).

RAPIZIUS

                                                                                                         MINHAS AMIZADES COM DIAHO ...