quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O Corpo da Democracia

" Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas... "

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na Lápide ao lado.
Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, e geralmente na mesma hora quando o seu vem cheirar as flores!!!

"RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER.
"AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE E PENSAM DIFERENTE".
"NUNCA JULGUE. APENAS COMPREENDA!"



terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os Sapatos da Democracia


Pabia Ómi!
É korpu kofri d'alma
Izistidu na si sustentu

Disnaturadu é distansia
Ki n’ el é d’el si alma
Dému...
Ponta di pontu k’atxadu

Pabia alma é un yan
Un sin nun nau príti
Na kau sen kau sta
Dému!
Un vibrason di kriason

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Estórias de Ponta Esquina

Foto: Palacio das Concenções - Filipinas

Um político cá do burgo que estava em plena campanha chegou a um bairro da cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou de morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta: - Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e respondeu:- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro (hic) num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O NOVE do Ano NOVO

Ó malta!
Não acredito no NOVE do 2009. O Ano Novo do NOVE trouxe a muitos mais, mas sobretudo aos Gazenzes a mais incrível prenda… a «Operação Chumbo Fundido», desencadeada por Israel. Enquanto o Mundo, nós, festejávamos com alegria o presépio e a chegada do novo ano, eles e vários outros às escuras e com ruas desertas, sem água e sem electricidade, sem esperança e mergulhados no inferno. Mais não precisa ser dito.
E não me venham dizer que as guerras não depuram, se Deus e Diabo hão de sempre confrontar cá na terra, usando os homens nas suas terras santas.
Então não é bestial ver e assistir projécteis matador riscando velozmente o ar em direcção a alvos animados e corpóreos que em fracção de minutos derretem as paredes, ruem os corações, enchem os cemitérios de caveiras e os hospitais de futuros inválidos.
Alguma vez repararam bem a cara dos negociadores das tréguas, cessar-fogo etc.
Alguma vez pesaram bem as prostituídas frases «é preciso o dialogo»; «lançou o apelo à paz» etc. De mim vão saber isto: Quando a guerra enrija e enriquece a terra o espírito sobe à serra.
O NOVE vai cumprir a sua missão.
Doravante, só escreverei sobre Ami.
KBarboza

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Minha Medalha

Foto: Santo Antão Igreginha

Afinal, hoje, bem do lado esquerdo, brioso, brilha o meu distintivo no peitilho do meu casaco verde. Como ele é doiro da cor dos dentes do milho. Milho da minha ribeira. A minha medalha é a jubilação clara duma idoneidade revalidada, talvez, pela simples condição de jamais meu cântico ter chovido desamor e hipocrisia no chão da nossa história onde tenho penhorado os meus cinco sentidos.
É pura convicção minha que: homenagear, louvar, distinguir e condecorar, são formas patentes de exaltação da moral e da vida de uma nação e, quem as promove e executa luz sem defeito no trono do dever cumprido, já que celebrar com decência outros homens pela dignidade das suas obras é um acto de cultura e de elevado sentido patriótico. É normal o espanto (fingido) manifestado por alguns. Mas a acostumar-nos com tais tratos, elogiando e agraciando os dignos destes símbolos, teremos dado, seguramente, um passo colossal na elevação do espírito, da moral e da auto-estima dos homens e das mulheres da nossa terra, teremos tornado mais cidadãos e mais cientes da nossa reputação. Outra coisa é chuchar com a labuta e a boa fé dos outros, maldizendo e escrevendo futilidades na esperança de se ver branqueado o autêntico sentimento cabo-verdiano.
Devo ter alguma razão quando afirmei algures que; «o povo é a maioria onde reside a parte mística e a parte moral duma sociedade, é onde nos devemos inspirar para produzirmos as reformas apropriadas em nós e, de nós mesmos. Quão formidável é esta máxima: dento di algen k’é algen. O santiaguense diz isso com conhecimento casuístico. É uma formulação simples mas de forte e profunda significação já que é mesmo dentro da criatura a morada do sinete configurador da sua maneira de ser e de se relacionar com os outros, é justamente ali a cave onde dorme e acorda as emoções, é onde os laços afectivos se encolhem e se desencolhem, enfim é onde somos nós, em nós mesmos».
Não sei porque motivo, neste momento de pena no papel, veio-me à razão a imagem do largo quintal da nossa casa em Assomada, do meu avô sentado no poial a deleitar-se, observando o mastigar acelerado do seu liton brába, oferta de um freguês em sinal de reconhecimento e de amizade. O belíssimo e o valente Bala (cão) que não parava de rugir o animalzinho, temendo, talvez, a diminuição da sua porção acabou por se estirar de comprido convicto. Porko Brába apesar de ser porco, é nome de animal caseiro, prezado, nutrido com assiduidade, vivendo em quintal ou numa cerca sob engodo dos da casa. Mas suíno é bicho ruim, rebelde, que morde e derruba a cerca, que devora tudo o que fareja: roupa, sabão, aves, esterco e os próprios leitõezinhos irmãos. Mas o criador atento, ao descobri-lo, separa-o cedo das restantes crias e manda castrá-lo. Em Santiago, pelo menos no meu concelho, falar em suíno, é falar de bicho ruim. Ele come que nem um alarve, não engorda, não dá lucro, não tem a simpatia dos donos e nem tão pouco dos restantes animais. Por isso o seu garganton cai cedo na ponta da faca.
Sabiam que, ainda nos nossos dias, o nosso camponês, para comprovar o seu total reconhecimento e gratidão a outrem, lhe oferece, ovos, frango, cereais ou legumes, um cabrito, um bezerro ou um leitão. Sabiam que este gesto funciona como um tributo àquele ou àquela eleitos pessoas de bem e estimadas pela comunidade. Mas, alguma vez passou pela vossa cabeça que estas simples ofertas são vistas como “distinção” porque grandiosas o seu valor simbólico, porque prenhes de afecto e de sentido humano.
Quantas professoras não receberam dos seus alunos ou dos seus pais estes pequenos tributos em sinal de reconhecimento?
Não é por acaso que ao declarar amor sincero à mulher escolhida para cônjuge o santiaguense foi rebuscar no âmago da natureza a exacta comprovação; tenho três pés de Banana Tunga, um para ti, um para mim e o outro para o Senhor Deus lá no céu. Pois, oh plantão! Bananeira, nesta parte do mundo há-de ser planta a testemunhar o sumiço de muitos suínos, mas também o nascimento de muitas cadelinhas afáveis tal qual a minha querida Bell que diário me condecora com a sua festarola.
Coitado e bem coitado é aquele que jamais recebeu festas dos seus ao levantar-se da cama ou chegado cansado do trabalho. Mas bem e bem notado é aquele que enxerga o valor de cada coisa, dos homens, dos animais e das plantas, caso contrário não passa de um desatilado que consegue jamais avaliar o seu próprio tacão quanto mais avistar o tempo, o momento e o ambiente que o rodeia. Sabiam que dagúma significa: afável, gentil, dócil, cortês etc.
Kaká Barboza


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Alou gente...
Exactamente, a 30 de Dezembro, num dia como hoje, às 23:15 esta árvore paria, solenemente, o SonDiVirason, para o bem ou para o mal dos meus delitos.
Porque nunca parti a árvore e nem eu para o fundo das suas raízes não falo do regresso.
Pois, quem partirá um dia destes para o inferno será o larapiador da minha caixa de ferramenta. Minha estimada caixa de ferramenta. O Son esteve em crise mesmo antes dela ser amada pelos magnatas, esses sabichões que fiéis a Deus criam falências em série para animar o mundo.
Bem! Que dizer mais… Porra! Aqui eu vou merdiar as crises todas!
Cá estou eu para déru ú ki diviéru, repetindo Nho Francisco de Achada Galego.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio é Meu



Imagens do dia 26 de Abril de 2008
Sou aniversario hoje. Porra...blog fika para depois.. e voces todos também. Estou feliz no meio deste mato de gente que vive longe, mas bem longe das fofokices do kafé sofia e doutras lenga-lengas capitalinas. Oh João tomei café malgóz = margozo hoje de manhã. O 10 não se lebrou de mim, mas sim do pássaro. Nada a ver. Estou bem, robusto e sem necessidade de me Viagrar.

RAPIZIUS

                                                                                                         MINHAS AMIZADES COM DIAHO ...